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Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

Esta ferramenta pode ser fundamental na corrida pelo título da La Liga, dada a importância que tem para clubes como Real Madrid e Barcelona, emblemas que se enfrentam este sábado, 10 de abril, no El Clásico. Um jogo de importância mundial e que, esta temporada, pode ser decisivo na luta pelo título

Mas, afinal, o que é Mediacoach?

Mediacoach é um sistema completo de análise de vídeo e dados, criado pela Liga Espanhola na temporada 2009/2010. Os 42 clubes profissionais de Espanha - La Liga Santander e La Liga SmartBank - têm à sua disposição os resultados produzidos por este software e utilizam os dados para, entre outras coisas, melhorar o desempenho e a segurança dos jogadores, bem como a competitividade dos jogos. Atualmente, a ferramenta tem mais de 600 utilizadores, incluindo não apenas analistas, mas também treinadores das equipas A e B dos clubes, diretores desportivos, preparadores físicos e muitos outros ligados ao desporto-rei.

Através de 'eventos' (contando cada uma das ações técnico-táticas) e as câmaras de rastreamento de última geração (rastreando os movimentos de todos os jogadores e também da bola), qualquer detalhe imaginável é recolhido antes, durante e depois da partida. Só na temporada 2019/2020, mais de um milhão e meio de videoclipes das 129 ações técnico-táticas mais relevantes de cada jogo foram criados pela Mediacoach.

Cada jogo tem quatro fontes de vídeo (câmara tática calibrada, panorâmica, radar e TV) e as equipas têm à sua disposição um relatório cumulativo de 150 páginas por jornada. Isso é 'Big Data', que já é uma parte fundamental do futebol hoje em dia. E através da Mediacoach, influencia direta e decisivamente a preparação e o desenvolvimento de cada jogo. Como será o caso no El Clásico deste sábado.

Assim, até seis dias antes do El Clásico, as equipas técnicas de Zidane e Koeman têm à sua disposição o Relatório Pré-jogo de 24 páginas, que oferece as estatísticas mais completas sobre o rival nos últimos quatro jogos. Através de uma sessão presencial, analistas e técnicos estudam e analisam cuidadosamente as métricas de desempenho que podem ajudá-los a construir uma estratégia para vencer o tão importante embate.

Isso inclui características do estilo de jogo do adversário, uma classificação de eficácia e eficiência ao atacar e defender, estatísticas individuais dos jogadores, níveis de condicionamento físico e muito mais. No total, o Mediacoach oferece centenas de pontos de dados que podem ser usados para determinar as ameaças e fraquezas que o oponente apresenta. A equipa que melhor analisa esses dados já entra em campo em vantagem.

Criação de planos de treino a partir de dados

Uma vez que o plano de jogo é decidido, enquanto os treinadores dirigem as tarefas em campo em cada sessão de treino, o resto da equipa técnica continua a analisar o rival, investigando qualquer detalhe que possam ter a seu favor.

Utilizando as ferramentas Mediacoach Desktop e Mediacoach Vision, realizam uma exaustiva análise de vídeo, considerando todos os aspetos técnicos e táticos, para simular e antecipar o que vai acontecer no jogo. "Mister, descobrimos uma maneira de quebrar a defesa alta: veja como o adversário fez isso neste jogo", por exemplo. Essas ferramentas de análise de vídeo permitem simular qualquer situação de jogo. Os analistas observam a abordagem do adversário nas bolas paradas do adversário, como eles constroem os seus ataques, que posições os jogadores-chave ocupam e quem mais contribui para o desempenho coletivo da equipa.

Ao mesmo tempo, usando os Relatórios Acumulados do Mediacoach como se fosse um tabuleiro de xadrez, as equipas ensaiam diferentes jogadas com base nos jogadores que preveem que iniciarão o jogo - ou que poderão sair do banco. Existem cenários com base no fato de um jogador específico estar em campo, ou se um determinado sistema tático é usado, ou se o oponente começa o jogo a um ritmo acelerado.

Dados de jogo em tempo real

Mas o Mediacoach não é muito útil apenas antes dos jogos, mas principalmente durante as partidas, em tempo real. Para se manter atualizado, a equipa técnica de Zidane e Koeman usa o Mediacoach Live e o Mediacoach Mobile. As duas aplicações para tablet e smartphone permitem monitorar todas as métricas de desempenho individuais e coletivas, com dados capturados até 25 vezes por segundo. Nenhum detalhe é descurado.

Os dados são colocados ao serviço do treinador como se fosse um centro de controle da Fórmula 1, utilizando painéis de dados já criados. Jogadores a correr mais rápido do que 24 km/h, mapas de calor dos oponentes com e sem posse, o número de passes sob pressão, percentagem de sucesso em duelos aéreos, velocidade do jogador dentro e fora da posse… há uma gama infinita de parâmetros que pode ser visto.

Isso também permite que os treinadores físicos monitorem lesões e recomendem substituições. Quando um jogador ou uma equipa atinge um valor pré-definido, um alerta é acionado: por exemplo, no 72º minuto da partida o Mediacoach Live pode alertar o fisioterapeuta que um determinado jogador ultrapassou a sua distância média percorrida em alta intensidade. Isso é imediatamente partilhado com o técnico para que ele possa tomar a decisão que considerar mais adequada.

A câmera tática

Além de fornecer esses dados em tempo real, o Mediacoach oferece um sinal de vídeo adicional da Câmara Tática, que é uma câmara ampla que permite aos treinadores acompanhar a partida ao vivo, assistir novamente a um momento específico, analisar o posicionamento tático em cada fase do jogo e avaliar os espaços disponíveis que podem ser explorados.

Tudo isso mantendo contato permanente com a equipa que acompanha o jogo nas bancadas, aproveitando esse ponto de vista para comunicar ao treinador as novidades.

Análises pós-jogo

Mesmo após o resultado do El Clásico ser conhecido, a Mediacoach continua a ser útil. Em poucos minutos os técnicos de ambas as equipas receberão os Relatórios Pós-jogo, compostos por 56 páginas com gráficos, rankings e estatísticas que resumem o que aconteceu durante os 90 minutos. É um raio-X completo para ajudar a analisar o que acabou de acontecer.

Somando-se a essa análise quantitativa, o Mediacoach Desktop e o Mediacoach Vision dividirão automaticamente o jogo em milhares de videoclipes nos quais cada uma das ações técnico-táticas pode ser visualizada: de reviravoltas que levaram a golos a posições defensivas que fecham no ataque, a ataques que levaram a remates em direção à baliza. Tudo isso será usado para reanalisar o plano de jogo e determinar as áreas a serem melhoradas.

Por outro lado, todos esses dados serão usados para criar o Relatório Pré-jogo para o próximo encontro, onde todo o processo começa novamente. Este é o sistema que é utilizado por todos os clubes da La Liga ao longo da temporada: um ciclo virtuoso de novos dados que ajudam na preparação individual e, ao mesmo tempo, trazem valor acrescentado ao futebol espanhol.

Insights de média

Mas não são apenas as duas equipas que se preparam para o El Clásico. O Mediacoach também oferece um Relatório de Média de 14 páginas para jornalistas e comentadores desportivos de parceiros de transmissão da La Liga, com enfoque nos aspetos mais notáveis do jogo e entregando-o em um formato amigável à imprensa. Isso inclui estatísticas frente a frente, explorando onde as equipas podem ter uma vantagem, os principais jogadores a serem seguidos e porquê.

Os jornalistas e comentadores encontrarão informações como: o avançado que precisa de menos remates para marcar frente ao defesa que bloqueia mais remates. Outros exemplos podem incluir o jogador que recupera mais a posse de bola, os alas com os sprints mais rápidos registados ou o jogador com a maior precisão de cruzamento. Munidos dessas informações, os jornalistas estruturam os seus trabalhos antes da partida ou criam dados para partilhar durante a transmissão.

Quando o duelo começa, o Mediacoach também fornece à equipa audiovisual da La Liga estatísticas e dados de posição que podem ser convertidos em gráficos 3D avançados adicionados à transmissão da partida.

Apostas Online em eSports

Apostas Online em eSports
Apple pode renovar gama de portáteis no WWDC 2017

O interesse em desportos digitais tem visto uma enorme ascensão nos últimos anos. Também conhecidos como eSports, esta modalidade desportiva conta cada vez com mais jogadores que jogam não só em âmbito recreativo mas também em ambiente profissional e competitivo.

Os tipos de jogos mais comuns são:

Nomes como Counter-Strike Golbal Offensive, League of Legends, DOTA 2 ou Overwatch juntam entre si milhões de jogadores, que a nível profissional formam uma indústria emergente multimilionária e que não mostra sinais de abrandar.

É claro que o foco principal dos entusiastas desta prática são os desportos como o futebol, basquetebol e ténis. As casas de apostas online com licença em Portugal sabem isso e concentram os seus esforços nessas modalidades. Como tal, não existem ainda plataformas reguladas em solo nacional que providenciem serviços de apostas em eSports.

Apostadores portugueses que o queiram fazer sem cometer intransigências legais podem optar por fazê-lo recorrendo a criptomoedas e a plataformas reguladas como a Unikrn. Talvez não seja a solução ideal mas por enquanto pode ser uma alternativa viável.

Semelhanças e diferenças com apostas desportivas

Semelhanças e diferenças com apostas desportivas

Em alguns aspectos, colocar apostas em desportos digitais tem as suas parecenças com as que são feitas em desportos mais tradicionais. Há equipas que costumam ser favoritas, outras que são populares e outras mais pequenas que procuram surpreender. As equipas têm treinadores, são afectadas pela moral e podem ter rotatividade de jogadores.

No entanto, uma vez que esta indústria está numa fase de evolução com alterações constantes, torna-se mais imprevisível para as casas de apostas saber quando um favorito pode ser derrotado. Ao contrário dos desportos tradicionais onde as regras são fixas e nada muda muito, nestes jogos há sempre alterações a acontecer que têm impacto na jogabilidade, tais como patches, novas armas, mapas novos etc. Quem conhecer a fundo as mecânicas de jogo pode usar isto para tirar partido destas situações.

Tipos de apostas

Tipos de apostas

Os mercados mais comuns são os de apostar no vencedor do torneio ou no vencedor de um confronto directo. Dentro dos confrontos directos existe ainda a possibilidade do vitorioso ser declarado num modo “à melhor de” um, três ou cinco jogos.

Embora ainda existam poucos mercados a tendência clara é para aparecerem mais. Prova disto é o facto de mais recentemente começarem a aparecer apostas especializadas tal como a primeira equipa a conseguir o “first blood” ou a equipa que consegue as primeiras 10 “kills”. Com esta maior variedade o apostador tem uma maior flexibilidade na hora de analisar os dados para escolher uma aposta.

Países como Brasil e Estados Unidos e Coreia registam um enorme volume de apostas em eSports, uma vez que produzem muitos atletas e equipas para competições profissionais. Portugal começa agora a espelhar esse interesse, que brevemente poderá vir a ser explorado pelas casas de apostas.

Com legislação já aprovada, Brasil mira filão das apostas online

Com legislação já aprovada, Brasil mira filão das apostas online

Lei ainda precisa ser regulamentada, mas já agita mercado que, na 'ilegalidade', movimenta R$ 4 bi por ano no País

Lei ainda precisa ser regulamentada, mas já agita mercado que, na 'ilegalidade', movimenta R$ 4 bi por ano no País

Renan Cacioli - O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2019 04h30

Você pode ler 3 matérias grátis no mês

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Em dezembro, o governo Michel Temer promulgou a Lei 13.756/2018, que tornou lícita em todo o território nacional a atividade de apostas esportivas de quotas fixas, aquelas nas quais fica definido, no momento da aposta, quanto se vai ganhar em caso de acerto. A intenção é abocanhar uma fatia do mercado que já movimenta no Brasil cerca de R$ 4 bilhões por ano, de acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), atuando na "ilegalidade" no País.

"Os oito mil sites de apostas esportivas que existem no mundo estão ao alcance dos brasileiros. Desses, 500 oferecem jogos do futebol brasileiro. E 50 têm versões em português", diz Pedro Trengrouse, advogado e professor da FGV, responsável pela proposta sobre o tema enviada ao Congresso Nacional que acabou se transformando em lei.

Apostadores fazem fila para apostar em casa dos EUA, onde atividade foi regulamentada em 2018 Foto: Bryan Anselm/The new York Times; 11-1-2019

Como esses sites têm sede em países estrangeiros, podem oferecer opções de apostas em jogos das mais variadas modalidades, incluindo de competições disputadas no Brasil. O usuário abre uma conta no site e escolhe quanto investir, seja via pagamento de boleto ou transferência bancária. Após o pagamento, o crédito passa a ser utilizado para as apostas.

Com a lei, o governo espera atrair os chamados operadores, que podem ser espaços físicos ou sites – meio frequentemente utilizado pelos brasileiros. O texto prevê dois anos, prorrogáveis por mais dois, para o Ministério da Economia regulamentar a atividade. A pasta concederá as licenças mediante pagamento de taxa.

Ou seja, na prática, as empresas ainda não podem operar no Brasil. "A atividade deixou de ser contravenção penal, mas só vai funcionar a partir de uma concessão pública. A União vai conceder o direito de uma empresa de funcionar como casa de apostas", explica Luciano Andrade Pinheiro, advogado do Corrêa da Veiga Advogados, atuante em direito esportivo e propriedade intelectual.

Muitas, porém, já driblam as regras e criam maneiras de se relacionar com o consumidor, inclusive via propaganda na TV. Mas em vez de anunciar apostas, falam em "palpites".

A legalização também deve impulsionar patrocínios no futebol, a exemplo do que já se vê em larga escala na Inglaterra, por exemplo. O Fortaleza foi o primeiro a fechar parceria com um site do ramo, o NetBet, que estampa sua marca na barra da camisa. "É um modelo tradicional de pagamento por publicidade. Eles vão fazer algumas ativações com o torcedor com sorteio de brindes, prêmios, mas no que concerne ao clube é um modelo de publicidade de espaço na camisa", afirma Marcelo Paz, presidente do clube.

Fortaleza fechou patrocínio com o site NetBet, que estampa marca na barra da camisa Foto: Leonardo Moreira/ Fortaleza

Aos olhos de quem estuda o mercado, porém, o interesse da empresa é mais abrangente. "Estão patrocinando porque já vão criando no público a força da sua marca. Quando vier a regulamentação, qual empresa você vai procurar? A que abriu hoje ou a que já estava na camisa do clube?", questiona Pinheiro.

Como funciona a fiscalização das apostas esportivas?

Ao se falar em apostas, é inevitável não pensar em manipulação de resultados, crime do qual o futebol brasileiro já foi vítima diversas vezes. Os casos mais famosos foram a "Máfia da Loteria Esportiva", revelado pela revista Placar, em 1982, e a "Máfia do Apito", que resultou na anulação de 11 partidas do Campeonato Brasileiro de 2005. Ao contrário do que o senso comum indica, porém, a legalização de apostas tende a reduzir, e não ampliar os casos.

O árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi o pivô do escândalo da Máfia do Apito, em 2005 Foto: SEBASTIAO MOREIRA/AE/ 12-2-2005

"Quando a atividade se torna legal, a preocupação com o resultado é uma constante da casa de apostas. Então, ela tem de implementar mecanismos para coibir a manipulação. Quem sofre o maior prejuízo financeiro é ela", alega Pinheiro. Normalmente, as próprias casas de apostas contratam empresas que monitoram movimentações suspeitas.

Indagado pelo Estado sobre como funcionará a fiscalização da atividade, o Ministério da Economia respondeu via assessoria: "A estrutura física necessária para a fiscalização e o monitoramento das apostas esportivas em quotas fixas será definida ao longo da regulamentação que será feita pelo Ministério da Economia".

Três perguntas para Luiz Felipe Maia

Maia acredita que os clubes brasileiros vão se beneficiar com a regulamentação das apostas Foto: Luiz Doro/ adorofoto

1. Muitas das empresas que operam apostas estão sediadas em paraísos fiscais. Como o governo brasileiro poderá competir com esses lugares e atraí-las?

O Brasil tem potencial para ser um dos três maiores mercados de apostas esportivas do mundo, ao lado de Inglaterra e China. Se o governo criar uma regulamentação adequada, sem restrição ao número de licenças e de acordo com as melhores práticas mundiais, as grandes empresas internacionais de apostas virão. O próprio mercado nacional, uma vez desenvolvido, ajudará o governo a combater operadores não licenciados.

2. Quais as vantagens para as empresas estrangeiras se estabelecerem no Brasil, já que terão de pagar tributos que hoje não pagam?

A possibilidade de fazer publicidade e patrocínios, ter lojas físicas e também contar com meios de pagamento locais, por exemplo, permitirão que essas empresas então licenciadas atinjam um público muito maior e mais variado do que o modelo atual de operação offshore.

3. Que problemas o senhor enxerga no texto da lei que foi aprovada no ano passado?

Há pontos que podem ser melhorados, como a tributação dos prêmios. Seria mais interessante aumentar o valor do imposto incidente sobre as empresas de apostas, mantendo o apostador livre do ônus.

Professor e advogado certificado em regulação de cassinos e apostas pela Universidade de Nevada, em Las Vegas (EUA)

Renan Cacioli - O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2019 04h31

Um dos meios de coibir a ação de redes criminosas que exploram a manipulação de resultados esportivos é investindo no monitoramento das apostas. No Brasil, todas as partidas das quatro divisões do Campeonato Brasileiro e do Paulista estão na mira de uma empresa especializada em detectar possíveis fraudes. Foi graças a relatórios elaborados por ela e outras do segmento e a grampos telefônicos que se deflagrou a "Operação Game Over", em 2016.

O esquema envolvia um grupo de apostadores asiáticos que operavam bolsas de apostas na internet e pagavam propina para pessoas no Brasil em troca de combinação de resultados.

Todos os jogos do Campeonato Paulista são monitorados pela Sportradar Foto: Rodrigo GazzanelAg. Corinthians/ 30-1-2019

"O apetite da manipulação de resultados vem de acordo com o tamanho do mercado de apostas a ser oferecido", explica Ricardo Magri, diretor de integridade da Sportradar, empresa contratada pelas federações de Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo, além da CBF.

Por outro lado, ele não acredita que a legalização das apostas esportivas no País vá ampliar o número de casos de tentativa de manipulação. "O Brasil já é um país pré-regulamentado, ou seja, é permitido, mas não tem as licenças ainda. Já há muitas apostas. Esse mercado cresce, mas o fenômeno já estava amadurecido."

Como funciona o sistema de detecção de fraudes?

O sistema de detecção de fraudes trabalha em duas frentes. Por meio de softwares que cruzam diversos dados, aponta-se onde há um padrão incomum de apostas. Imediatamente, isso gera um alarme, mas não necessariamente há motivo para suspeita. É aí que entra a análise humana. A empresa verifica se houve algum fator no jogo que tenha desencadeado o volume fora da curva de apostas.

Magri dá um exemplo prático para ilustrar: "Entra um padrão (de apostas) mostrando que o time vermelho vai fazer gol no azul. O sistema vê um apetite muito grande do mercado e solta o alarme. Mas nosso analista constata que o defensor do time azul acusou uma contusão na coxa, e o reserva é inexperiente. Isso é algo que, apesar de ser sutil, tem uma justificativa de jogo em campo", explica o diretor.

Renan Cacioli - O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2019 04h32

Ao assistir ao Campeonato Inglês, o torcedor dificilmente verá um jogo no qual ao menos uma das camisas não tenha estampada a marca de um site de apostas. É que nove dos 20 clubes são patrocinados por empresas de apostas esportivas.

De acordo com Luiz Felipe Maia, professor e advogado certificado em regulação de cassinos e apostas pela Universidade de Nevada, em Las Vegas (EUA), as apostas captadas no Reino Unido movimentam algo em torno de R$ 10 bilhões.

Jogo de ontem do Campeonato Inglês entre Crystal Palace e West Ham reuniu duas camisas patrocinadas por sites de apostas Foto: Tony O'Brien/ Reuters/ 9-2-2019

Ele vê motivos para os clubes brasileiros se empolgarem com a regulamentação deste novo mercado. "O futebol, por ser o esporte mais popular no País, certamente será muito beneficiado. Além das destinações estabelecidas em lei, que podem chegar a mais de R$ 100 milhões, há um enorme potencial de patrocínios a times grandes e pequenos", explica Maia.

Na Lei 13.756/218, já há previsão do porcentual do que for arrecadado com apostas a ser destinado aos clubes "que cederem os direitos de uso de suas denominações, suas marcas, seus emblemas, seus hinos, seus símbolos e similares para divulgação e execução da loteria de apostas de quota fixa": 2%, em caso de casas de apostas físicas, e 1% se forem operadores online.

O texto também estipula que 80%, no mínimo, do que for arrecadado será destinado "para o pagamento de prêmios e o recolhimento do imposto de renda incidente sobre a premiação". Alguns analistas ponderam para o risco de se engessar demais o modelo de negócio.

"Esse tipo de regulamentação em detalhe, numa atividade comercial, me parece incompatível. Tento estabelecer regras de funcionamento, mas não de como a empresa vai gerir o que arrecada", diz o advogado Luciano Andrade Pinheiro.



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