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Como fazer apostas esportivas online

Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

Por Publieditorial por Betsul

Você já deve ter ouvido falar sobre apostas esportivas, certo? Um entretenimento que há muitos anos existe, mas que ganhou um “boom” recentemente com as apostas online em sites como o Betsul , o melhor site de apostas esportivas da América do Sul. Ele facilita a rotina de quem gosta de palpitar por reunir vários esportes e diferentes competições em um só lugar, oferecendo ao público centenas de eventos diariamente.

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A popularização fez com que muitos tivessem um primeiro contato com apostas esportivas , mas nem sempre é tranquilo entender rapidamente como esse mundo que oferece tantas possibilidades de lucro funciona. Se quer se familiarizar com esse universo, confira a matéria que o Betsul preparou com os principais conceitos e dicas para começar!

Como funciona?

Primeiro, é preciso criar uma conta no Betsul. Após preencher o formulário e confirmar seu cadastro, o site já libera as suas apostas, basta fazer um primeiro depósito no valor que deseja adicionar à sua “banca” (nome dado ao montante que tem disponível para apostar) e encontrar o evento desejado no meio das centenas que são ofertadas todos os dias. O valor mínimo de depósito no Betsul é de apenas R$ 10.

O que são odds?

Quando você vai apostar em algum mercado, encontra números ao lado de cada possibilidade de placar. Esses números são as “odds” e indicam o “valor” daquela aposta. Eles são os multiplicadores do seu palpite. Ou seja, sempre que apostar uma quantia e vencer a aposta, o retorno será exatamente o valor apostado, multiplicado pelo valor da odd.

Por exemplo, se você tem R$ 10 na banca, aposta tudo na vitória do Barcelona com odd a 1.50 e o Barça vence, após o apito final a sua banca será de R$ 15 (10 x 1.50).

As odds variam de acordo com as probabilidades de um evento se concretizar (esse cálculo envolve diferentes fatores). Quanto mais provável o placar, menor a odd. Quanto mais improvável, maior. É tudo uma questão de risco x retorno.

Dicas para começar

Com a popularização das apostas esportivas aparecem inúmeros apostadores oferecendo soluções mágicas para enriquecer do dia para a noite. Não é assim. O único jeito de ganhar muito dinheiro em pouco tempo é apostando alto em um mercado improvável. Como se trata de esporte, tudo pode acontecer, mas a tendência é de que você perca a sua banca de uma só vez.

Há maneiras de fazer apostas que são lucrativas e que apresentam risco aceitável. Uma forma segura é escolher mercados que ofereçam odds entre 1.60 e 2.20. Geralmente, odds assim sinalizam que aquele evento pode muito bem acontecer, mas não será tão simples. Esses valores pouco acima de 2.00, por exemplo, costumam aparecer em clássicos equilibrados. Isso ilustra bem que tipo de aposta estamos falando.

  • Estude antes de apostar

Quando uma odd é montada, ela é resultado de análise de uma série de fatores que influenciam positivamente e negativamente aquele evento. Apesar de ser feita por algoritmos e especialistas, você também pode analisar antes de apostar. Não requer muito mais do que apenas estudar tudo o que envolve aquele evento. O momento do time/atleta, os desfalques, o retrospecto, como a equipe/atleta está na competição e outras informações deste tipo que são valiosíssimas e fazem toda a diferença na hora de fazer um palpite certeiro.

  • Aposte de forma racional

Como bons torcedores que somos, temos tendência a ser apaixonados por alguns times (ou pelo menos ter simpatia). Isso é um risco muito grande quando falamos de apostas. Torcer é legal, mas não é apenas isso que deve influenciar no seu julgamento na hora de investir parte de sua banca em um mercado.

Isso é tão verdade que quase todos os apostadores profissionais pregam que o ideal é não apostar em times, eventos e atletas que tenham sentimento para o apostador, já que isso, com certeza, influenciará na sua decisão.

  • Avalie bem sua banca

Para quem não busca retornos altos em pouco tempo, controlar bem a banca é fundamental. Não invista todas as suas fichas ou boa parte delas em um único evento. Procure sempre apostar a mesma porcentagem dela nos eventos. Assim, mesmo que perder um, se vencer o outro o prejuízo é zero (no começo, é melhor não perder tudo do que ganhar muito).

Quando a banca estiver mais recheada (e você mais experiente), tome mais riscos, mas sempre tendo em mente que eles devem ser riscos controlados. Apostas improváveis dificilmente vão dar certo. Se quer arriscar uma delas, arrisque pouco.

  • Faça apostas ao vivo

Esporte é algo muito imprevisível e nem sempre a lógica se torna realidade. Por isso, fazer apostas ao vivo é muito bom. Como o nome sugere, elas são feitas enquanto um determinado evento está acontecendo. Além de permitir que você dê seu palpite baseado em informações mais precisas, uma vez que está “sentindo” o jogo, há também mercados exclusivos que podem te dar lucro em apenas alguns minutos.

Você viu?

Para melhorar, o Betsul tem uma série de campeonatos que são transmitidos de graça no site, assim, você realmente assiste tudo o que está acontecendo enquanto dá seus palpites. Melhor impossível.

Temos Campeonato Francês, Espanhol, Russo, Português, Alemão, Copa da Alemanha, competições sul-americanas, NBA e muito mais.

Para liberar essas e outras transmissões basta ter cadastro no site e saldo ativo em conta. Pronto! Agora é só encontrar o evento que será transmitido (ele tem um logo de televisão ao lado) e curtir enquanto dá seus palpites.

  • Escolha um site seguro

Antes de começar, escolha bem onde quer construir a sua banca de apostas. Encontrar um site seguro é essencial. Conte com o Betsul para isso. Nós já conquistamos a confiança dos maiores clubes de futebol do país e queremos que você também entre para o time! Temos à disposição um sistema 100% seguro e equipe de atendimento pronta para te ajudar com qualquer problema!

Mais do que isso, sempre temos promoções que vão ajudá-lo a ter aquele saldo extra para apostar!

Destaques da semana

Corinthians x Red Bull Bragantino - Brasileirão, às 20h (de Brasília)

Palmeiras x Vasco - Brasileirão, às 20h (de Brasília)

Atlético-MG x Santos - Brasileirão, às 20h (de Brasília)

Tottenham x Liverpool - Premier League, às 17h (de Brasília)

Grêmio x Flamengo - Brasileirão, às 20h (de Brasília)

Palmeiras x Santos - Final da Libertadores, às 17h (de Brasília)

Viver das apostas online é possível?

Viver das apostas online é possível?

P orque cada vez mais pessoas têm mudado as suas vidas e se tornado profissionais das apostas online? Tirar o seu sustento das apostas sempre foi desejo de muitas pessoas. Mais do que isso, podemos afirmar que sempre foi um sonho, uma miragem. Porém, isto tem acontecido cada vez mais.

Por mais que se esteja a falar de uma profissão arriscada onde o retorno nem sempre é certo, muitos se têm aventurado neste mundo das apostas em busca de maiores ganhos financeiros e também de realização. Imaginas amar um desporto e depois começar a tirar o teu sustento dele? Se perguntarmos a dez pessoas, todas dirão que este sim pode ser um grande objectivo da sua vida.

Não é tão fácil, como todos imaginam, mas também não é impossível, como alguns tentam demonstrar. A realidade é que, com a legalização das apostas em Portugal e a multiplicação das casas de apostas “online”, temos cada vez mais observado vários interessados em ter como profissão a actividade nas apostas.

Como todas as profissões, trabalhar com as apostas “online” requer estudo, dedicação, método, disciplina. A grande vantagem é que se trata de um universo enorme e tão amplo que todos podem encontrar o seu nicho para actuar. Vamos analisar as principais vantagens de se tornar profissional nas apostas desportivas e aí podes pensar se este mundo que se abre hoje é feito ou não para ti:

Realização profissional a trabalhar com seu desporto favorito

Uma das grandes frustrações das novas gerações que os especialistas chamam de millennials ou de geração Y é a questão da realização profissional. Diferente das gerações dos seus pais e avós que por vezes se submetiam a profissões apenas para subsistência e passavam a vida a trabalhar em algo que não gostavam, a geração actual está sempre em busca da satisfação individual ou, pelo menos, de uma actividade gratificante e que, para além da sobrevivência, também traga a tão esperada qualidade de vida.

Agora imagina poder sobreviver apostando no seu desporto favorito! Naquilo que realmente amas. Em tese, as apostas sempre foram pensadas para o momento de diversão e descanso, mas agora podem ser uma actividade capaz de gerar rendimento e proporcionar o teu sustento. Sim, os apostadores profissionais, mais comum serem especialistas em prognósticos de futebol, são uma realidade cada vez mais presente no campo das apostas “online”.

Mais do que simples apostadores que gostam de apostar na sua equipa de coração, ou na sua Liga favorita, por veze são pessoas que se dedicam profissionalmente a analisar os prognósticos, as melhores linhas nas casas de apostas e assim realizar apostas lucrativas a longo prazo.

As apostas desportivas oferecem um universo tão amplo de actuação que ninguém precisa ficar preso a nada. Amantes de futebol podem especializar-se numa Liga como Liga NOS, Premier League, La Liga ou Liga dos Campeões. Mas podes apostar em ténis, basquetebol, andebol, futsal e até mesmo MMA.

Alguns podem questionar-se: mas e se eu perder? Perder apostas faz parte do jogo. Na realidade, em qualquer actividade humana existe o risco de tomares uma decisão errada. O importante é estudar para tentar diminuir ao máximo o erro e maximizar o acerto. Como dizem os especialistas: nas apostas “online”, ser profissional das apostas é como correr uma prova de fundo, como uma maratona, e não uma prova de curta distância, como uma corrida de 100 metros. O importante é que, no final da maratona, tenhas lucro.

A questão principal aqui é a realização pessoal numa actividade que, sim vai requerer trabalho, mas, ao mesmo tempo, proporcionar o prazer de fazer algo que gostas. Como dizem, quem corre por gosto não cansa. Tal não significa que trabalhar com o teu desporto favorito nas apostas “online” não requer trabalho e dedicação. Se procuras isso, estás no caminho errado.

Mesmo nas apostas, o foco, esforço, trabalho e horas serão necessárias para seres bem-sucedido. A diferença é que estarás a fazer algo que gostas. Realização e satisfação profissional não significa que vais ganhar dinheiro sem trabalhar no duro, muito pelo contrário, mas no final serás um pessoa mais realizada.

Gestão do teu próprio tempo

Gestão do teu próprio tempo

Como dizem os filósofos e os principais autores dos manuais de auto-ajuda, se há um bem que devemos valorizar na vida é o nosso tempo. Nenhum dinheiro é suficiente para compensar o tempo de vida que perdemos ao realizarmos uma actividade que nos deixa infelizes e não traz nenhuma satisfação.

Outro aspecto importante é que, por vezes, com trabalhos tradicionais não podemos aproveitar a nossa família da forma desejada e acabamos por perder o crescimento dos filhos e algumas experiências muito importantes para a realização pessoal. Nesse sentido trabalhar e ser profissional nas apostas “online” pode trazer uma grande mais valia a qualquer um. Simplesmente porque os apostadores profissionais trabalham muito, sim, mas são senhores do seu tempo, não sendo obrigados a começar ou terminar a sua jornada de trabalho dentro de um intervalo estabelecido por outros.

Nas apostas “online” podes organizar o teu dia, os teus horários, o teu calendário e a tua dedicação à actividade. Podes mesmo abrir mão de alguns dias de trabalho em prol do estilo de vida que escolheste. A gestão do teu tempo nas apostas “online” é individual e muito própria. Serás sempre o teu próprio “patrão”, sem estares sujeito a ninguém.

Começar é fácil?

Começar é fácil?

O principal argumento de quem olha para o universo das apostas “online” de fora é a dificuldade de perceber como se pode começar a trabalhar este novo mundo. Como todas as novas actividade, nem sempre é simples perceber como tudo funciona e encontrar o teu caminho. Assim como todas as experiências na vida, podemos encontrar dificuldades algumas vezes antes de atingirmos o sucesso. Mas esta possibilidade não deve desanimar ninguém.

A principal pergunta daqueles interessados em se profissionalizar nas apostas “online” é a questão da banca. Como construir uma banca para apostar sem que naquele momento tenhamos dinheiro disponível para investir nas apostas. De antemão, é de referir que não é impossível começar a construir uma banca de apostas mesmo para aqueles que não têm dinheiro à disposição para começar a apostar.

Como dissemos, com trabalho e dedicação, muitos apostadores profissionais começaram as suas bancas sem um cêntimo do seu bolso. Mas como isso é possível? Através de dinheiro distribuído por casas de apostas através de bónus e dos “sites” de prognósticos que encontramos na internet, direccionados aos apostadores.

Liga de Prémios
Há diversos apostadores que construíram a sua banca de apostas através da conquista das Ligas de prémios que podemos encontrar nos principais “sites” de prognósticos e conteúdo de apostas na internet. Um dos principais que podemos apresentar aqui é o Apostaganha.

O AG, como é carinhosamente conhecido, é a comunidade mais antiga e tradicional de apostas em língua portuguesa. E desde a sua origem oferece as famosas Ligas de prémios. Caso sejas bem-sucedido, ganhas muito dinheiro nas principais casas de apostas “online”, podendo assim construir a tua banca sem que necessariamente precises colocar dinheiro do teu próprio bolso nas casas.

Hoje no Apostaganha existem diversas Ligas de Prémios que distribuem mais de 4000 euros por mês em prémios aos seus participantes.

Bónus nas casas de apostas
Aproveitar os bónus de apostas que as casas oferecem é uma coisa essencial para maximizar a tua banca sem investir dinheiro do teu próprio bolso. As casas conhecem o potencial de atracção que os bónus possuem sobre os apostadores e por isso usam e abusam deste tipo de oferta para o público.

Cabe ao público aproveitar estas oportunidades para usar o dinheiro dado pelas casas de apostas para maximizar sua banca e multiplicar o seu dinheiro. Um bom exemplo de como funciona é a Esc Online, hoje uma das principais casas de apostas de Portugal. Caso abras a tua conta na casa, tens direito a um bónus sem depósito de 10 euros simplesmente para conhecer a casa.

Mas além disso, tem um bónus de depósito de 100% até o máximo de 250 euros. Mas também podes aproveitar 30 euros em “freebets” distribuídos pela casa de apostas. Se pensares que podes usar este dinheiro grátis para ampliar ainda mais a tua banca, as possibilidades aqui são imensas.

Promoções Sazonais
Para além dos bónus de depósito e “freebets”, as casas de apostas oferecem bónus adicionais sazonais para os grandes eventos. Seja na Liga dos Campeões, Liga NOS, grandes finais ou eventos, as casas criam promoções exclusivas aonde distribuem ainda mais dinheiro grátis aos seus apostadores.

E porque vale a pena aproveitar estas “promos” sazonais? Simplesmente porque em regra elas oferecem a possibilidade de apostares sem risco. Caso percas a aposta, tens o teu dinheiro de volta. Em suma, não perdes nunca! E caso ganhes, pode acertar um “jackpot” enorme e aumentar muito a tua banca com o dinheiro dado pela casa de apostas. A Bet pt é uma das casas que tem várias promoções do género.

Será que estás pronto para viver o sonho e te tornares num apostador profissional e lucrativo a ponto de tornar esta a tua forma de sobrevivência? Tornares-te um “Pro” pode trazer-te muitas vantagens para o teu estilo de vida, permitindo ganhar dinheiro com algo que gostas, além de poderes administrar o teu tempo de forma que a tua vida ganhe prioridade.

O caminho não é fácil. Mas algum é? Nunca! Com esforço, dedicação e boas informações é possível tornar as apostas num meio de vida. O importante é perseverar e não desistir.

Apostas online são ilegais? Veja como funciona esse setor que vale mais de US$ 66 bilhões

Se você é um fã de esportes, então somos capazes de apostar (com o perdão do trocadilho) que você já viu empresas como Bodog, SportingBet ou Bet365 nos intervalos do horário nobre ou em publicidades expostas em estádios dos jogos brasileiros e internacionais. Essas casas de apostas online atuam em grande escala no Brasil, por mais que a legislação diga que tais atividades sejam proibidas por aqui.

Segundo o site alemão de pesquisas Statista, o mercado global de apostas online atingiu valoração de US$ 66,7 bilhões (R$ 364,91 bilhões na conversão direta) em 2020 – com previsão de chegar à marca de US$ 92,9 bilhões (R$ 508,03 bilhões) até 2023. Por aqui, o mesmo site indica o número de US$ 8,6 bilhões (R$ 47,08 bilhões, em números corrigidos) como a soma das apostas legais e ilegais…em 2016. Certamente, o mercado já era aquecido naquela época e, com a entrada das empresas acima, é bem provável que este número tenha aumentado.

Mas de acordo com o Decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946 (assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra), é proibido no país todo e qualquer jogo de azar, o que inclui bingos, cassinos e jogatinas do gênero. Evidentemente, a norma assinada há quase 80 anos levou um bom tempo para ser obedecida por completo – mesmo em 2021, diversos bingos funcionavam clandestinamente. Mas no caso de empresas, a fiscalização tende a ser mais poderosa.

Não neste caso: nomes como os citados no início deste texto não são, de fato, “empresas brasileiras” – nenhum deles têm sede aqui, ou CNPJ aberto, ou mesmo uma direção nacionalizada. E é aí que reside o contorno que beneficia essas empresas: o Decreto-Lei 13.756/2018, assinado pelo presidente Michel Temer, criou uma nova modalidade de apostas a fim de ampliar o entendimento da categoria dentro da lei.

“As empresas que operam sítios que trabalham apostas em ambiente online estão sediadas em países cuja operação é tida como legal. Neste sentido, do ponto de vista jurídico, a legislação de regência, ainda que os resvalos ocorram no âmbito de outro ordenamento, é a do país-sede”, diz Fernando Fabiani Capano, sócio da Capano Passafaro Advogados Associados.

Por essa brecha, a canadense Bodog ou as britânicas SportingBet e Bet365 conseguem trabalhar aqui. “Temos um novo panorama normativo no Brasil a partir da lei 13756/18 que, pretendendo regrar distribuição de valores oriundos de atividades lotéricas para o fundos de custeio de políticas de segurança pública, acabou por abrir uma brecha (que ainda pende de maior regulação) para o funcionamento de tais atividades no âmbito brasileiro”, diz Capano.

Segundo o advogado, dada a natureza de proximidade do brasileiro com os esportes – aliada ao crescimento da adoção de outras modalidades que não o nosso futebol tradicional -, o potencial deste mercado é consideravelmente alto para o nosso público. Ele ainda acredita que, tão logo, as iniciativas que ambicionam reverter o decreto-lei do ex-presidente Dutra possam render frutos.

“O potencial econômico é absolutamente robusto”, ele comenta. “Creio que, em razão do enorme potencial econômico e, consequentemente, da capacidade de gerar pagamento de impostos, essa indústria tem, sim, possibilidade política substancial de ser legalizada no Brasil, a curto ou médio prazo”.

Apostas online agem dentro do “sistema de cota fixa

O decreto assinado pelo ex-presidente Temer tem um nome específico para esse tipo de atividade: “cota fixa”. É um formato definido pelo nosso governo como “uma loteria em que o apostador tenta prever o resultado de eventos reais esportivos, como placar, número de cartões, quem fará o primeiro gol, etc., em jogos de futebol, mas não restrito exclusivamente a este esporte”.

Em outras palavras: antes mesmo de apostar, você já tem uma boa ideia do quanto poderá ganhar caso vença, ao contrário das loterias, onde o montante pago aos vencedores é definido pelo volume de apostas que ela recebe e, portanto, imprevisível até que o resultado seja divulgado.

Para Arthur Igreja, especialista em tendências da tecnologia e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa percepção só fez aumentar o potencial de mercado do Brasil: “dados de 2018 indicam que esse mercado legalizado faturou em torno de R$ 7 bilhões e, de lá pra cá, esse montante só cresceu em razão do sistema de aposta por cota fixa. O potencial é gigantesco, na casa de dezenas de bilhões de reais, com toda certeza”.

Igreja argumenta que o arcabouço jurídico desse assunto é “cheio de contradições” e “pretensos defensores da pureza”, sinalizando que não vê razão pelo fechamento das autoridades para este setor: “como é que temos a Mega da Virada e não podemos ter sistema de jogos no Brasil?”, questiona.

“Sendo assim, [o entendimento é o de que] pode enquanto for do governo. Por que não tem liberação de cassino assim como o Brasil teve no passado? A partir disso, temos os discursos mais convenientes e com uma grande vontade de proteger o indivíduo, mas cheio de interesses escusos políticos e pessoais por trás disso tudo”, diz o especialista. “Na minha visão, é um tema fundamentalmente de fundo político, no sentido mais estreito da palavra. É uma questão que depende de politicagem”.

Arthur Igreja ressalta que abrir o mercado para essa atividade pode também ser convidativo aos problemas enfrentados por ela em outros países: em Las Vegas, nos EUA, por exemplo, é comum vermos idosos que gastam toda a sua pensão em roletas, e o próprio Igreja faz uma comparação ao mercado dos “day traders”, que levantou uma enorme discussão no país por causar até suicídios.

Entretanto, nada disso deve ser impeditivo, uma vez que tais problemas não dependem da atuação das empresas ou da letra da lei: “Os problemas são de ordem familiar, de orçamento, da não compreensão de tudo o que está acontecendo. Saber lidar com o risco é algo muito complexo. O lado negativo pode ser de vício, perda patrimonial, transtornos psicológicos, familiares e no trabalho”.

Em entrevista recente ao Olhar Digital, Carson Coffman, co-fundador e CEO do Wanna, um aplicativo de apostas casuais, também comentou sobre este lado negativo do setor: “um de nossos parceiros é um psicólogo que se especializou em tratar apostadores esportivos compulsivos, e nós somos uma plataforma social, onde todos enxergam a todos. Em outras palavras, a ‘comunidade ajuda a comunidade’ a evitar que alguém caia em uma espiral de problemas financeiros”.

Nicole Brandão, head de marketing da empresa, ecoa esse discurso, afirmando a política educativa do Wanna: “nossos embaixadores são apostadores profissionais, que se concentram em agir de forma responsável, então advogamos por isso. E é por essa razão que firmamos parcerias para mostrar às pessoas que, embora isso envolva dinheiro real, estamos falando de um aspecto social, de comunidades reunidas ao redor de uma aposta casual”.

Coffman ainda afirma que a sua empresa não atua da mesma forma que as casas tradicionais: “esses caras, o trabalho deles é pegar o seu dinheiro. Em uma casa tradicional, você aposta contra uma máquina. E eventualmente, a máquina ganha: ela tem mais dados que você, ela lê os contextos mais rápido que você – é por isso que dizem que ‘a casa sempre ganha’”.

O Wanna, porém, se encontra na mesma situação judicial de todas essas outras empresas: o app é sediado fora do Brasil, atuando (por ora) exclusivamente no nosso mercado, ainda que em campos diferentes. Coffman e Brandão, em nossa entrevista, sinalizaram que querem fazer mais, caso a legislação mude.

Para Arthur Igreja, essa reversão à lei original é algo ambicionado por todos: “é de interesse das empresas regulamentar tudo isso e se estabelecer no Brasil, pois assim se ganha a segurança jurídica da operação de um negócio legalizado, sem ficar a mercê de uma arquitetura em que a empresa se sente numa zona cinzenta. E com isso, é possível intensificar a conquista do público”.

Esta post foi modificado pela última vez em 29 de janeiro de 2021 17:28

João deixou-se agarrar pelo jogo e acabou a achar que tinha sido "mesmo burro"

Agora que o jogo online está legislado em Portugal, o Observador conta a história de João, que arriscou, perdeu quase tudo e acabou a pedir ajuda aos Jogadores Anónimos.

A nova lei do jogo online entra em vigor a 28 de junho

FRANCK FIFE/AFP/Getty Images

Este artigo foi publicado originalmente a 4/5/2015 e republicado a 25/5/2016 quando foi atribuída a primeira licença para apostas desportivas na internet.

Tinha 18 anos quando começou a ir com 12 ou 13 amigos para o Casino do Estoril. Era pela brincadeira, mas o dinheiro que ganhava agarrou-o, a ele e a mais três. No início só lá ia às sextas-feiras, depois começou a ir às sextas e sábados, até que chegou a ir grande parte da semana. Fez o que nunca sonharia fazer: estar à porta do casino às 15h, à espera que abrisse. Perto dos 40 anos, largou essa vida para entrar no mundo virtual, no jogo online. Pediu vários empréstimos de quatro mil euros, apostava aos milhares, chegou a ganhar 46 mil euros em cinco dias e mal dormia. Vendeu uma empresa por 14 mil euros e enfiou o dinheiro no jogo. Pediu um empréstimo de 20 mil euros através da conta do pai e metade do dinheiro seguiu o mesmo destino. O jogo e a vida já se baralhavam, embora nunca tenha faltado nada em casa, garante.

A mulher sabia que ele jogava, mas nunca soube a dimensão e o volume das apostas. Ainda hoje não sabe. Ela aconselhou-o a entrar nos Jogadores Anónimos, mas ele não quis saber. João nem se lembra sequer de ter tido essa conversa. Em 2014, decidiu que precisava de ajuda e inscreveu-se finalmente no grupo. Mais: entregou os cartões de crédito à mulher. “Fui mesmo burro”, diz, sem pudor. Esta é a história de João, um homem casado, com uma filha, que temeu perder tudo. Hoje diz saber o valor do dinheiro e sente-se senhor do seu destino.

A nova lei, que dá as boas-vindas ao jogo online em Portugal, foi publicada dia 29 de abril em Diário da República. Veja aqui o Explicador que o Observador preparou sobre o tema.

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“Há três anos que jogava no jogo online, mas metia pouco — eram 70, 80, 100 euros por mês. Quando recebia [o ordenado], metia lá dinheiro. Ia jogando. Quando perdia, só voltava a meter dinheiro no mês seguinte”, conta João ao Observador, num canto do terminal fluvial do Cais do Sodré. Existem vários sites online e cada um tem as suas regras, mas funcionam todos mais ou menos da mesma forma: cria-se uma conta, transfere-se dinheiro (o mínimo em alguns é 15 euros) e está-se apto a apostar. As casas de apostas ficam com uma percentagem dos lucros, algo que também acontece na hora de retirar o dinheiro da conta para o transferir para o mundo real.

“Em março de 2014 tive sorte: ganhei 46 mil euros em cinco dias. Fiquei a pensar que era fácil. A minha mulher sabia que eu jogava, mas inventei que tinha saído uma parte na raspadinha.” A seguir decidiu transferir o dinheiro da casa de apostas para a sua conta. Eram quase 45 mil euros e o site bet365, diz, bloqueou-lhe a conta. “Não posso apostar lá mais. Não me deixavam apostar mais de 12, 13 euros. Ou seja, enquanto andava a apostar 2.000 euros estava tudo bem, quando souberam que tirei o dinheiro…”, desabafa, indignado, como quem ainda não ultrapassou aquela mágoa.

As apostas de João eram maioritariamente no futebol. A estratégia era aventureira, difícil: apostar, durante um jogo, na equipa que estava a perder, acreditando que ia dar a volta ao jogo. “Há pessoas que estão a ver o jogo e analisam. Eu apostava pela estatística que o site me dava. Pelos remates, ataques, só com isso, sem conhecer sequer as equipas. Podiam ser do Japão, China…”

Durante os tais cinco dias gloriosos em que ganhou 46 mil euros, João mal dormiu. “Estava quase sempre com o telemóvel na mão. O telefone tinha de ser carregado cinco vezes por dia, ou às vezes tinha de estar sempre ligado à corrente.” Mas o facto de ver a sua conta ser bloqueada não lhe devolveu o sono, pois a seguir abriu uma outra na Betfair, outra casa de apostas online. Em dois dias chegou aos 20 mil euros – “fui perdendo até aos quatro mil e retirei”.

Mas o susto, esse maldito mensageiro que não tem por hábito bater à porta, chegaria. “Assustei-me passados sete dias [de ter ganho os 46 mil euros], porque as nossas apostas estão no histórico. Assustei-me com o valor, com o volume de apostas que fiz. Apostei 155 mil euros, e nesses cinco dias ganhei qualquer coisa como 200 mil euros, resultando daí os tais 46 mil euros.”

“Ainda hoje a minha mulher não sabe o valor das minhas apostas”

O dinheiro não tinha valor para ele. Tinha sede de jogar, estava cego, queria correr atrás do risco, da adrenalina, do prazer pelo incerto ou, quem sabe, de fazer de um qualquer Deus e prever o futuro. “Esta vida nunca me trouxe problemas. Ganhava x [de salário], pagava as despesas e colocava uma parte para o jogo. Às vezes não chegava e ia buscar mais um bocado. A minha mulher ainda hoje não sabe o volume das minhas apostas.”

E uma folha de excel, um recanto na memória ou uma gaveta por fechar com o número redondo que já perdeu, existe? Não. “Sinceramente não quero saber disso. O ano passado falei com a minha mulher e decidi que tinha de pedir ajuda. A questão é que ela pensava que eu ia ao casino gastar 50 ou 100 euros, que já era muito para ela. Mas eu gastava 1.000, 2.000…”

O jogo, diz, “é uma ilusão”. Para ganhar argumentos e uma teoria mais robusta sobre como chegou a este ponto, João agarra-se ao passado para explicar o presente. “Nunca pensei ir para a porta do casino às 15h, como se via tanta gente fazer. E, depois, dizia que lá ia uma ou duas horas e acabava por ficar 12. Quando abriu o casino de Lisboa, por exemplo, eu chegava a sair do Estoril às 20 para as três para vir a acelerar porque este fechava às quatro… aquilo não tem vantagem nenhuma.”

A certeza que agora se cola às palavras na recriminação ao passado serve também para refletir sobre a nova lei do jogo online. “Não muda nada para as pessoas. Eu acho que é só para impostos. E, depois, ou os prémios ficam mais baixos ou quando pagam retiram uma parte automaticamente para os impostos. Mas também já vi que haverá sites que vão suportar esse valor…”

Quando se toca na ferida, devagarinho, usando a palavra “viciado”, João não se encolhe, mas faz uma finta à Maradona e segue por outro lado. “Vai fazer um ano que estou nos Jogadores Anónimos. Até entrar achava que estava tudo bem. O meu medo foi não conseguir apostar só dez euros. Pensei que tinha de desligar disto. Agora teria de apostar algo como 500, 600, 1.000 euros.” Este agora ex-jogador de jogo online fala com desprendimento e sem reservas sobre essas reuniões que frequenta em Carcavelos, onde 20, 30 pessoas se encontram para falar de tudo, não só de jogo. Com algum peso na voz, João recorda um rapaz que por lá passou, mas pouco tempo. “Tem 23 anos e já jogava há dois. Falei um bocado com ele e ele contou-me que deixou de sair com a namorada e que não largava o computador. Às vezes nem jantava. Deixou de aparecer”, conta.

“Só fiz mal a mim”, assegura. “Nunca falhou nada em casa, mas podia ter outras coisas. Vejo ali pessoas, nos Jogadores Anónimos (JA), que me fazem pensar. Uns já estão bem, outros ainda não, mas há histórias de quem lá chegou com quatro euros no bolso para o mês inteiro e sem nada para comer — houve um que passou um mês a comer esparguete com atum. O meu caso não foi esse — eu tenho duas casas, dois carros e uma mota –, por isso às vezes devem pensar que sou maluco quando me ponho lá a falar.”

Esse grupo de ajuda já havia sido mencionado pela sua mulher, há três anos. Três anos. Mas ele não ouviu, não quis ouvir, não estava capaz de ouvir. A única melodia que entrava nos ouvidos de João era o som mágico do cifrão a bater no fundo da conta, ou a falhar o alvo. Agora, foi por ele. “Houve lá um dos JA a perguntar se já fiz o quarto passo — quanto gastei? –, mas não vou fazer isso. Uma coisa é certa: uma das duas casas que tenho estava paga de certeza. Fiz empréstimos às Cofidis, Cetelems, etc. Aquilo acabava-se de pagar e pedia outro. À Cofidis pedi quatro vezes 4.000 euros. Não foi para comer, foi para o jogo. Ainda devo 25.000 em empréstimos…”

João chegou até a pedir 20 mil euros através da conta do pai, porque ele usufruía de um juro mais baixo. “Metade foi para o jogo. Vendi uma empresa por 14 mil euros, foi tudo para o jogo. Acabava tudo por ir para lá. Só a minha mulher é que mexe na conta agora: entreguei-lhe os cartões e tenho um recarregável. Quando é necessário, ligo-lhe e ela mete 50 euros.”

“Os jogadores acabam por destruir muita coisa. Não só o dinheiro, mas também a família.”

Resignado, vencido, diz que o jogo é “mesmo sorte”, e que é preciso saber parar. Uma amiga que trabalha no casino contou-lhe uma história que empresta solidez a esta teoria, que coloca os ventos da sorte no centro do mundo. “Dois chineses, lado a lado, estavam a jogar ao Ponto e Banca. Um apostava 10.000 no ponto e saiu 31 vezes seguidas. O outro apostava três, quatro, cinco mil euros na banca, na esperança de virar. Ele perdeu uns 140 mil e o outro ganhou 300 mil. É sorte. Mas é como ela diz: ‘ele vai lá meter tudo outra vez’.”

O maior aliado, garante, foi a sua mulher. “Ela detesta jogo, é muito poupada. Por minha causa, então, tem pavores de jogo. Os jogadores acabam por destruir muita coisa, não só o dinheiro, mas também a família. Hoje percebo isso. Há dez meses não ligava a nada disso”, afiança. E, talvez por isso mesmo, por toda a luta que tem vivido, por toda a ajuda que tem recebido, levou a mal um pedido da mulher. “Pediu-me para ligar para aqueles números 808 para um concurso da televisão para ganhar 200 mil euros. Perguntei se estava a brincar comigo, porque aquilo era jogar! Antes teria perguntado quantas vezes queria que ligasse…”

Apesar de tudo, João tem ganho esta batalha e dá a voz para alertar as pessoas. Talvez sinta esta necessidade de abrir os olhos a outros que possam entrar no labirinto sem retorno que o jogo pode transformar-se. A seguir à conversa com o Observador, João tinha agendada uma outra com um aluno universitário, para o ajudar num trabalho. Agora tem mais sossego e a harmonia familiar toca noutro tom. “Agora ficamos a ver televisão à noite, já não tenho de ir para o computador. Agora papo as novelas todas”, diz, com um sorriso de quem quer ter o seu fado na palma da mão.



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