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Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

Para completar, na ocasião, houve um suposto conflito de interesses nos bastidores entre João Havelange, que deixava o comando da Fifa, e Ricardo Teixeira, presidente da CBF à época. Além do embate político entre os dirigentes, surgiu a suspeita em torno das fornecedoras de material esportivo daquela final: a Adidas, no caso da França, e a Nike, no caso do Brasil.

O jornalista e escritor Leandro Cipoloni, um dos autores do livro O Lado Sujo do Futebol, baseado em documentos oficiais extraídos de cartórios, CPIs e investigações, conversou com o R7 e relembrou o episódio.

“Esse caso ficou em evidência porque teve um confronto comercial maior do que existia dentro de campo. De um lado tinha a Nike e Ricardo Teixeira contra Adidas e João Havelange, que era uma briga muito mais forte do que a luta entre os 22 jogadores no gramado”.

Apesar disso, Cipoloni afirma que não dá para cravar que tenha havido qualquer acordo ilícito.

“Claro que por trás disso houve toda uma discussão sobre manipulação de resultados, se o Brasil cedeu o resultado. O que se sabe é que não tem nenhuma conclusão de que a Copa foi vendida, porque também são casos que dependem de delação de membros envolvidos”.

Se a final da Copa do Mundo de 1998 vive de especulações, o Brasil experimentou na prática um escândalo de manipulação de resultados. O caso recebeu o nome de Máfia do Apito e envolveu a arbitragem do Campeonato Brasileiro de 2005. Na época, promotores da Justiça de Combate ao Crime Organizado em parceria da Polícia Federal descobriram as manipulações.

Na ocasião, investidores acertaram um acordo para garantir que os times vencedores fossem os mesmos nos quais eles apostaram por meio de sites. O principal pivô do caso foi o árbitro Edílson Pereira de Carvalho. Na investigação, ainda foi descoberto outro participante envolvido, o também juiz Paulo José Danelon.

Inicialmente, ambos foram banidos do futebol e denunciados pelo Ministério Público por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Posteriormente, eles receberam habeas corpus e houve trancamento da ação penal pois o caso deveria ser discutido apenas na esfera desportiva.

Devido à manipulação dos resultados, 11 partidas realizadas entre maio e setembro daquele ano, e arbitradas por Edílson, foram anuladas pelo STJD e remarcadas para o mês de outubro. A remarcação das partidas interferiu diretamente no rumo da taça de campeão nacional. Internacional e Corinthians brigavam ponto a ponto pelo título, que acabou nas mãos do time do Parque São Jorge.

Na época, o então presidente do clube, Alberto Dualib, foi flagrado em escuta da Polícia Federal. “Se não tivesse aquela m. de anulação de jogos nós estávamos fora, porque o campeão de fato e de direito seria o Internacional”, disse. O grampo colaborou para deixar ainda mais dúvidas sobre a legitimidade do troféu conquistado.

Depois da descoberta, a vida do árbitro mudou bastante — e para pior. Dr. Marcelo Jacob, advogado de Edílson no caso, disse não ter mais contato com o cliente, mas afirma que ele passou por dificuldades financeiras e que estava residindo com a mãe. Há quem diga que chegou até a cobrar para dar entrevistas, se separou da mulher, foi processado por ela e até teria tentado tirar a própria vida.

Dr. Marcelo ainda comentou que Edílson chegava a receber ameaça dos apostadores quando o esquema não dava certo.

"O Edílson era procurado pelos apostadores e, se desse o resultado, ele recebia uma recompensa. Agora, se não dava, ele era esculachado e muito xingado. Por isso existia um receio por parte dele."

O advogado negou que Edílson tenha se arrependido pela participação no escândalo.

"Nunca comentou comigo, pelo menos, estar arrependido, porque, na verdade, ele nunca manipulou jogou ou resultado. E, segundo ele, existem situações no futebol, que vão muito além das questões de arbitragem".

A reportagem do R7 tentou ouvir os ex-árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon para comentar o caso. Os dois, porém, não responderam às ligações.

Youtubers portugueses promovem sites ilegais de apostas. E isso é crime

Youtubers portugueses promovem sites ilegais de apostas. E isso é crime

Punível até 5 anos de prisão, a prática é crime e um incentivo “perigoso” ao jogo, principalmente quando visto por crianças, dizem especialistas. Youtube bloqueou alguns vídeos, após contacto da Renascença, e um dos sites deixou de estar disponível em Portugal esta noite. “Blaze” e “Drakemall” são sites ilegais de apostas, promovidos, nos últimos meses, por alguns dos youtubers mais influentes em Portugal, como Sirkazzio, Wuant, Windoh e Tiagovski.

Punível até 5 anos de prisão, a prática é crime e um incentivo “perigoso” ao jogo, principalmente quando visto por crianças, dizem especialistas. Youtube bloqueou alguns vídeos, após contacto da Renascença, e um dos sites deixou de estar disponível em Portugal esta noite. “Blaze” e “Drakemall” são sites ilegais de apostas, promovidos, nos últimos meses, por alguns dos youtubers mais influentes em Portugal, como Sirkazzio, Wuant, Windoh e Tiagovski.
Inês Rocha

Mais de uma dezena de youtubers portugueses– incluindo os mais populares em Portugal, como Sirkazzio (5,1 milhões de subscritores), Wuant (3,6 milhões) e Windoh (1,68 milhões) - têm promovido, nos últimos meses, sites de apostas “online” sem licença a operar em Portugal, como “Blaze” ou “Drakemall”.

São vídeos longos, em que explicam como funcionam os sites, como se joga e quais os meios de pagamento aceites. Em alguns deles, assumem que o vídeo foi patrocinado pelos próprios sites - como um dos vídeos de Wuant, em que revela que o “pagamento deste site já dá para um mês inteiro de Youtube”; noutros, dizem apenas que lhes apetece jogar - como neste vídeo publicado por Windoh.

A lista de youtubers a fazer este tipo de publicidade é longa. Além de Sirkazzio, Wuant e Windoh, também Tiagovski, Bruno Mota, Miguel Alves, Jekas, Ovelha Pi, Diogo Costa, Ferp, Nuno Moura, Cardoso e Cabana André fizeram vídeos sobre sites de jogo ilegal.

Questionado pela Renascença acerca da legalidade dos vídeos, o Youtube decidiu, na sequência deste contacto, bloquear grande parte deles.

“Exigimos aos criadores do YouTube que garantam que o seu conteúdo cumpra as leis locais e as nossas Diretrizes da Comunidade do YouTube. Inclui o facto dos criadores anunciarem que se trata de 'product placement' ou conteúdo pago nos seus vídeos de forma a que os espectadores sejam informados adequadamente. Se algum vídeo violar estas políticas, agimos rapidamente e em conformidade”, afirmou um porta-voz da Google, empresa proprietária do Youtube, em resposta à Renascença.

Os youtubers foram notificados do bloqueio, como notou Wuant, esta segunda-feira, no Twitter.

O YouTube removeu o meu último vídeo porque o patrocinador quebra os termos de serviço.

Gostava de voltar aos tempos em que nada disto importava, sem nos preocupar com 1001 merdas para postar um vídeo. Vão haver menos vídeos temporariamente, obrigado pelo apoio pessoal.

“Talvez seja altura de me focar noutras coisas, não sei. De qualquer forma não me vou embora, preciso só de pensar”, escreveu o youtuber, também no Twitter.

Tiagovski partilhou o tweet de Wuant, com o comentário “Youtube a mandar os criadores embora pouco a pouco”.

Um dos sites mais publicitados, “Blaze”, deixou esta noite de estar disponível em Portugal

Segundo o Serviço de Regulação e inspeção do Jogo (SRIJ), a entidade que opera sob esta marca foi notificada para cessar a sua atividade “nos termos da lei e em tempo oportuno, antes de ser questionado pela Renascença”.

O site funcionava com uma licença atribuída em Curaçao, uma ilha situada nas antigas Antilhas Holandesas, nas Caraíbas. No entanto, esta licença não é válida em Portugal – o que significa que, em território nacional, não podia funcionar.

O mesmo acontece com “Drakemall”, um site de “caixas mistério” com licença no mesmo país. Este tipo de jogo, no entanto, está numa área cinzenta da legislação do jogo, não sendo claro se é considerado um “jogo de azar”, e continua a funcionar.

Vídeos violam lei e política do Youtube

Ao promover estes sites, os youtubers estão a cometer dois ilícitos: um relacionado com o próprio jogo e outro no âmbito da publicidade, como explica à Renascença Filipe Mayer, advogado da da CCA Law Firm, especialista nas áreas do jogo e da publicidade.

“Nos termos do regime do jogo online, a exploração e a promoção de jogos online não autorizados, por qualquer meio, constitui crime”, lembra o advogado. O crime, segundo o Regime Jurídico dos jogos e apostas Online, é punível com uma pena até cinco anos de prisão ou pena de multa até 500 dias.

Já do lado da publicidade, ao promover um jogo que não está licenciado em Portugal, os youtubers estão a incorrer numa contraordenação.

“Essa contraordenação pode ser aplicada à entidade exploradora, neste caso o anunciante, mas também a qualquer outro interveniente na mensagem publicitária, neste caso o próprio Youtuber e a rede social em causa”, explica Filipe Mayer.

As coimas para quem não cumpre as regras da publicidade vão de 1.750 a 3.750 euros, no caso de pessoas singulares, e de 3.500 a 45 mil euros, se forem pessoas coletivas.

O caso já foi denunciado ao regulador do setor do jogo, o Serviço de Regulação e inspeção do Jogo (SRIJ), pela Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online, associação que representa os operadores legais.

“Já fizemos algumas queixas relacionadas com conteúdos de promoção a jogo ilegal, no Youtube, no Instagram, e noutros meios que não são digitais”, diz à Renascença o presidente da associação, Gabino Oliveira. “O regulador tem estado a par, temos trabalhado junto do SRIJ para dar visibilidade a estas práticas e o regulador tem estado a atuar dentro dos limites que a lei lhe confere”.

À Renascença, numa resposta escrita, o regulador garante que está a atuar. Apesar de não confirmar se já atuou neste caso concreto, a instituição afirma que, quando recebe uma denúncia, desencadeia diligências “sobre os proprietários dos sítios e plataformas da Internet”.

"Sempre que o SRIJ deteta ou nos chega ao conhecimento que estão a ser realizadas ações publicitárias a sítios e operadores ilegais, desencadeamos diligências junto dos proprietários dos suportes utilizados com vista à cessação imediata da difusão da publicidade. Algumas dessas diligências incidiram sobre os proprietários das redes sociais, foco de maior preocupação pelos riscos de exposição dos consumidores de maior vulnerabilidade, como é o caso dos menores”, escreve o SRIJ.

A Renascença pediu entrevistas ao regulador e também ao Ministério da Economia e Transição Digital, que tutela o setor. No entanto, o SRIJ aceitou apenas responder por escrito e os pedidos de entrevista não foram aceites, até à hora de fecho desta reportagem".

Pediu também entrevistas às agências associadas a estes Youtubers, como a BeInfluence, a Fullsix e a Luvin. A BeInfluence e a Fullsix demarcaram-se deste tipo de conteúdos, remetendo qualquer questão para os youtubers em questão. A Luvin, que representa Windoh, não respondeu ao pedido até à data de publicação deste artigo.

Todos os outros pedidos de entrevista da Renascença aos youtubers, como Wuant, Tiagovski, Windoh, Sirkazzio, Bruno Mota, Miguel Alves e Jekas, foram recusados ou ficaram sem resposta.

Dizer que é para maiores de 18 não chega

Todos os youtubers que promovem estes sites fazem questão de frisar que o jogo não é indicado para menores de 18. Mas será que isso chega?

João Alfredo Afonso, advogado da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados (MLGTS), explica que não. Além de a prática continuar a ser ilegal em Portugal, independentemente da idade de quem joga, o advogado lembra que os youtubers não podem ignorar que a sua mensagem vai chegar a uma grande percentagem de menores.

Para este advogado, especialista na área da regulação do jogo, fazer este anúncio sabendo que o seu público-alvo é constituído em grande parte por menores “torna a sua ação particularmente sancionável”.

“Porque dentro de um determinado crime, há vários níveis de culpa e gravidade. Um crime desta natureza, que é de promoção de jogo, ainda por cima de jogo ilegal, junto de menores, é particularmente grave. Só a promoção do jogo ilegal é grave, mas a promoção de jogo ilegal junto a menores é particularmente grave”, considera João Alfredo Afonso.

O advogado explica ainda que, ainda que o youtuber alegue que não sabia ou não tinha intenção de fazer os menores jogar, “a lei diz que a negligência também é punível”.

“Diria que neste caso é uma negligência bastante grosseira, porque ele não pode ignorar que um menor que olhe para o vídeo dele, onde faz campanha ou publicidade ou benefícios de jogar em determinado site, vai querer jogar”. Só porque ele diz "se não tiveres 18 anos, não cliques", isso não vai impedir que o menor aceda ao site. “É aliás um atrativo para que clique”, lembra o advogado.

A preocupação destes sites em não dirigir a publicidade a menores de 18 anos não é tão grande na hora de contratar. Exemplo disso é a youtuber Jéssica Machado, ou “Jekas”, como é conhecida no Youtube. A Renascença confirmou que esta youtuber, que faz vídeos de promoção ao “Blaze”, ainda não cumpriu 18 anos.

Uma informação que é notada por alguns dos seus subscritores, que escrevem nos comentários: “Quando fazes um vídeo de “+18 anos” mas não tens 18 anos” e “Jéssica tu tens 17 anos e estás a dizer para as pessoas com menos de 18 anos não entrarem no site!”

A Renascença pediu uma entrevista à Youtuber, que recusou, alegando falta de tempo.

Sites estão em português e têm apoio personalizado em língua portuguesa

Os dois sites mais publicitados pelos youtubers, “Blaze” e “Drakemall”, apesar de estarem registados em moradas estrangeiras - Malta e Irlanda, respetivamente - existiam, até esta segunda-feira, em língua portuguesa e têm apostado em associar-se a youtubers portugueses e espanhóis, mas também brasileiros.

Antes de ser bloqueado, uma visita ao site “Blaze” permitia perceber, pelo “chat” que exibe com mensagens de jogadores, que grande parte dos apostadores são portugueses. Também no “apoio ao cliente”, do outro lado, as perguntas dos utilizadores são respondidas em português correto.

Ainda assim, ao tratar-se de publicidade a empresas estrangeiras numa plataforma estrangeira, poderia considerar-se que a lei portuguesa não se aplica neste caso?

O advogado Filipe Mayer garante que não. “Os youtubers estão em Portugal, a fazer publicidade falada em língua portuguesa, dirigida ao público português. Não há muitas dúvidas em termos de aplicação da lei penal portuguesa a qualquer prática que o ilícito, a verificar-se, é praticado em Portugal”, afirma o especialista.

“Não é por a plataforma em si não ser sediada em Portugal que deixa de ser Portugal, há uma clara identificação do público, a língua é portuguesa, dirigida aos portugueses”.

A Renascença contactou o apoio dos dois sites citados, pedindo uma entrevista. Não recebeu resposta do site Blaze e, do “Drakemall”, recebeu uma curta resposta dizendo que não se trata de um jogo de azar mas de “loot boxes” (caixas mistério), que aquela empresa não considera enquadrar-se na definição de “gambling”.

Uma “violação flagrante dos termos e condições do YouTube”

A política do Youtube proíbe a publicação de conteúdo que tenha como objetivo vender diretamente determinados bens ilegais ou regulamentados, incluindo “casinos de jogos de azar online”. A proibição estende-se também a conteúdos “que incluam links para sites que vendem os itens em questão”.

Para Tito de Morais, responsável pelo projeto “Miúdos Seguros na Net”, estes vídeos são “uma violação flagrante dos termos e condições do YouTube”.

No entanto, Tito admite que esta “é uma área um bocado cinzenta, já que com alguma facilidade, mesmo que sejam suspensos, os vídeos facilmente voltarão a ficar disponíveis publicamente”.

“Os youtubers podem alegar que não estão a vender diretamente. Mas na prática estão a incitar a utilização de uma plataforma de apostas que é ilegal em Portugal”. Mesmo que retirem os links da descrição, “dizem o endereço no próprio vídeo e mostram a plataforma. Qualquer criança consegue ver qual é o site”, explica.

Foi isso mesmo que aconteceu recentemente, numa polémica muito semelhante, nos Estados Unidos.

Em janeiro de 2019, os youtubers norte-americanos Jake Paul e Ricegum foram acusados de promover sites de jogos de azar a públicos infantis. Em causa o site “Mystery Brand”, muito semelhante ao “Drakemall”, que envolve a compra de “caixas mistério” digitais, a diferentes preços, numa lógica inspirada no popular jogo “Counter-Strike: Global Offensive”. Ao comprar estas caixas, o utilizador não sabe o que lhe irá sair em sorte: de uma caixa que custa 20 euros, por exemplo, podem sair artigos menos valiosos, como porta-chaves, ou itens caros como telemóveis e computadores.

Um artigo do “Daily Beast” denunciou a situação, mas o Youtube, neste caso, não interferiu, atribuindo a responsabilidade pelo conteúdo aos próprios youtubers. Neste caso, a plataforma não considerou jogos de caixas-mistério como “gambling”, ou seja, jogos de azar, pelo que não bloqueou os vídeos.

Em 2018, Portugal assinou uma declaração conjunta sobre “gambling e loot boxes” em videojogos, que manifestava preocupação sobre a linha ténue que existe, atualmente, entre “gaming” e “gambling”, devido aos jogos que utilizam esta estratégia de venda de caixas mistério com “skins” e extras para ganhar dinheiro.

No entanto, não é claro na legislação portuguesa se as "loot boxes" são consideradas jogos de azar pelo regulador. A Renascença questionou o SRIJ, que até à data de fecho desta publicação, não deu resposta a esta questão.

Já sobre o site “Blaze”, que se autodescreve como uma plataforma de jogos de azar, não há dúvidas de que quebra as regras do Youtube. Tendo em conta o tipo de jogo que oferece, o “crash game”, este site nunca poderia ser legalizado em Portugal, como explica o advogado Filipe Mayer.

“Nos termos da lei portuguesa, os tipos de jogo online que podem ser promovidos estão tipificados na lei, estão descritos os tipos de jogo que são admissíveis, por exemplo o ‘black jack’, a roleta, as ‘slot machines’, o ‘poker’, o bacará. são tipos de jogo fechado”, diz este especialista da CCA Law.

Um incentivo “perigoso” ao jogo

O psicólogo Pedro Hubert, coordenador do Instituto de Apoio ao Jogador, diz ter ficado “indignado” ao ver os vídeos, a convite da Renascença.

“Este tipo de publicidade é claramente um incentivo ao jogo. Só falta dizer ‘joguem’, ‘continuem a jogar’”, diz.

O psicólogo considera mesmo que aqueles vídeos são feitos “para menores”, o que pode ser particularmente perigoso em jovens com predisposição para o jogo.

“Pode jogar-se muito dinheiro. A resposta é imediata, os prémios são significativos. Do ponto de vista clínico, é muito mau para quem tenha uma predisposição para o jogo. E aqueles avisos que eles fazem são um bocado ridículos”, atira o psicólogo.

Pedro Hubert explica que o “Crash”, um dos jogos que o “Blaze” oferece, é particularmente preocupante.

“Aquilo que faz com que um tipo de jogo seja mais aditivo é a frequência de evento, a rapidez da resposta e o tipo de prémio”, explica o especialista.

“Um tipo de jogo é mais perigoso quanto mais vezes eu possa jogar num minuto, quanto mais depressa chega a resposta entre a aposta e o resultado e quanto maior é o prémio”.

No caso do “Crash”, em que o jogador pode ir multiplicando o seu dinheiro ou perder tudo em poucos segundos, “é pior do que uma slot machine, porque pode jogar-se 10, 15 vezes num minuto”, lembra o psicólogo.

E porque é que estes sites devem ser vedados a menores de idade? Pedro Hubert explica que nem os jovens de 18 anos poderão estar preparados para lidar com este tipo de jogo.

“Há uma função mental superior que é o controlo dos impulsos. Essa função só está definitivamente formatada no nosso cérebro lá para os 21, 22 anos”, diz o especialista. “Um adolescente ou jovem adulto ainda tem muita dificuldade em controlar os impulsos”.

Crianças veem os vídeos sozinhas, sem um adulto a desmontar a mensagem

O Youtube não disponibiliza os dados demográficos destes canais, pelo que não é possível dizer, com certeza, qual a média de idades do público destes youtubers. No entanto, é sabido que há muitos menores a acompanhar estas personalidades, como se percebe pelas caixas de comentários dos canais.

Ana Jorge, professora e investigadora da Universidade Católica na área da comunicação, que tem estudado o fenómeno dos “influencers” no Youtube, considera que o público mais jovem é “mais suscetível, tem menos discernimento para perceber estes mecanismos das apostas, o que está em jogo”.

Quanto à mensagem que estes vídeos transmitem, a investigadora questiona a “imagem que se passa em relação à dificuldade de ganhar dinheiro ou esta aparente facilidade de ganhar dinheiro através do ‘online’”.

“Hoje em dia, quando há tanta dificuldade na economia, nos empregos tradicionais, em as pessoas ganharem a sua vida, estas mensagens não deixam de ser aliciantes e tanto mais perigosas quanto maior a necessidade ou a vulnerabilidade em que os jovens vivam”, diz a investigadora.

“Não é aqui contextualizado como é que eles angariam o dinheiro com que começam no site e, apesar de serem feitos alertas sobre o facto de não ser um site para menores de 18 anos, não deixa de se passar uma imagem de que este dinheiro parece completamente virtual, mas por outro lado pode escalar, pode crescer muito, de uma maneira muito fácil e atrativa, lúdica, para depois ter um retorno na vida do dia-a-dia”, analisa a professora.

Ana Jorge lembra que “estes conteúdos estão disseminados, são recebidos muitas vezes de uma forma individual pelas crianças e jovens”, sem qualquer contextualização de um adulto. “Este não é um modelo de estar em família a ver televisão e ver alguma mensagem deste tipo, que os pais podem desmontar”.

Por outro lado, vários fatores levam os mais jovens a aceder a estes conteúdos. Ana Jorge diz que vários estudos internacionais mostram que há uma combinação entre a própria plataforma, que faz recomendações de outros youtubers com base na visualização que já foi feita e o lado social dos jovens - “há muita pressão social para acompanhar, porque os amigos também veem, falam sobre o assunto”.

O que é que os pais podem fazer? Não proibir, acompanhar

Os especialistas são unânimes quanto ao papel dos pais na presença dos filhos “online”: a proibição não é solução.

“O melhor modelo será sempre tentar acompanhar, não restringir porque sim”, considera Ana Jorge. Além do efeito perverso que tem a proibição, ela “é fácil de contornar, as crianças percebem isso”, lembra a investigadora.

O psicólogo Pedro Hubert é da mesma opinião: a proibição total “não é possível nem vantajosa”.

“Dentro do respeito, que é um modelo parental democrático, não é autoritário nem negligente. os pais não se podem desresponsabilizar de exercer autoridade e liderança”, defende o especialista em adição a jogo.

“Os pais têm de ser mais interventivos, perceber o que os filhos estão a fazer, quando, como, ter algum grau de controlo, sem ser intrusivo mas têm de saber o que se passa”, diz Pedro Hubert.

Também Ana Jorge defende um acompanhamento não intrusivo, com os pais a procurarem ver os conteúdos com os filhos ou a pedirem que lhes contem o que andam a ver.

“É em famílias que não têm capacidade de dar acompanhamento que se encontram as maiores vítimas deste tipo de comunicação”, lembra a investigadora.

Jogo legal vs ilegal: problema está nos impostos?

Mais de metade dos jogadores apostam em sites ilegais

Mais de metade dos jogadores em Portugal Continental (56%) apostam através de sites de jogo online não licenciados. Desses, apenas 6% aposta exclusivamente através de sites ilegais. Em sentido oposto, 44% dos jogadores apostam em exclusivo em sites licenciados, ou seja, dentro da lei.

São dados de um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) à Aximage, divulgado em outubro de 2019. O estudo incluiu 609 entrevistas efetivas, através das quais foi possível saber que - do universo de jogadores registados - cerca de 94% já jogaram a dinheiro em 2019.

Um outro estudo, divulgado em 2017 pela Remote Gambling Association (RGA),associação que representa 36 operadores de jogo online a nível europeu, dava conta de números menos positivos para o setor. À data, quase sete em cada dez dos apostadores online em Portugal (68%) tentavam a sorte em operadores não licenciados, de forma exclusiva (38%) ou em conjugação com operadores legais (30%).

Mas os números flutuam muito de inquérito para inquérito. Um estudo encomendado pelo Turismo de Portugal à Nova IMS em 2019, em parceria com a Qdata, estima, segundo o Dinheiro Vivo, que 75% dos jogadores apostam no mercado não regulado. A Renascença pediu ao Serviço de Regulação e Inspeção do Jogo (SRIJ) acesso a este estudo, mas este foi recusado, uma vez que se trata de um estudo “reservado”.

Segundo dados do SRIJ, desde 2016 até agosto de 2019, registaram-se nos operadores legais mais de 1,4 milhões de jogadores. No entanto, este número diz respeito aos registos nos vários operadores - o que significa que o número exato de consumidores/apostadores únicos registados não é conhecido.

Ainda assim, há estimativas. Segundo um outro estudo, divulgado em junho deste ano, encomendado pela APAJO à consultora Winning Scientific Management, existirão em Portugal entre 400 mil e 600 mil apostadores únicos online. Ou seja, entre 4,6% e 6,9% da população adulta no país.

Uma dezena de operadores legais, centenas ilegais

Atualmente, 11 entidades estão autorizadas a exercer a atividade de exploração de jogos e apostas online em Portugal, com um total de 18 licenças atribuídas.

Mas qual o universo de operadores ilegais a exercer em Portugal? É difícil ter números concretos, tendo em conta o dinamismo da criação destes sites “online”.

O estudo divulgado em 2017 pela Remote Gambling Association (RGA) dava conta da existência de 417 plataformas “online” em língua portuguesa, sem licença, das quais 368 aceitavam euros.

Além destas, 297 plataformas aceitavam jogadores de qualquer localização no mundo, com pagamento em euros.

408 operadores notificados desde 2015

Segundo dados do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, desde a entrada em vigor do RJO, em 29 de junho de 2015, e até 30 de junho de 2019, foram notificados para encerrarem a sua atividade em Portugal 408 operadores ilegais.

Procedeu-se ainda à notificação aos fornecedores de acesso à internet (ISP’s, na sigla inglesa) para o bloqueio de 324 sítios na Internet de operadores ilegais que, não obstante terem sido notificados pelo SRIJ para cessarem a atividade, continuaram a disponibilizar em Portugal jogos e apostas online.

No total, foram efetuadas 13 participações junto do Ministério Público para efeitos de instauração dos correspondentes processos-crime.

A PGR confirma estar a investigar dois destes casos relacionados com jogo ilegal online no DIAP de Lisboa. Cinco casos foram arquivados.

Estado encaixa 42% das receitas dos operadores

Questionado sobre o porquê de o jogo ilegal continuar a estar tão presente no mercado português, três anos depois da sua regulação, o advogado João Alfredo Afonso não tem dúvidas: a razão está no dinheiro.

“Esses sites, apesar de não darem as mesmas garantias, oferecem prémios melhores. Lá fora não pagam os impostos que são pagos aqui dentro”, afirma o especialista.

“A solução não passa por não se pagar impostos mas por se criar um ambiente interno para que a diferença entre os prémios que se podem pagar não seja tão grande que desincentive a jogar em mercados legais”, defende o advogado.

Desde que a primeira licença para a exploração de apostas desportivas à cota online foi emitida, em 25 de maio de 2016, até ao segundo trimestre de 2019, os operadores legais registaram 427 milhões de euros de receitas brutas (montante das apostas depois de deduzidos os prémios pagos). Desses, o Estado já encaixou mais 183,1 milhões de euros em Imposto Especial de Jogo Online (IEJO), ou seja, 42% das receitas dos operadores.

Isto acontece porque o imposto sobre as apostas desportivas, 8 a 16%, é atualmente calculado sobre o volume das apostas e não sobre a receita dos operadores. Já no caso dos jogos de azar, que incluem jogos de casino, como as roletas e o poker, o imposto situa-se entre os 15 e os 30% da receita bruta.

O presidente da APAJO diz perceber que “o Estado não está num momento em que pode perder receitas”. No entanto, diz ser possível obter um equilíbrio entre uma redução do imposto e o crescimento do mercado.

“A APAJO continua a defender que o imposto de jogo nas apostas desportivas está muito elevado e deve ser reduzido, tendo em conta os interesses dos vários intervenientes”, diz à Renascença Gabino Oliveira,.

“Estamos a trabalhar com as autoridades para conseguir uma redução do imposto de uma forma sustentável para todos”, revela o líder da associação dos operadores de jogo.

O que é preciso para ter um site de apostas legal em Portugal?

Atualmente, há sete operadores legais em Portugal, com 11 licenças de jogo (quatro das quais são renovações): Betclic, Bet, Estoril Sol Digital, REEL Europe Limited, Casino Portugal, Casino Solverde, A Nossa Aposta.

O SRIJ estabelece, no seu site, as seguintes regras para atribuir uma licença:

  • Ter a situação contributiva e tributária regularizada em Portugal;
  • Possuir idoneidade, capacidade técnica, económica e financeira;
  • Apresentar um projeto com as melhores práticas em termos de arquitetura de software e tecnologia nos termos da lei.

No entanto, são muitas mais as regras impostas aos operadores para ter a sua situação regularizada em Portugal, tais como:

  • Exigir o nome completo e dados do jogador, data de nascimento, nacionalidade, profissão, morada, endereço de correio eletrónico, número de identificação civil ou do passaporte, número de identificação fiscal e dados da conta bancária (NIB, IBAN ou SWIFT) onde serão debitados os pagamentos e creditados os prémios. O registo de jogador só se torna efetivo depois de verificada a respetiva identidade e confirmada a inexistência de proibição de jogar;
  • Ter, na conta bancária da empresa, um saldo mínimo que permita fazer face ao pagamento, a qualquer momento, do saldo global das contas de jogador e, por outro lado, do imposto que é devido nesta atividade;
  • Transferir o dinheiro dos prémios no prazo máximo de 5 dias úteis;
  • Estar capacitados de sistemas informáticos que sejam capazes de evitar esquemas de fraude ou branqueamento de capitais;
  • Sites devem incluir mecanismo de auto exclusão, que permite aos jogadores pedirem para serem barrados, com o objetivo de prevenir o jogo excessivo e evitar comportamentos aditivos, e mecanismos para fixar limites de apostas, que podem ser diários/semanais/mensais.
  • Em caso algum uma entidade exploradora pode dar dinheiro a um jogador para jogar
  • Software certificado por uma entidade acreditada, que atesta que há um gerador de números aleatórios idóneo
  • O software é sujeito a auditorias trimestrais

O processo de licenciamento é demorado. Segundo o advogado João Alfredo Alfonso, entre a apresentação de toda documentação ao SRIJ e uma decisão final, podem passar entre seis meses - “talvez a licença mais rápida que já se conseguiu em Portugal” - e mais de dois anos.

O advogado especialista na área, Filipe Mayer, lembra que, ao contrário dos operadores com licença em Portugal, os operadores não licenciados “não oferecem nenhum tipo de garantia de que o negócio vá ser realizado conforme se encontra publicitado”.

“Nada me garante a mim, jogador, que na probabilidade de sair uma carta seja salvaguarda a verdade dos resultados”, diz o advogado.

Ainda assim, para os advogados, é quase impossível ao regulador fazer uma supervisão rápida e eficaz do setor. “A internet tem um dinamismo muito superior ao das entidades que supervisionam e tentam evitar esse acesso. Portanto, estão sempre atrás do prejuízo”, diz João Afonso.

Artigo atualizado a 18 de novembro, às 15h com dados da Procuradoria Geral da República e a resposta do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos sobre o encerramento do Blaze

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Craps

Os melhores jogos de dados online - estratégias, ofertas especiais para o jogo e mais! Saiba todos os casinos portugueses que o oferecem

Melhores casinos em Portugal para jogar craps

Lembra-te daquele atemporal e clássico jogos de dados? Em que jogam-se os dados e outros estão a adivinhar o resultado? Ele é jogado ao redor do mundo todo! Não só em casinos físicos, o jogo de dados, Craps, ou English Pass -como também é conhecido- pode ser encontrado também em casino online. Mas… Será a mesma emoção? Quais as regras e modos de pontuação? Será mesmo que estás por dentro de todas as estratégias?

Aqui em nosso sítio, PortugalCasino.pt saberá tudo sobre esse emocionante, mesmo que simples, jogo que é um com as melhores chances de ganho para o jogador!

É só rolar a tela para baixo e conferir!

Como jogar Craps

Existem muitas variantes do jogo de dados, ou Craps Online. Há também alguns outros jogos de dados que, embora não sejam jogos de casino e não tenham ido além do tabuleiro de mesa e entre jogadores em realidade, um dia, quem sabe, poderemos encontrar alguma outra versão dos dados em um de nossos casinos recomendados, por exemplo.

Pode parecer um tanto quanto complicado de começo, ao apenas olhar a mesa, mas as regras são mais simples e básicas que aparentam. O que pode confundir é a quantidade de expressões e a terminologia, que encontramos em inglês, e ainda as diversas opções de apostas.

Vamos começar a explicar passo a passo do jogo, e no final, um glossário a fim de ajudar nossos jogadores a entender de uma maneira mais simplificada, poderá ser encontrado mais abaixo.

Primeiramente, o jogo consiste no lançamento de dois dados de cada vez pelos jogadores. O jogador que está a jogar o dado é chamado de ‘shooter’, ou ‘lançador’. O primeiro lançamento dos dados é chamado como ‘Come out roll’, ou ‘lançamento de partida’.

  • OBSERVAÇÃO: Quando o Craps é jogado em casinos físicos, para validar o lançamento dos dados, os dois devem passar da metade da mesa, e pelo menos um deles tocar na parede oposta da mesa.

O jogo pode ocorrer em duas etapas: com a mesa aberta, ou com a mesa fechada. O jogador pode saber em qual etapa se encontra pois há um botão de OFF ou ON que fica sobre a mesa, durante o jogo.

A jogada ‘Come out’ é a rodada de saída, e para ela iniciar, o jogador que está próximo a jogar, no caso o ‘shooter’, deverá realizar uma aposta no ‘Pass Line’, deixando as fichas sobre o determinado espaço na mesa.

Os demais jogadores então deverão realizar as apostas se o shooter irá acertar a combinação de soma 7 ou 11 (o que é a chamada aposta Pass Line); ou se a combinação será “errada” pelo shooter, o que seria a combinação de somas 2, 3; ou ainda, se o shooter irá “empatar”, acertando a combinação de soma 12 (a chamada aposta Don’t Pass Line).

Em caso do shooter acertar alguma combinação de soma 4, 5, 6, 8, 9 ou 10, ele irá marcar um ‘Point’; iniciando assim a segunda rodada do jogo.

Quando um point é marcado, as apostas realizadas nas opções Pass Line e Don’t Pass Line, permanecem, dando continuidade ao jogo.

Porém, os jogadores que escolheram a opção Pass Line só virão a ganhar se o shooter acertar a combinação em um dos números para atingir mais um point. Ou estarão a perder a aposta em caso do shooter acertar a combinação de soma 7; onde então o prémio irá para os jogadores que realizaram suas apostas no Don’t Pass Line.

Sempre que o shooter acertar o point, continuará jogando, e só então passará os dados ao outro jogador quando este, acertar a combinação de número 7.

Durante os lançamentos do shooter, os demais jogadores têm outras opções de apostas, como o ‘Come’; o qual significa que você irá definir a sua aposta por conta da próxima combinação que o shooter acertar, o que é chamado, naturalmente, de ‘Come Bet’, como se fosse sua própria aposta, sem levar em conta as demais realizadas na mesa.

Basicamente, durante a primeira rodada, é uma jogada ‘Come out’, o que significa que os jogadores que realizaram suas apostas na Pass Line ganham nas combinações 7 e 11; e perde com combinações chamadas de CRAPS, as quais são de 2, 3 ou 12.

Há uma outra aposta chamada de ‘Don’t Come Bet’, ou Laying the Odds, onde os jogadores apostam nas probabilidades de que o 7 saia antes de um point.

Caso o jogador queira fazer uma aposta em um número específico, deverá então fazer o que é chamado de ‘Place Bet’, e dispor suas fichas em cima do número desejado. Porém, isto é assumir que o número apostado irá sair antes de um point ou um 7.

A diferença entre as apostas Place Bet e Come Bet é que durante a primeira rodada, caso sair um 7, você ganha na Come Bet; na Place Bet, perde.

Há também um campo na mesa chamado de ‘Field’. Uma aposta no Field significa que estará a apostar nos números 2, 3, 4, 9, 10, 11 e 12. E perde se o shooter atingir a combinação de somas 5, 6, 7 ou 8. Uma Field Bet paga 1 para 1, e os números 2 e 12 pagam o dobro da aposta realizada pelo jogador.

Na parte central da mesa, há uma área chamada ‘Prepositions’, onde o jogador pode apostar alto em números específicos e em rodadas específicas, mas obviamente, estas que possuem baixas probabilidades de ganho, possuem também altíssimo retorno, sendo de até 30x o valor de sua aposta!

Objetivo do jogo de Craps

Como comentamos anteriormente, o jogo se baseia em acertar qual a combinação da soma dos dois dados jogados pelo shooter. Uma vez que entenderes as inúmeras apostas a serem exploradas na mesa, o jogo fica muito mais fácil de ganhares e também de realizar apostas mais bem sucedidas.

A mesa de Craps, por vezes, é comparada à uma mesa de Roleta, por conta das diversas opções de apostas, e pela quantidade de jogadores que podem estar apostando ao mesmo tempo. Porém, garantimos que este jogo é mais simples do que parece! Além disso, o Craps é conhecido por ser um jogo em que a casa não possui grandes vantagens e lucros em cima dos jogadores.

Glossário de Craps

Pensas que é muita informação e está ainda mais confuso? Não fique! Preparamos um glossário para que compreenda com mais simplismo as expressões e jogadas encontradas no Craps!

  • Aposta Pass Line: Caso o primeiro lançamento ‘Come Out’ for de combinação 7 ou 11, se ganha a aposta Pass Line. Perde-se caso for 2, 3 ou 12. Se no lançamento ‘Come Out’ sair um ‘Point’, ou seja, 4, 5, 6, 8, 9 ou 10, deves sair novamente algum número ‘Point’ antes de sair um 7 para ganhar, caso contrário a aposta é perdida. Cada ponto é pago de forma diferente.
  • Aposta Don’t Pass: É a aposta oposta ao Pass Line, onde estará a apostar contra o shooter. Se caso sair os números Craps, os quais são 2, 3 ou 12 no lançamento Come Out, os jogadores que apostaram em Don’t Pass, ganham.
  • Aposta Come: Similar à aposta Pass Line, porém pode ser feita a qualquer momento após ter saído um número Point. Caso o shooter lançar um 7 ou 11 após ter apostado em Come, ganha-se a aposta. Se lançar um número Craps 2, 3 ou 12 então a aposta é perdida. Se sair um número Point, este resultado deve ser repetido novamente, antes que saia um 7, para que a aposta seja ganha.
  • Aposta Don’t Come: É a aposta contrária à aposta ‘Come’, apesar de também ser feita a qualquer momento após o shooter ter acertado em um dos números ‘Point’. Ganha a aposta se for lançado um 2 ou 3 no Come-Out (primeiro lançamento de dados da rodada). Aqui o 12 resulta num empate. Caso saia um dos números ‘Point’, deverá então, sair um 7 para que se ganhe esta aposta.
  • Aposta no Field: É um campo na mesa que permite ao jogador apostar nos números 2, 3, 4, 9, 10, 11 e 12. Uma ‘Field Bet’ normal paga 1 para 1, e os números 2 e 12 pagam o dobro da aposta realizada pelo jogador.
  • Craps: São consideradas as combinações de números 2, 3 ou 12 durante o jogo.
  • Point: São consideradas as combinações de números 4, 5, 6, 8, 9 ou 10 acertadas pelo shooter.
  • Come Out: Compreende o primeiro lançamento de dados do jogo.
  • Proposition Bets: Este tipo de aposta pode ser realizada em qualquer lançamento, porém é válida para apenas aquele lançamento em questão. Estas apostas apresentam uma vantagem maior para a casa, pois as chances de acertar o valor da combinação em um lançamento não são boas.
  • Hardways: Quando os jogadores apostam num resultado ‘Hard Way’, significa que estão a apostar que o shooter irá acertar os dois dados com o mesmo número.

Algumas superstições acerca do jogo de dados

Os jogadores de Craps são conhecidos por serem muito supersticiosos. Se acaso se encontrar na mesa de Craps física de um casino, lembre-se de algumas dicas para evitar ser desaprovado e culpado por todos por perderem seu dinheiro.

  • Nunca diga a palavra “sete” depois que o Ponto for feito. Os jogadores de Craps preferem chamar o número 7 de “isso”, como eles acreditam, se eles o nomeiam em voz alta, então aumentará as chances de combinações de soma 7 serem lançados;
  • Um jogador jamais deve mencionar que nunca jogou Craps antes, pois acredita-se que novos jogadores homens sejam mais azarados que o restante da mesa, em seu primeiro jogo;
  • Uma mulher pode -e deve- comentar de que ela nunca jogou antes. Mulheres as quais nunca jogaram o jogo de dados antes são consideradas ótimas para trazer boa sorte para a mesa;
  • Nunca acerte as fichas de outro jogador quando jogares os dados – isso arruina totalmente tua própria sorte – E é uma das maiores superstições, presentes em livros que ensinam a jogar Craps!

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Principais questões

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✅ Pedro Hubert explica que nem os jovens de 18 anos poderão estar preparados para lidar com este tipo de jogo.
+
✅ Sinta-se à vontade para conversar conosco.


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