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Estoril apostas online

Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

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Disponibilizamos também a análise escrita a diversos jogos dos mais diversos desportos. Apesar dessas análises representarem a opinião fundamentada dos nossos editores profissionais, não poderão ser interpretadas como infalíveis uma vez que apenas indicam algumas das conclusões e expectativas pessoais do editor quanto a esse jogo. É da responsabilidade do leitor utilizar estes textos auxiliares como mais uma ferramenta na sua forma de apostar. Enquanto portal, comprometemo-nos a efetuar um esforço contínuo para que seja mais fácil enquadrar e disponibilizar esse conteúdo, bem como em fazer uma análise sistemática para que o rigor das previsões seja cada vez elevado.

Promovemos o jogo como uma actividade de lazer aprazível e acreditamos que o jogo apenas poderá ser desfrutado desta forma se mantiver o controlo e jogar de forma responsável.

Dona do CM entra nas Apostas online

Dona do CM entra nas Apostas online

São quatro as empresas com licenças, duas na área das apostas desportivas. O mercado nacional, dominado por dois players irrelevantes no panorama internacional, está prestes a mudar com a entrada da Cofina e da Santa Casa.

O mercado das apostas online vai alargar-se. Com um projeto da Santa Casa da Misericórdia (e de outras instituições), mas também com empresas ligadas aos media. O SOL sabe que a Cofina, dona do Correio da Manhã, se prepara para constituir uma empresa para entrar no mercado dos milhões, onde atualmente operam a Betclic.pt e a Bet.pt, esta última gerida por Gabino Oliveira, filho de Joaquim Olveira – o empresário que detém uma participação na Global Media, grupo proprietário do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Em Portugal, o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal – a entidade responsável por analisar os pedidos de licenciamento – só emitiu, até agora, cinco licenças para jogo online para quatro entidades: «Duas licenças para a exploração de apostas desportivas à cota e três para jogos de fortuna ou azar».

Exploração à cota significa que, nestas duas ‘casas’ de apostas desportivas, os apostadores jogam contra a entidade exploradora – neste caso a Betclic.pt e a Bet.pt – e não num modelo aberto, em que se pode apostar contra outros jogadores. Este último modelo aliás, ainda não pode funcionar em Portugal uma vez que ainda não está previsto na lei – uma alteração que já deveria ter acontecido até maio deste ano. Em resposta ao SOL, porém, a Secretaria de Estado do Turismo garante que está a trabalhar nessa matéria.

Além da Betclic.pt e da Bet.pt, operam atualmente no mercado das apostas online (não desportivas) o Casino Estoril e a Pokerstars.

Santa Casa entra no mercado

A Santa Casa da Misericórdia está também a ultimar a sua entrada no mercado das apostas online, com a constituição de uma empresa juntamente com a Fundação Montepio, a ACAPO, a Caritas e a União das Misericórdias. A informação foi confirmada ao SOL por Edmundo Martinho, vice-provedor da Santa Casa e administrador executivo do Departamento de Jogos: «A empresa está em fase de constituição. A Santa Casa explora os jogos sociais offline por conta do estado, que são os jogos sociais do Estado e foi entendimento que deveria ao mesmo tempo estar no mercado das apostas online».

O vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa adianta ainda que «se entendeu que a presença no mercado do jogo online pode e deve contribuir, tal como os jogos sociais do Estado, para que os eventuais recursos que esta empresa gere possam e devam ser utilizados em causas sociais».

A empresa, que será constituída nos próximos dias, pedirá depois as respetivas licenças para poder começar a operar – até agora ainda não tem nome definido.

Entra e sai de dirigentes

A constituição desta empresa parece coincidir temporalmente com a que a que a Cofina está a criar. Ao que o SOL apurou a luta neste mercado tem também conduzido a uma guerra de contratações de profissionais.

Uma das mudanças terá sido a saída de profissionais conhecedores do jogo da Santa Casa para a dona do Correio da Manhã. A Cofina terá recrutado pelo menos duas pessoas com cargos importantes no Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia.

E a Betclic.pt também terá entrado nesta disputa, indo buscar um profissional. Informações que que Santa Casa da Misericórdia recusou confirmar.

Ao que o SOL apurou, para a Cofina terão saído um anterior administrador executivo dos jogos e o diretor dos sistemas de informação. Enquanto para a Betclic.pt foi um dirigente intermédio.

Um ano e meio após ter sido aprovado o regime jurídico das apostas online, e porque ainda não ainda não é possível apostar com outros jogadores nem haver odds elevadas, Portugal continua sem ser um mercado apetecível para os apostadores profissionais. As duas empresas que existem estão longe de poder rivalizar com os gigantes internacionais como a Betfair (que apesar de ser um dos principais players ainda não teve resposta ao pedido de licenciamento) e a Bet365.

O Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos do Turismo de Portugal afirma que já recebeu «candidaturas de 12 empresas distintas para todas as categorias de jogos e apostas online previstas na lei, num total de 16 candidaturas».

É a esta entidade que cabe verificar «o cumprimento dos requisitos legais por parte das requerentes, nomeadamente, capacidade técnica, económica e financeira e idoneidade».

O jornalista e comentador desportivo António Tadeia não poupa nas críticas para definir o mercado de apostas online português: «As casas de apostas que estão a funcionar neste momento em Portugal, seja a Betclic, seja a Bet.pt são a coisa mais próxima do assalto à mão armada que pode haver porque funcionam com odds [possibilidades de o jogador ganhar] muito abaixo daquilo que é o mercado internacional».

Para o jornalista e comentador desportivo – e responsável pelo site com o seu nome –, é muito «estranho» que tenham sido emitidas tão poucas licenças. «Porque razão é que o governo não quer ativar uma fonte de coleta de impostos que seria muito importante?», questiona.

Adianta ainda ser muito estranho a Betfair não ter ainda conseguido licença e o mercado de apostas cruzadas não está ainda sequer a funcionar em Portugal: «Os profissionais, as pessoas que mais investem neste mercado e que seriam à partida os mais atraentes para a coleta de impostos, que não funcionam com base em cashflows permanentes esses estão impossibilitados de o conseguir no mercado em Portugal».

Na quarta-feira, a polícia espanhola deteve 34 pessoas – entre os quais seis jogadores de ténis – suspeitos de viciar resultados em torneios em Portugal e Espanha que lhes terão rendido em apostas cerca de um milhão e meio de euros. Os detidos, todos espanhóis, são suspeitos de ter manipulado resultados em 17 torneios.

Este ano o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) deu razão à UEFA, que tinha concluído que a vitória do Sporting sobre o Skënderbeu por 5-1, em Alvalade, foi viciada. A UEFA suspeitou que o resultado tinha sido manipulado pela quantidade anómala de apostas que envolveram o jogo e afastou os albaneses da Liga dos Campeões de 2016/17.

Em maio, a Polícia Judiciária deteve quatro jogadores do Oriental, quatro jogadores do Oliveirense, dirigentes do Leixões e um dirigente dos Super Dragões suspeitos de combinar resultados. A operação – que recebeu o nome de Jogo Duplo – surgiu após uma denúncia da própria FPF.

Governo português prolonga concessão de três casinos em virtude da pandemia

Governo português prolonga concessão de três casinos em virtude da pandemia

O governo português optou por prolongar a concessão de exploração de jogos de azar e fortuna a três casinos territoriais. São eles o Casino Estoril, Casino da Figueira e Casino Lisboa. Os novos acordos são válidos por mais três anos, conforme apurou o site Dinheiro Vivo.

Os acordos vigentes tinham validade até dezembro de 2020 e, de acordo com a legislação, deveria haver um concurso público internacional para as zonas de jogo. No entanto, em virtude do avanço do coronavírus em Portugal, a execução do concurso por parte do governo luso ficou inviabilizada e optou-se por renovar automaticamente a concessão a esses três casinos.

Segundo o Ministério da Economia, “dadas as circunstâncias inerentes à pandemia da doença covid-19 e às condições adversas de mercado, não houve objetivamente possibilidade de lançar concursos”. Ainda de acordo com a apuração, o governo “está a criar, em articulação com a associação do setor, o quadro apropriado para gerir o impacto da pandemia e das restrições ao funcionamento dos casinos neste ano e no próximo, que tornam inexigíveis as contrapartidas mínimas existentes nos contratos e que comprometem a solvabilidade das empresas”. A tendência é que as mesmas medidas sejam tomadas em relação às entidades cujas concessões vigentes terminem em 2023.

Tanto o Casino Estoril quanto o Casino Lisboa são controlados pelo grupo Estoril Sol. Além de ser um dos casinos físicos mais tradicionais da Europa (e o mais antigo em funcionamento na Península Ibérica), o Estoril também conta com uma versão digital em operação no país desde 2016, o ESC Online, que se destaca no mercado por um série de factores como variedade de jogos, apostas desportivas, bonus de registo e outras promoções. Já o Casino da Figueira é controlado pelo Grupo Amorim Turismo, que adquiriu a Sociedade Figueira Praia nos anos 90.

Setor sofre com perdas

Foto: Divulgação/Casino Lisboa

O avanço da pandemia, combinado com o crescimento de modalidades online de apostas em jogos de azar e apostas desportivas à cota têm levado o setor de casinos a uma enorme preocupação em relação à saúde financeira – o que se traduz em perdas.

Segundo o Dinheiro Vivo, entre janeiro e setembro de 2020, os casinos físicos registaram uma retração de 48% em receitas em relação ao mesmo período do ano anterior. A arrecadação total nos três primeiros trimestres de 2020 foi de 122 milhões de euros. Desta forma, a prorrogação automática das concessões também é considerada compensatória para minimizar as perdas e não quebrar as empresas do setor.

Só o grupo Estoril Sol, que além dos casinos citados também detém controle sobre o Casino Póvoa do Varzim, registou quebra de 50,6% nas receitas de suas atividades, segundo a Associação Portuguesa de Casinos.

Os números tiveram uma ligeira melhora no terceiro trimestre de 2020 – período em que houve maior flexibilização das medidas de circulação em virtude da pandemia. Segundo dados do Serviço de Inspeção e Regulação de Jogos (SIRJ), organismo responsável pela fiscalização e regulamentação do setor em Portugal, a receita dos casinos físicos entre julho e setembro foi de 50 milhões de euros – 334% de crescimento em relação ao trimestre anterior, que foi o período mais duro da pandemia no qual os estabelecimentos permaneceram fechados.

No entanto, o número ainda é bastante inferior ao observado no mesmo período de 2019, que foi 86 milhões de euros (cerca de 42% de retração), o que de certa forma denota o impacto negativo que a pandemia está a causar ao segmento – e a tantos outros setores económicos.

Os casinos físicos voltaram a abrir em junho do ano passado. Porém, desde setembro, houve maior rigidez nas restrições e os casinos voltaram a fechar às 23h, por conta do aumento do número de casos. Com o aumento da segunda onda, a tendência é que as receitas voltem a ficar menores no período entre outubro e dezembro, agravando ainda mais a crise do setor de jogos.

Enquanto isso, os casinos online registam crescimento de receitas, número de jogadores e arrecadação de impostos, se convertendo em uma alternativa eficaz aos praticantes de jogos de azar – o que exigirá uma profunda reflexão por parte dos grupos que controlam os casinos físicos nos próximos anos.



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