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Jogos da esportenet

Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

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No último dia 6 de fevereiro, uma operação da Polícia Civil, em Aracaju, para coibir a prática de jogos de azar culminou com 20 pessoas detidas e encaminhadas à Central de Flagrantes para que fossem lavrados os Termos Circunstanciados. Apesar disso, quase 20 dias depois, diversos pontos foram retomados e continuam a disseminar o jogo do bicho e o famoso EsporteNet.
A reportagem do JORNAL DA CIDADE percorreu vários bairros da capital e pôde observar o trabalho dessas pessoas para atrair apostadores. Vale ressaltar que, a grande maioria, possui a cautela de esconder o que fazem.

Na porta do Hiper Bompreço da Avenida Gonçalo Rollemberg, no bairro São José, por exemplo, uma mulher realiza as apostas, mas sem ostentar a banquinha e nem a maquineta. Outro caso que chama a atenção é de um senhor que fica na lateral da Caixa Econômica, localizada no Calçadão da Rua João Pessoa, no Centro.

Neste caso, ele fica sentado com a maquineta em mãos, enquanto diversos apostadores se aproximam e realizam os jogos. Por lá, ninguém faz questão de esconder a prática delituosa.

O que muitos não sabem é que a realização desses jogos de azar é ilegal. A Lei de Contravenções Penais, artigo 50, decreto 3688 de 1941, é clara quando diz que estabelecer e explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público é crime.
Apesar da proibição por lei, em Aracaju, as apostas acontecem diariamente sem qualquer tipo de fiscalização, ou pelo menos acontecia até o início de fevereiro. Segundo a coordenadora das Delegacias da Capital, a delegada Viviane Pessoa, a polícia deve intensificar as ações de combate ao jogo de azar.

“Fizemos uma ação na capital por conta de termos observado que houve um crescimento nessa prática ilícita, nessa contravenção penal que é o jogo de azar. O jogo de azar envolve Esporte Net e jogo do bicho. Qual é a maior mazela desse tipo de delito? É você observar que pessoas começam a empregar os seus salários, o dinheiro do sustento da família nesses jogos, acreditando que vão ter um ganho quando, na verdade, elas não têm ganho algum”, explica a delegada.

Esta semana, as polícias Civil e Militar do município de Tobias Barreto, sob o comando do delegado Fábio Pimentel, realizaram uma operação de combate aos jogos de azar. “Algumas pessoas foram conduzidas à delegacia por serem tido encontradas com tablets e maquinário próprios para esse jogo. Por conta disso, algumas pessoas foram conduzidas e vão responder por esses crimes. Foram confeccionados termos circunstanciados e serão encaminhados ao Fórum”, ressaltou o delegado responsável pela operação.

Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele, é crime, podendo o contraventor sofrer pena de prisão simples e multa de R$2 mil a R$ 200 mil reais.

A lei considera jogos de azar tudo aquilo em que o ganho e a perda dependem exclusivamente ou principalmente da sorte, e apostas sobre qualquer outra competição esportiva, além das corridas de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas.

“A pena para quem é pego por essa contravenção penal vai de 3 meses a 1 ano. Se essa pessoa reincidir ela não terá mais esse benefício”, finaliza a delegada Viviane Pessoa.

Foto: André Moreira
Texto: Da Redação do JC

Como ganhar dinheiro em sites de apostas esportivas

Por Nilton Kleina

Você é uma daquelas pessoas tão fanáticas por esportes que adivinha os placares antes mesmo de as partidas começarem? Acerta o campeão do ano, o vencedor do dia e até a diferença de pontos entre as equipes?

Existe bastante gente assim que usa essas habilidades não só para impressionar os amigos ou ganhar uma cerveja deles. Essas pessoas são cadastradas em sites de apostas esportivas e ganham uma quantia bastante considerável ao "chutar" resultados e variáveis dos mais diversos campeonatos ao redor do mundo.

A seguir, você conhece um pouco mais sobre esse meio nem tão obscuro assim dos sites de apostas, assim como algumas dicas para entrar nesse mundo de sorte ou azar.

Pode confiar

Pode confiar

É muito fácil ser enganado por sites de apostas que prometem pagamentos altos demais ou aparecem volta e meia como spam. Por isso, fique de olho nos mais confiáveis ou populares e que realmente levam o jogo a sério.

bet365

Também disponível em português, o bet365 é bastante indicado para quem já tem um pé nas apostas esportivas. O destaque é a quantidade de possibilidades: são dezenas de modalidades esportivas diferentes. A interface parece bem poluída de início, mas se mostra bem completa quando você aprende a interpretar os números.

Sportingbet

O Sportingbet também é bastante conceituado e muito se dá ao fato de ele ser um dos pioneiros. Criado em 1998, ele se destaca pela interface de múltiplas apostas. A organização vem em primeiro lugar e todos os principais esportes do mundo são cobertos. Também não faltam promoções para novos e velhos associados.

Betboo

O Betboo você pode não conhecer, mas não faltam elogios à página. Esse site é direcionado diretamente ao público brasileiro, o que significa que nele você encontra facilidade de uso e disponibilidade das atividades esportivas mais populares no país. As cotações das apostas também são chamativas.

Betfair

O Betfair é um site britânico que cresceu bastante em popularidade recentemente. Parte disso se deve ao sistema de entrar e sair de apostas a qualquer momento (não só antes de uma partida começar), que aqui é bastante dinâmico e fácil de ser realizado. A quantidade de partidas ao redor do mundo é impressionante: pegando só o futebol como exemplo, ele disponibiliza apostas desde jogos da UEFA Champions League até campeonatos de categorias de base.

Peraí, mas isso é legal?

Peraí, mas isso é legal?

A questão jurídica envolvendo os sites de aposta é um pouco obscura. Em teoria, você deveria ver o Sol nascer quadrado por participação em jogos de azar. Porém, a internet explora uma nebulosidade na legislação e torna a prática isenta de criminalização.

A lei que proíbe esse tipo de jogo é de 1946 e fala mais especificamente sobre casas de apostas, ou seja, estabelecimentos físicos para jogos de azar. Porém, estamos falando de sites. Por isso, você pode apostar em páginas gringas ou brasileiras que são hospedadas no exterior. Tecnicamente, você não está praticando a jogatina em um local brasileiro.

Em resumo, sites de apostas não são ilegais, mas também não são regularizados. É curioso pensar que, se a legalização acontecesse, a arrecadação de impostos para o governo seria bem generosa. Porém, são poucas as iniciativas de políticos na área: o PLS 186/14 deve ir à Câmara para discussão, mas as brechas são tantas que devem ser necessárias inúmeras sessões até que o texto final seja elaborado.

Cadastro e depósitos

Cadastro e depósitos

Além de serem atividades próprias para maiores de 18 anos, as apostas desportivas necessitam de um depósito inicial do membro — ou seja, você não pode apostar o que não tiver e é preciso começar com alguma quantia em sua carteira.

Os serviços que aceitam depósitos são bastante variados, e essa disponibilidade pode ser o diferencial na hora de você fazer o cadastro em algum deles. A grande maioria suporta pagamentos de cartões de crédito internacional e até pagamentos via boleto bancário. Porém, como a transferência normalmente é para o exterior, fique de olho nos impostos.

Sites como o Betfair operam com dólar, então tome cuidado com a cotação se a negociação não for direta em reais. Além disso, alguns exigem um valor mínimo para operarem, o que pode estar bem acima do seu orçamento inicial. Leia bem os termos de serviço e eventuais respostas às perguntas mais frequentes de cada página.

Serviços como Neteller, Skrill e Entropay também podem ser usados. Eles são carteiras virtuais intermediárias e, apesar de também cobrarem taxas, são os métodos mais rápidos de depósito e saque em alguns dos sites. Algumas páginas ainda aceitam pagamento por boleto bancário e transferência bancária. Não se esqueça que

Esportes e apostas

Alguns dos sites mais voltados para iniciantes não possuem grande variedade de esportes, mas é possível se perder em meio a tantas partidas e torneios. O Betfair tem desde competições tradicionais de futebol, basquete e MMA até eSports e corridas de cavalo (reais ou virtuais). A Bet365 também cobre as principais modalidades, fornecendo ainda badminton, polo aquático e sinuca.

Os sites mais completos não se contentam em vender só os placares. Em partidas populares, você pode apostar até em quem vai fazer o primeiro gol (time ou jogador) ou se ambas as equipes vão pontuar. Normalmente, é muito fácil colocar dinheiro em um jogo. Se você tiver uma verba controlada ou tendência a se viciar, é neste momento que é necessário pensar um pouco antes de colocar fundos na carteira virtual.

Vale ressaltar que sites como o Betfair possuem a taxa de resgate: se você quiser dar cashout (reembolsar) o valor apostado antes do final da partida, pode fazer isso recuperando um valor parcial — que até pode vir acompanhado de lucro, se no momento você estiver em vantagem na aposta.

Comece pelos livros

Alegando faturar R$ 15 mil por mês na área, Juliano Fontes é tido como "o guru da bolsa esportiva". Ele lançou o livro "Invista em Futebol" para que outras pessoas consigam renda extra (ou seja, sem precisar abandonar o emprego) usando apostas no esporte mais famoso do Brasil. Misturando dicas com um estilo quase de autoajuda, ele ainda avisa: nunca aposte no seu time com o coração.

O eBook "Aprendendo Apostas Esportivas" tem um estilo de manual ou passo a passo contendo o básico para quem é iniciante e deseja ingressar na área. Ele é idealizado por dois conhecidos apostadores brasileiros, Thiago "Tiquinho" Pessoa e Gustavo Maturano.

Em inglês nos formatos físico e digital, "Betting to Win: A Professional Guide to Profitable Betting" é um livro sobre apostas profissionais baseado em um estudo acadêmico do professor Leighton Vaughan Williams. Dedicado aos apostadores mais hardcores que desejam um conhecimento adicional e mais fundamentado.

Spread Betting, de Andrew Burke, foi lançado em 1997 e ainda é uma das grandes fontes de apostadores esportivos. O livro não chega a detalhar os sites, mas cobre diversos esportes e tem dicas quentes para novatos e veteranos.

Saiba como calcular o valor esperado nas apostas esportivas

Você consegue explicar o que é valor esperado e como ele se relaciona com apostas esportivas? Se você é um iniciante na bet esportiva, provavelmente não. Mas não se preocupe! Você não está sozinho nessa. A maioria dos apostadores de primeira viagem nunca ouviu falar ou, se já ouviu, ainda não se aprofundou no estudo sobre valor esperado nas apostas esportivas.

O importante é você entender que, ao adquirir esse conhecimento, poderá apostar com mais embasamento, aumentando as suas possibilidades de lucro a longo prazo. Quer saber mais? Continue lendo!

O que é valor esperado?

Valor esperado — ou, em inglês, expected value (EV) — é um termo que se refere ao lucro que um apostador espera ganhar apostando com as mesmas probabilidades várias vezes.

O valor esperado positivo (+EV), implica no lucro a longo prazo, e o valor negativo (-EV) indica uma perda ao longo do tempo. A fórmula para calcular o valor esperado nas apostas esportivas é bastante simples: (valor ganho na aposta x probabilidade de ganhar) – (valor perdido na aposta x probabilidade de perder).

  • valor ganho na aposta — quanto você ganhará se vencer a aposta;
  • probabilidade de ganhar — probabilidade favorável a sua vitória;
  • valor perdido na aposta — montante que você perde se não tiver êxito na aposta;
  • probabilidade de perda — probabilidade referente à aposta perdida.

O EV pode ser utilizado em qualquer competição?

Podemos utilizar um simples par ou ímpar para exemplificar o EV. Nessa disputa, só temos dois resultados possíveis, sendo assim, para calcular as odds, devemos dividir 100% por 50% — logo, teremos 100/50, e o resultado será 2.

Dessa forma, podemos concluir que, após várias disputas, a quantidades de vezes em que sairão pares e ímpares serão iguais, ou seja, se fizermos 200 disputas, teremos 100 vitórias para cada lado. Vamos a um exemplo para contextualizar: se investirmos R$ 1, nas 200 disputas com odds de 2,00, teremos:

  • par — R$ 1 (investimento) x 2,00 (odds) x 100 (quantidade de pares)= R$ 200 (total) – R$ 500 (Valor apostado) = R$ 100, que é o lucro.
  • ímpar — R$ 1 (investimento) x 500 (quantidade de ímpares) = R$ 100, valor perdido.

Dessa forma, não teremos lucro nem prejuízo a longo prazo, ficaremos neutros, ou nulos. Neste caso, não temos EV, pois, depois de vários jogos, ficaremos no zero a zero.

Mas e se mudarmos as odds do par ou ímpar?

Suponhamos que você entre em um site de apostas e queira apostar no par ou ímpar antes do início de uma partida. Já sabemos que as probabilidades de acontecer qualquer um dos dois resultados são de 50%. Mas a casa de apostas que escolheu não oferece a cotação de 2.00, e sim de 1.90. Neste caso, teremos:

  • par — odds de 1,90 e probabilidade de 50%;
  • ímpar — probabilidade de 50% e odds de 1,90.

Os apostadores decidem jogam 100 vezes o par ou ímpar, e um deles aposta R$ 1 no par nas 100 vezes. Já sabemos que metade das vezes dará par e metade ímpar. Ao apostar R$ 1 no par com odd de 1,90, você terá o seguinte resultado:

  • 100 apostas, 50 acertos com o resultado par — R$ 45 de lucro;
  • 100 apostas, 50 erros no ímpar — R$ 50 de prejuízo.

Mesmo com metade de possibilidades para cada escolha, a pessoa que investiu no par não ficará no zero a zero, mas sim com R$ 5 a menos na banca. O resultado final será um EV positivo para a casa de apostas e negativo para o apostador.

Como calcular o valor esperado nas apostas esportivas?

Para exemplificar, continuaremos com o nosso bom e velho par ou ímpar. Você já internalizou que as chances de acontecer um dos dois resultados é a mesma, 50% para cada. Mas vamos supor que você se depare com um oponente que te desafia, acreditando que as chances de dar ímpar são maiores em 60%.

Ele garante que fez um estudo no qual observou que as pessoas tendem a escolher números pares, e achou que podia lucrar com isso, escolhendo e colocando sempre números ímpares, pois número par somado a um número ímpar tem resultado ímpar. Nesse caso, a situação seria a seguinte:

  • par — você aposta com probabilidade de 40% e odds de 2,50;
  • ímpar — seu oponente com 60% de probabilidade e odds de 1,66.

Como você sabe que as odds que ele escolheu são baseados em estudos sem fundamento, enxerga ali uma possibilidade de lucrar a longo prazo, já que está entrando em um jogo que oferece a probabilidade de 40%, mas na realidade é de 50%. Identifica uma oportunidade de +EV e entra no jogo.

Se você apostar R$ 1 no par, que tem odds de 2,50, ganhará R$ 75 a cada 50 acertos em 100 apostas, e prejuízo de R$ 50 a cada 50 erros. Ao final de 100 jogos, você terá R$ 25 de lucro, ou seja, EV positivo.

Já o seu amigo, que apostou R$ 1 no ímpar com odds de 1,66, fazendo os mesmos 100 jogos e tendo os mesmos 50 acertos, terá R$ 33 de lucro, mas perderá R$ 50 nos resultados errados, tendo R$ 17 reais de prejuízo.

Agora vamos fazer um cálculo simulando um confronto no futebol. Como exemplo, vamos imaginar que você tenha decidido apostar em um Fla x Flu, e na casa de apostas em que você joga, as odds são:

  • Flamengo — odds de 2,76, com probabilidade de 36,23%;
  • Empate — oferece odds de 3,40 e probabilidade de 29,41%;
  • Fluminense — tem odds de 2,78, com 35,97% de probabilidade.

Agora vamos calcular o valor esperado para uma aposta de R$ 50 no Fluminense: (89 x 0,36) – (50 x 0,66) = – 0,6. Neste caso, teremos um -EV negativo, indicando que você perderia a longo prazo, aproximadamente 60 centavos a cada aposta.

Como o valor esperado ajuda os apostadores?

Se você não pretende contar com a sorte, todas as suas apostas devem ser feitas baseadas em informações e análises, e o valor esperado está dentro desse espectro. O seu objetivo é lucrar, mas também deve ser correr o menor risco possível. O apostador que domina os cálculos de EV tem maiores chances de calcular esse risco.

Neste texto, você aprendeu um pouco mais sobre valor esperado nas apostas esportivas e entendeu como ele pode influenciar no seu lucro a longo prazo. É claro que você não deve parar por aqui. Continue estudando e aplicando todas as técnicas possíveis para se tornar cada vez mais um apostador consistente.

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Quebrando a banca – os golpes mais inacreditáveis do mundo

Trapacear em jogos de azar é tão antigo quanto os próprios jogos de azar: desde que surgiram os primeiros cassinos, há histórias de pessoas tentando levar vantagem sobre eles. Mas, com a explosão da indústria do jogo, que só nos EUA arrecada US$ 34 bilhões por ano, as apostas também aumentaram. Roubar no jogo, que antes era só questão de esperteza, virou uma verdadeira ciência – com direito a conceitos da física, equipamentos de última geração e teorias matemáticas complexas. São idéias incríveis, mas o mais incrível mesmo é o fato de elas funcionarem de verdade.

A onda de usar a ciência para roubar nos cassinos começou em 1961, quando um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o matemático Edward Thorp, resolveu se debruçar em um dos jogos de cartas mais simples que existem: o blackjack, que no Brasil se chama vinte-e-um. Os apostadores jogam contra o cassino, e quem tiver a soma mais próxima de 21 ganha. A cada rodada, os jogadores mostram suas cartas. Se você memorizar as cartas que já saíram do baralho, pode deduzir quais ainda estão por vir nas próximas rodadas. Fanático por jogos de azar, Thorp viu nisso uma oportunidade de decodificar a lógica do blackjack. Ele criou um sistema de probabilidades, que testou num supercomputador da IBM e também na prática, visitando mais de 80 cassinos na região de Las Vegas. Toda essa jogatina levou a uma descoberta crucial: quanto mais cartas altas restam no baralho de blackjack, maior é a chance de o apostador ganhar. Levando isso em conta e apostando na hora certa, seria possível levar uma vantagem de até 3,29% sobre o cassino (que, normalmente, leva aproximadamente 1% de vantagem na mesa de blackjack). Thorp escreveu um livro sobre o assunto, que se tornou um best seller e deu origem a uma verdadeira legião de seguidores – que ficaram conhecidos como “contadores de cartas” ou “matemáticos do blackjack”.

Mas havia um problema. O jogador precisava ficar muito tempo fazendo apostas baixas, esperando o momento certo para colocar bastante dinheiro na mesa. Essa oscilação logo despertou a atenção dos cassinos, que aprenderam a identificar os contadores de cartas. Eles não estavam cometendo nenhum crime. Mas, como ganhavam mais dinheiro que os jogadores comuns, irritaram os cassinos – que, em Las Vegas, podem expulsar os apostadores considerados “inconvenientes”. Por causa dessa repressão, a contagem de cartas saiu de moda. Até que, nos anos 90, um grupo de alunos de matemática do MIT ficou rico com uma nova versão do golpe. Agindo em grupo e usando teorias matemáticas ainda mais sofisticadas, eles criaram um sistema de jogo que permitia levar até 40% de vantagem sobre os cassinos. Um banho.

A história virou livro e filme – Quebrando a Banca, que se baseia nos relatos feitos por um dos integrantes do grupo. Na vida real, ele se chama Jeffrey Ma e teria faturado US$ 5 milhões nas mesas de blackjack. Nada mal para um jovem de 25 anos, que tinha acabado de entrar na faculdade. Para despistar os cassinos, Jeffrey e seus amigos orquestraram uma divisão de tarefas. Eles entravam no cassino disfarçados e separados, como se não se conhecessem. O primeiro integrante do esquema se dirigia à mesa e começava a jogar, apostando baixo e memorizando a seqüência de cartas que apareciam na mesa. Quando o momento era propício para apostar, ele fazia um gesto banal, como coçar a orelha. Era o sinal para chamar um comparsa, cuja função era apostar alto para ganhar o máximo em cima do cassino. Os alunos do MIT também refinaram a matemática envolvida. Como o jogo é rápido, os dealers (funcionários do cassino) nem sempre embaralham as cartas muito bem, o que torna possível fazer estimativas sobre a posição delas dentro do baralho – e também prever o momento em que um ás, melhor carta do blackjack, vai aparecer na mesa. Hoje existe um computador portátil, de US$ 2 600, que faz todas as contas necessárias ao golpe (veja no infográfico). Mas, na época, era tudo calculado de cabeça.

E que cabeça… A turma conseguia lucrar até US$ 400 mil a cada fim de semana, o que acabou despertando a atenção dos cassinos. Após uma lucrativa tarde de apostas na cidadezinha de Shreveport, em Louisiana, Jeffrey viu um grupo de seguranças ao redor de uma máquina de fax. Passou por perto e viu sair várias fotos – entre elas, a sua. Só deu tempo de avisar os comparsas e sair correndo, com os seguranças no encalço. “Chegou um momento em que não podíamos mais sentar numa mesa de blackjack sem que um segurança aparecesse atrás de nós”, diz, no livro que conta sua história. Jeffrey conseguiu se afastar dos cassinos, mas não dos jogos: seu atual negócio é um site de apostas sobre esportes.

Os gênios do MIT não foram os únicos a aplicar estratégias científicas para tentar levar vantagem no jogo. Em alguns casos, as técnicas são tão engenhosas que nem podem ser consideradas trapaça. Como no caso de Dominic LoRiggio, que viria a ser conhecido pelo apelido de Dominador.

Newton na mesa

Dono de uma pequena empresa de softwares, LoRiggio freqüentava cassinos de Atlantic City nos fins de semana para jogar blackjack. Mas, um dia, a mesa de dados chamou sua atenção. Ele percebeu que algumas pessoas não jogavam os dados a esmo; faziam algo com eles antes de atirá-los. LoRiggio ficou curioso, e descobriu que um engenheiro chamado Chris Paulicky havia estudado a física da coisa. E que o tal engenheiro dava aulas ensinando sua técnica. LoRiggio resolveu pagar US$ 500 para assistir ao curso, e se surpreendeu ao descobrir que a coisa funcionava. Depois de alguns meses de treinamento, ele conseguiu aumentar suas chances de vitória a ponto de reverter a vantagem do cassino no jogo de dados. “Ser o Dominador virou uma paixão para mim. E me fez rico. Comprei propriedades e vivo em alto estilo”, diz ele. Essa fama fez o Dominador ser banido da maioria dos cassinos americanos – exceto algumas casas em Las Vegas, onde ainda consegue jogar. “Semana passada, ganhei US$ 50 mil em uma hora”, diz LoRiggio, que explica por que os dados são a melhor maneira de ganhar dinheiro num cassino. “Os dados, e portanto o jogo, estão inteiramente na sua mão. Não é como no vinte-e-um, em que você pode ter uma vantagem matemática, mas ainda depende das cartas.” Nos últimos anos, LoRiggio também entrou no mercado “educativo”. Escreve livros, ministra cursos e vende um dvd duplo – por US$ 300 – sobre sua técnica. Tudo em sociedade com Frank Scoblete, outro jogador com vasta experiência nos dados. “Como em qualquer esporte, controlar os dados é uma combinação de técnica e disciplina mental. Qualquer pessoa pode ficar boa o suficiente”, diz. Tudo consiste em posicionar os dados antes de jogá-los e fazer o arremesso num ângulo definido (veja no infográfico). Para dificultar o truque, os cassinos criaram uma regra: o arremesso sé vale se os dados quicarem na lateral da mesa. Mas Scoblete diz que a técnica funciona mesmo assim, e debocha dos céticos: “Os cassinos precisam continuar tomando o dinheiro dessas pessoas”.

Pode parecer difícil de acreditar, mas não faltam exemplos que comprovam a eficácia da física newtoniana nos cassinos. Inclusive num dos jogos mais imprevisíveis: a roleta. Lembra-se daquelas equações que você aprendeu na escola, que usam a posição, a velocidade e a aceleração de um corpo para calcular onde ele vai estar daqui a um determinado tempo? Pois é. Aplicando uma versão um pouco mais complexa dessa fórmula à roleta, é possível estimar em que número a bolinha vai parar. Ou melhor: existe um computador portátil, que custa cerca de R$ 32 mil, que se encarrega da tarefa (veja no infográfico). Em 2003, uma mulher da Hungria e dois comparsas da Sérvia foram pegos no Cassino do Hotel Ritz, em Londres, usando um computador desse tipo. O equipamento deles era ainda mais sofisticado, pois usava um laser acoplado a um celular para escanear a bola e a roleta e medir a velocidade de ambos com ainda mais precisão. Só na primeira noite, o trio ganhou 100 mil libras (cerca de R$ 320 mil). Na segunda noite, mais confiantes, eles simplesmente arrebentaram – embolsaram nada menos do 1,2 milhão de libras (R$ 3,8 milhões). O grupo só foi pego por causa do ponto fraco de muitos dos ladrões de cassino: a ambição. Eles ganharam tanto, em tão pouco tempo, que os seguranças desconfiaram. Bastou uma revista para encontrarem computador, celular e fones de ouvido escondidos com os trapaceiros. Até no pôquer, que é um jogo extremamente complexo (tem mais de 2,5 milhões de combinações possíveis de cartas e o blefe, um elemento impossível de calcular), os golpistas high tech já descobriram um jeito de levar vantagem. A tática é banal, marcar as cartas. Mas com alta tecnologia. Enquanto os velhos trapaceiros usavam unhas e anéis, hoje em dia a moda é a tinta invisível, que só pode ser vista usando óculos, lentes de contato ou câmeras de vídeo especiais. O kit básico, que inclui tinta suficiente para marcar 40 baralhos e um par de óculos especiais, sai por US$ 300. Um dos sites que oferecem esse produto pertence a Jeff Spiller, ex-contador de cartas de blackjack e bacharel em ciência da computação. Ele diz que a tinta só deve ser usada para “entretenimento”. “Eu não recomendo usar cartas marcadas num cassino. É ilegal, e eles costumam ter uma segurança muito eficiente”, diz Spiller. Segundo ele, os cassinos estão entre os principais compradores de tinta invisível e outros equipamentos de trapaça. “Eles querem saber o que as pessoas vão usar para tentar enganá-los.”

Na era da informática, nem os caça-níqueis estão a salvo. Kevin Mitnick, maior hacker de todos os tempos, conta um caso impressionante em seu livro A Arte de Invadir. Quatro mestres em computação arranjaram uma cópia do software usado nas máquinas de caça-níqueis e descobriram uma brecha: era possível prever em que momentos a máquina daria os prêmios mais altos. Batata: lá se foram os 4, munidos dessa informação e de um cronômetro, fazer um verdadeiro rapa em Las Vegas. O esquema durou 4 anos, e rendeu US$ 1,6 milhão. Até que um dos hackers foi pego pelos seguranças de um cassino. Como não estava fazendo nada ilegal, ele não foi preso. Mas o susto foi suficiente para acabar com a brincadeira.

Olhos no céu

É claro que os cassinos não ficam parados. Muito antes que os circuitos internos de vigilância se tornassem um equipamento comum em empresas e condomínios, a indústria do jogo já tinha as suas – em Las Vegas, cada cassino tem em média 2 mil câmeras, num sistema que é conhecido como eyes in the sky (“olhos no céu”, em inglês, numa referência à localização das câmeras, que geralmente ficam camufladas no teto do cassino). Mas é muito difícil ficar atento a tudo – nos maiores cassinos, chegam a passar mais de 10 mil pessoas por dia. Por isso, as câmeras são conectadas a um sistema de computadores que faz reconhecimento facial. Quando uma mesa apresenta atividade suspeita, ou seja, tem algum jogador que está ganhando demais, basta dar um clique no computador para que ele enquadre o rosto daquela pessoa e verifique se ela está na lista negra dos trapaceiros, que é compartilhada por todos os cassinos. O sistema é capaz de reconhecer as pessoas mesmo que elas estejam usando disfarces.

A última inovação contra a fraude são os chips com a tecnologia RFID (sigla em inglês para Radio Frequency Identification). Alguns cassinos estão começando a instalar esses chips dentro das suas fichas – que são utilizadas como dinheiro nas mesas de jogo. Como eles transmitem sinais de radiofreqüência, tornam possível acompanhar toda a movimentação das fichas, e portanto saber tudo o que cada apostador fez dentro do cassino: em que mesas jogou, por quanto tempo, o que ganhou ou perdeu em cada mesa. Além de permitir um rastreamento muito mais preciso, a RFID inibe a ação dos golpistas, pois dificulta o uso de “laranjas” na hora de trocar as fichas por dinheiro (não adianta colocar outra pessoa para pegar o dinheiro, pois a grana fica associada a você).

Os trapaceiros não desistem, e apostam ainda mais alto: eles estão migrando para a internet, onde os jogos de azar já movimentam US$ 12 bilhões por ano. O golpista instala em seu computador um “bot”, que é um software capaz de jogar pôquer ou outros tipos de carteado. Aí, entra em algum cassino virtual e coloca o bot para apostar contra as pessoas que estão online. Como o computador consegue calcular todas as probabilidades do baralho, leva uma bela vantagem sobre os jogadores de carne e osso – que acabam depenados. Por enquanto, os softwares ainda são relativamente fracos e não conseguem vencer os jogadores mais experientes. Mas pode ser que isso aconteça, e em breve. “Há bons motivos para acreditar que, nos próximos dois anos, os bots dominem o pôquer online”, disse à revista inglesa Focus o cientista e jogador profissional Tom Sambrook. No século 21, os jogos de azar têm cada vez menos cara de jogo; e cada vez mais cheiro de azar.

1. BLACKJACK

Como se joga – O dealer distribui duas cartas para cada um dos jogadores e pega duas para si. Cada pessoa soma os números das cartas que tem nas mãos. Cada jogador pode pedir mais cartas, se quiser. Todo mundo mostra o que tem na mão: quem tiver uma soma mais próxima de 21 ganha.

Como levar vantagem – A idéia é memorizar os números que vão saindo do baralho. Com isso, é possível saber quais cartas ainda vão aparecer durante o jogo. O ideal é apostar quando houver muitas cartas altas – pois isso dá uma vantagem matemática ao apostador.

1. Contagem – Usando um minicomputador, o jogador registra a seqüência de cartas que vão sendo abertas na mesa. Ele digita, num miniteclado de 4 botões que fica escondido sob a sua roupa , um código para representar cada uma das cartas.

2. Estratégia – O computador mede a probabilidade de aparecerem cartas altas na próxima rodada. Quando a situação é favorável, ele avisa: “Aposte alto”. O jogador ouve essa mensagem por um fone de ouvido. E faz um gesto específico, como coçar a cabeça.

3. Aposta – É o sinal para que um comparsa se aproxime. Enquanto seu parceiro continua anotando as cartas da mesa, ele entra no jogo e aposta alto. Se o golpe for perfeitamente sincronizado, é possível conseguir até 40% de vantagem sobre o cassino.

Como se joga – O jogador aposta no número da roleta em que a bolinha vai parar. Também é possível apostar em características do número – como preto ou vermelho, par ou ímpar. Se ele errar a aposta, ou se a bolinha cair no número 0, o cassino embolsa o dinheiro.

Como levar vantagem – Usando conceitos básicos da física e um computador especial. A idéia é calcular as forças envolvidas para adivinhar onde a bolinha vai parar – e usar essa informação para fazer uma aposta certeira enquanto a roleta ainda está girando.

1. Preparação – O jogador tem um minicomputador escondido na manga que é capaz de calcular a trajetória da bolinha em relação à roleta – e, com isso, prever em que casa ela vai parar. É preciso fornecer dois dados à máquina: a velocidade da bola e da roleta.

2. Olho vivo – O jogador utiliza 3 referências: um ponto na mesa, uma casa da roleta (previamente programada no computador) e a bolinha em si. Cada vez que esses elementos se cruzam, ou a bolinha passa por algum deles, ele dá um clique no computador.

3. Aposta – O computador diz onde a bolinha vai parar. Um cúmplice ouve a mensagem por meio de um fone de ouvido e faz sua aposta. Para aumentar as chances, também aposta nas casas vizinhas à indicada pelo computador (35, por exemplo).

Como se joga – O jogador lança os dois dados. Se a soma deles der 7 ou 11, ganha. Se a soma for 2, 3 ou 12, perde. Saindo qualquer outro resultado, o jogador pode repetir a aposta – e ganha se conseguir duas vezes a mesma soma (6 e 6, por exemplo).

Como levar vantagem – Desenvolvendo uma técnica manual para arremessar os dados com alta precisão, o que aumenta a probabilidade de tirar os números necessários.

1. Planejamento – O jogador escolhe a posição dos dados , ou seja, os números que vão ficar para cima, conforme o resultado que deseja. Para conseguir um par de 5, por exemplo, o ideal é posicionar os dados com o número 6 virado para cima.

2. Pegada – O jogador pega os dados com a ponta dos dedos, sem alterar sua posição inicial (os números que estão para cima). Além de facilitar o lançamento dos dados, essa técnica evita que eles rolem dentro da mão do jogador, o que estragaria o arremesso.

3. Arremesso – O lançamento deve ser fraco e num ângulo de 45o. A idéia é fazer com que os dados percorram a mesa com o mínimo de velocidade. Isso minimiza a energia cinética e a rotação deles, aumentando a chance de que caiam na posição desejada.

Como se joga – Cada jogador recebe 5 cartas. As possíveis combinações entre elas formam um ranking. Ganha quem tiver a combinação mais valiosa. Ou fizer os outros jogadores acreditar que têm boas cartas (blefe), estimulando-os a saírem da rodada.

Como levar vantagem – Conhecendo as cartas dos outros. Sabendo o que eles têm na mão, é possível deduzir se você vai ganhar ou não. E tomar a decisão mais adequada para cada situação: aumentar a aposta ou desistir, minimizando os riscos e maximizando os lucros.

1. Marcação – O jogador leva uma tinta especial escondida em um potinho no bolso. Ele suja o dedo de tinta e marca o verso das cartas que recebe, com um padrão que permite reconhecê-las depois (um ás, por exemplo, é identificado por dois pontos).

2. Próxima rodada – Ao término de cada rodada, os apostadores devolvem suas cartas ao dealer. Ele embaralha tudo e as redistribui entre os jogadores. O trapaceiro aproveita para pintar mais cartas. Após algumas rodadas, boa parte do baralho já está marcado.

3. Olho mágico – A tinta usada para marcar as cartas é invisível. Mas o golpista usa uma lente de contato especial , que permite enxergar as marcações. Olhando o verso das cartas dos adversários , ele sabe o que cada um tem na mão. E leva vantagem.

Principais questões

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