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Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

Dentro desses apps, é possível criar alertas sobre notícias do seu time e notificações em tempo real durante partidas, avisando os gols e lances importantes. Dessa forma, mesmo sem estar no estádio ou de frente para a televisão, é possível acompanhar as partidas. Confira as principais sugestões!

1. OneFootball (Android iOS)

1. OneFootball (Android iOS)

O OneFootball permite que o usuário siga seus times e campeonatos favoritos. Com isso, é possível personalizar o feed para receber as notícias e notificações de seu interesse, além de acompanhar a tabela de jogos.

Conta com cobertura dos jogos ao vivo, acompanhamento de novidades sobre times e jogadores, vídeos sobre os clubes e canais de interatividade. Um dos recursos mais interessantes do app é uma aba dedicada às transferências, reunindo as principais notícias sobre contratações no futebol mundial, desde rumores a negócios fechados.

2. 365Scores (Android iOS)

2. 365Scores (Android iOS)

Outro aplicativo de futebol útil para acompanhar o seu time favorito é o 365Scores. A plataforma conta cobertura ao vivo do mundo do futebol 24 horas por dia, emitindo notificações de conteúdos personalizados ao usuário. Entre as funcionalidades do app, estão o acompanhamento das notícias, tweets, vídeos, calendário e tabelas de diversos campeonatos.

Outro detalhe importante do 365Scores é que o aplicativo conta com suporte para outros oito esportes: vôlei, tênis, basquete, handebol, futebol americano, rugby, hóquei e beisebol. Portanto, se você gosta de acompanhar modalidades diferentes, é possível concentrá-las no mesmo lugar.

3. SofaScore (Android iOS)

Se você gosta de se aprofundar nos resultados com estatísticas e mais informações, o SofaScore é uma das melhores indicações. O aplicativo reúne diferentes estatísticas durante o jogo, como passes completos, finalizações certas e desarmes, atualizando em tempo real. Além do acesso a esses dados, a plataforma cria uma nota para avaliar cada atuação.

O app possui alertas em tempo real de jogos e transferências, cobrindo campeonatos regionais até continentais. Além disso, oferece placares de diversas modalidades, como tênis, basquete, automobilismo e outros.

4. Goal Live Scores (Android iOS)

4. Goal Live Scores (Android iOS)

O Goal Live Scores reúne uma das maiores bases de dados com partidas de todo o mundo. Em um formato similar aos outros apps, permite que os torcedores personalizem com times e campeonatos preferidos, recebendo notificações sobre os acontecimentos das partidas. Possui, também, uma seção para notícias mais recentes.

5. FIFA (Android iOS)

5. FIFA (Android iOS)

O aplicativo oficial da FIFA mantém o usuário atualizado sobre resultados de partidas, notícias, vídeos e entrevistas com personalidades do mundo da bola. Entre as coberturas estão os torneios masculinos e femininos, Sub-17, Sub-20, futsal e, claro, a Copa do Mundo.

Possui um atalho, também, para acompanhar o ranking da federação, que reúne as principais seleções masculinas e femininas. Para manter o usuário munido de novidades, o aplicativo de futebol permite personalização a partir das equipes e campeonatos favoritos.

Você usa outro aplicativo de futebol? Conte para a gente e deixe as suas sugestões nos comentários!

Quebrando a banca: zebra no Brasileirão causou prejuízos milionários a casas de apostas ilegais

Matheus Simoni

A quarta-feira, 12 de julho, primeiro dia de jogos da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com o Whatsapp inundado de áudios da mais pura alegria. Afinidades futebolísticas nada tiveram a ver com isso. As vozes não comemoravam especificamente a vitória do Corinthians sobre o Palmeiras, no Allianz Parque, ou o 1 a 0 do Botafogo para cima do Fluminense. Comemoravam a mais mundana das conquistas: dinheiro. “Prepara o churrasco aí, o biscoito na sexta-feira. Ganhamos R$ 32 mil!”, dizia um deles.

Aquela quarta-feira foi um dia excepcional no mundo das probabilidades. Houve seis jogos, com seis vitórias dos visitantes: Santos, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro e Vasco da Gama ficaram com os três pontos. Azar dos mandantes, e azar maior ainda das casas de apostas informais – e ilegais – do Nordeste, onde esta prática é mais difundida do que em outros centros do país. O incrível sexteto de vitórias na estrada garantiu prêmios que pagavam de 1.000 a 2.200 vezes o valor investido para quem se arriscou na aposta casada, quando você combina dois ou mais resultados em busca de uma cotação maior. Isso significa o seguinte: apostou R$ 10? Levou até R$ 22 mil.

Este mercado informal estabelece-se em bancas físicas nas ruas do Nordeste e por meio de vendedores ambulantes, que promovem páginas hospedadas no Brasil. Após acessar o site ou consultar a banca, o apostador escolhe em quais jogos quer investir, tendo ao seu dispor um cardápio variado de opções: do simples resultado ao número de gols ou até escanteios. Com um bilhete gerado, o “cliente” dirige-se até um cambista, que fica responsável por validar a aposta e receber o dinheiro. Boa parte dessas bancas também atua no jogo do bicho – outra prática proibida pela legislação brasileira.

A modalidade é mais facilmente encontrada em cidades do interior ou em bairros periféricos das capitais. As bancas ficam à frente de pequenas lojas ou dentro de mercadinhos, onde é possível comprar leite, salgadinho, refrigerantes ou apostar no milhar do jogo do bicho. “A gente começou tem pouco tempo”, afirma à reportagem da Trivela o dono de um estabelecimento em Petrolina-PE, que pediu anonimato. “Já teve gente que ganhou R$ 2 mil aqui nesta banca, mas a gente sabe que não pode aparecer muito. É arriscado. Posso perder toda a loja. Eu só vendo porque não tem jeito. Só vendo porque tem quem compre”.

A zebra

A divulgação dos resultados da 13ª rodada deixou milhares de apostadores empolgados com a possibilidade de faturar uma renda extra, muitas vezes bem maior do que seus salários. A sensação era de ter ganhado na loteria, com prêmios citados na casa dos cinco dígitos. Mas esse sentimento durou pouco tempo. Os proprietários de sites e bancas ilegais de apostas esportivas logo admitiram que não havia outra solução senão fechar as portas, diante da impossibilidade de pagar tantos prêmios milionários. No entanto, como a atividade é ilegal, e os administradores das bancas não aparecem, por razões óbvias. Sobrou para os cambistas a missão de tentar, em vão, aplacar a irritação dos vencedores.

“Pessoal, não adianta me ligar, me pressionar, mandar mensagem. Já entrei em contato com o dono da banca e ele falou que é impossível pagar. O prejuízo é milionário. Não vai ter condição de pagar. E vocês sabem que é jogo ilegal. Não adianta ir para à Justiça, não adianta fazer nada. Fechou a tampa do caixão, não vai ter condição de pagar”, diz um cambista em uma mensagem de voz. Em outro áudio, um cambista estima um prejuízo de no mínimo R$ 2 milhões.

O Marjosports, um dos sites que financiam a prática, é sediado no Brasil e registrado em nome de “Jurema Vinte e Nove da Silva”. Ele publicou em sua página inicial um pedido de desculpas, comprometendo-se a honrar todos os pagamentos. “Prezados, neste dia 12/07 tivemos a maior premiação de nossa história. Algo tão grande que não pudemos prever e, por consequente (sic), não pudemos nos preparar antecipadamente. Mas queremos deixar claro nosso compromisso com você que sabe da nossa credibilidade, e que honraremos todos os nossos compromissos, como sempre fizemos nestes anos que estamos juntos”, informa.

O MarjoSports voltou a funcionar e se comprometeu a pagar aqueles que foram premiados. Em sua página oficial do Facebook, o grupo afirmou que, mesmo com alguns cambistas deixando de pagar os valores, honraria os compromissos. “Apesar de muitos cambistas não terem cumprido sua parte, a empresa está resolvendo todos os prêmios, sem exceção”, diz o comunicado.

Outro site que apresentou prejuízo foi o EsporteNet. Também pelo WhatsApp, diversos cambistas relataram que não teriam como pagar o valor premiado. “Se a EsporteNet não fechar as portas, ‘mermão’ dessa vez ela tem que pagar bem. Porque só nas minhas máquinas aqui, se não der mais de R$ 1 milhão negativo, não vai aguentar. Todos os colegas estão do mesmo jeito. Não sei como é que vai ser, não”, revela um deles. O site permanece em funcionamento e continua gerando bilhetes. Após a grande zebra, o EsporteNet publicou nas redes sociais na última semana que está de volta depois de ficar um período “em manutenção”.

Apesar das promessas das principais redes ilegais de apostas, usuários até hoje reclamam da falta de pagamento. “Esses cambistas passaram o bom tempo ganhando o dinheiro do povo e agora vêm com essa conversa de que não tem como pagar. Sinceramente, é muita cara de pau”, diz um alagoano, em uma publicação no Facebook.

Também pelas redes sociais, outro usuário fala sobre o que aconteceu após achar que iria ter um resultado positivo com a aposta. “Nunca ganhei nada com aposta, tanto que apostei tudo nas zebras. Quando parece que vou ganhar, parece que não vou levar. O dono da minha banca sumiu. Joguei R$ 50 e o retorno é R$ 6.540. Parece que só na banca que joguei, o prejuízo é de R$ 1 milhão. Espero que ele apareça e me pague, já dei muito lucro a ele”, declarou um ganhador da Paraíba, que ainda não teve o prêmio pago. Segundo sites de notícias locais, o prejuízo em bancas de apostas do estado pode chegar a R$ 5 milhões.

Agindo na ilegalidade, muitos dos cambistas preferem não dar as caras quando são questionados sobre o esquema após o rombo milionário. A reportagem da Trivela entrou em contato com um dos responsáveis pelo esquema de jogos em uma cidade na Região Metropolitana de Salvador. Após a identificação, o que se notou foi uma série de respostas evasivas e até mesmo uma fuga para evitar falar sobre o negócio. “Veja só, eu estou entrando agora em uma reunião, mais tarde você me liga, tá bom?”, diz. Acontece que o “mais tarde” se resumiu a uma série de tentativas em vão, até mesmo após ligarmos por outros números.

A reportagem também esteve em Petrolina, no sertão pernambucano, onde os responsáveis pelas bancas são ainda mais difíceis de encontrar. Quando localizados, o contato é sempre informal, no meio da rua. Um dos responsáveis pela manutenção da banca custa a se expor e busca sempre os meios que aderem ao anonimato. “A gente pode se falar pelo Zap. Aqui, ‘nas caras’, fica embaçado”. No entanto, na troca de mensagens, respostas evasivas sempre afastam o negociador e tornam difícil a obtenção de informações.

Legislação arcaica e necessidade de atualização

Há, porém, um problema muito maior por trás destas apostas. Por serem ilegais, as bancas por si só já se enquadram em uma contravenção penal. A legislação do Brasil proíbe o funcionamento de cassinos, considerados como “jogos de azar”, sejam eles físicos ou virtuais. Também é vedado o exercício de apostas em eventos esportivos como jogos de futebol, com a exceção de jogos patrocinados pelo próprio governo brasileiro, como a Loteca ou a Timemania. E não adianta reclamar: de acordo com o advogado especialista em direito do consumidor e professor da Faculdade Baiana de Direito, Aurisvaldo Melo, os apostadores que não receberam o dinheiro não têm a quem recorrer. Com isso, o apostador amarga também o prejuízo de não poder ir à Justiça com ações que pleiteiam o pagamento dos prêmios ilegais.

“Quem atua assim está no âmbito da ilicitude e, portanto, não possui nenhuma proteção jurídica. Nessa medida, o eventual ganhador de um jogo dessa natureza não pode se valer do Judiciário para exigir o pagamento de quantia que tenha conquistado numa atividade dessa natureza. Não há jurisprudência favorecendo esse eventual ganhador, até porque, se assim fosse, aplicaríamos o mesmo para o jogo do bicho. Quem atua assim sabe que está atuando por sua própria conta e risco”, alerta Melo.

Segundo o mestre em Direito Penal e professor universitário, Cristiano Lázaro, a legislação brasileira não acompanhou a modernização da sociedade. “As leis penais surgem na ideia de coibir condutas que podem lesar a sociedade em determinado tempo e momento histórico. Contudo, em relação a essas leis, elas não estão de acordo com a sociedade atual”, diz. Para ele, a prática chega a ser “tolerada” em algumas cidades baianas. “Na Bahia, não há muitos casos desses”, afirma Lázaro, que ressalta que as práticas não possuem o mesmo rigor para se punir em comparação com outros crimes de patrimônio, como roubo e furto.

Polícia fecha o cerco

O panorama muda em outra região do Nordeste. No Ceará, em abril deste ano, a Polícia Civil prendeu uma pessoa e apreendeu diversos aparelhos eletrônicos e computadores utilizados em um esquema de apostas que atuava na cidade de Crato, próximo a Juazeiro do Norte. Batizada de Operação “O Jogo Não Acabou”, a ação policial agora é desenvolvida em conjunto entre a Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Material apreendido no Ceará (Foto: Divulgação/MP-CE)

Na última sexta-feira (4), a Polícia Civil da Bahia desencadeou uma operação para prender envolvidos em um esquema criminoso que também utilizava apostas ilegais para obtenção de lucro indevido, mas, desta vez, usando o futebol como chamariz para o velho esquema de pirâmide. Diferente do que ocorre nas bancas de apostas em outras regiões do Nordeste, o grupo agia na cidade de Itabuna e vendia pela internet uma cota para atrair novas vítimas, com a promessa de dinheiro rápido assistindo a jogos de futebol e apostando ao vivo em partidas em um ambiente virtual — no que se convencionou chamar de trading esportivo. Segundo a polícia baiana, o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 200 milhões. Os envolvidos, que ainda não foram presos, vão responder pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e pichardismo.

Funcionava assim: o grupo, batizado de D9 clube, informava em vídeos virais em seu site e nas redes sociais que o percentual de lucro obtido com as realizações das apostas de seus clientes poderia render 33% sobre o valor investido, caso fosse efetuado um pagamento semanal durante um ano. Ao final do ciclo, o valor principal investido poderia ser sacado pelo usuário. Acontece que, como é matematicamente impossível manter 100% de acertos por tanto tempo, boa parte dos lucros eram obtidos pelas cotas pagas por novas vítimas do esquema.

A lei brasileira vigente que veta o “jogo de azar” já ultrapassou os 70 anos, tendo sido criada no governo do presidente Eurico Gaspar Dutra. A classificação é tão antiga que até o texto necessita de atualização. Ao estipular a pena para quem comete o crime, a lei estabelece que o criminoso em questão seja condenado entre três meses e um ano e tenha descontado de dois a quinze contos de réis.

Nos dias de hoje, tramita no Senado Federal uma proposta que pode liberar de vez a proposta dos jogos de azar e estimular uma regulamentação. O texto foi apresentado em 2014 pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e teve relatoria de Fernando Bezerra (PSB-PE). A iniciativa visa aumentar as receitas do governo, possibilitando investimentos em áreas como Saúde, Previdência e Segurança Pública. Após passar pela Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado, a proposta ainda deve passar pelo plenário do Senado e depois ser enviado à Câmara para apreciação dos deputados.

Recentemente, o secretário estadual de Turismo da Bahia, José Alves, declarou que, caso a proposta seja transformada em lei, os baianos podem se aproveitar do fato de possuírem uma série de locais aptos à instalação de cassinos, como em Salvador, Porto Seguro, Chapada Diamantina e em Costa do Sauípe, no Litoral Norte baiano. Para ele, a proximidade de aeroportos de médio e grande porte, aliada à infraestrutura urbana e hoteleira robusta, pode pesar a favor da Bahia. “E isso essas cidades na Bahia dispõem”, explicou.

Outros 500

Diante do problema com as apostas, a primeira impressão do leitor é de que sites como Sportingbet e Bet365, os principais do ramo online, não são confiáveis e estariam infringindo a lei brasileira. No entanto, não é isso que ocorre. Nos dois exemplos, ambos os domínios estão registrados em servidores de paraísos fiscais, que permitem apostas e acabam fugindo de um enquadramento penal no Brasil.

Uma curiosidade: mesmo ficando famosos com propagandas no intervalo de programas esportivos de canais de todo o país, estes sites conhecidos se valem de uma certa malandragem publicitária: as páginas anunciadas, embora tenham o mesmo nome e marca, expõem, de modo bem primário inclusive, estatísticas esportivas ou convites para bolões gratuitos. O Sportingbet, por exemplo, convida o telespectador a acessar o site Sportingbet.tv. Acontece que o endereço não leva ao tradicional portal de apostas, e sim para uma página informativa. No rodapé, há a seguinte mensagem: “Este é um site de informações estatísticas. Não é um site de jogo”. Mas basta digitar “sportingbet” no Google para ser direcionado ao verdadeiro objeto da peça publicitária.

Alheios a discussões jurídicas, aqueles que dedicam seu tempo para apostar pela internet nesses sites sempre colecionam momentos que soam como loucuras para quem não é habituado ao ramo. É o caso de Brendon Hilário, de 24 anos, que usa a atividade como hobby há cerca de um ano. “No começo, minha primeira semana apostando, fiz um dinheiro num jogo do Manchester City apostando em escanteios no primeiro tempo. Aí, me empolguei e mandei metade do bank [quantia disponível para apostar] no segundo tempo numa aposta parecida. Tomei um prejuízo de quase R$100”, conta.

Já o recém-formado engenheiro Felipe Ferreira, de 23 anos, buscou nas apostas uma maneira de ganhar algum dinheiro apenas como diversão, sem compromisso de complementar a renda. “Teve uma vez que eu apostei em oito jogos combinados em uma rodada e acabei ganhando R$ 800. Me empolguei e apostei de novo na outra rodada. Acabei me lenhando. Quase que tenho um prejuízo de R$ 200. Sorte que consegui recuperar e ainda fiquei com 50 conto de sobra”, diz ele, que compara o jogo com as operações nas bolsas de valores. “Você não sabe se aquilo vai lhe dar dinheiro ou não. Você tem que estudar para saber se vale a pena apostar”, afirma Felipe.

O prazer pelas apostas encontra nas redes sociais diversos canais para propagação. No Twitter, o perfil Guia das Apostas, criado por Daniel Leite e Felipe Arce em parceria com o Guia do Futebol, une mais de cinco mil seguidores em busca de dicas e notícias sobre possibilidades de lucros em partidas nos mais variados tipos de esportes. “São dicas diárias. Respondemos dúvidas e DMs. O pessoal do Guia é bem bacana. Os seguidores entendem quando uma dica não bate. Inclusive, porque o intuito é dar a dica para eles analisarem se vale a pena também”, diz Daniel.

Uma de suas apostas mais bem-sucedidas foi uma brilhante virada do Hellas Verona, da Itália, contra o Vicenza, pela Série B neste ano. Jogando em casa, o último clube do carrasco Paolo Rossi perdia por 2 a 1 até os 44 minutos do segundo tempo, quando Bessa empatou a partida e Rômulo, no apagar das luzes, virou para 3 a 2. Após apostar R$ 164 reais antes do jogo, R$ 50 e depois R$ 10 enquanto o Verona perdia, Daniel revela que acabou levando para casa R$ 950. Um belo lucro que, ao contrário dos sortudos desafortunados das casas ilegais do Nordeste, foi pago sem problemas.

Matheus Simoni é baiano, tem 24 anos e é natural de Feira de Santana. Formado em jornalismo pela Unijorge, em Salvador, é repórter há três anos na Rádio Metrópole, também em Salvador. Coincidentemente, seu primeiro dia de trabalho terminou mais cedo por conta da estreia da seleção na Copa do Mundo. Desde então, acredita que o jornalismo esportivo o persegue.

Quebrando a banca – os golpes mais inacreditáveis do mundo

Trapacear em jogos de azar é tão antigo quanto os próprios jogos de azar: desde que surgiram os primeiros cassinos, há histórias de pessoas tentando levar vantagem sobre eles. Mas, com a explosão da indústria do jogo, que só nos EUA arrecada US$ 34 bilhões por ano, as apostas também aumentaram. Roubar no jogo, que antes era só questão de esperteza, virou uma verdadeira ciência – com direito a conceitos da física, equipamentos de última geração e teorias matemáticas complexas. São idéias incríveis, mas o mais incrível mesmo é o fato de elas funcionarem de verdade.

A onda de usar a ciência para roubar nos cassinos começou em 1961, quando um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o matemático Edward Thorp, resolveu se debruçar em um dos jogos de cartas mais simples que existem: o blackjack, que no Brasil se chama vinte-e-um. Os apostadores jogam contra o cassino, e quem tiver a soma mais próxima de 21 ganha. A cada rodada, os jogadores mostram suas cartas. Se você memorizar as cartas que já saíram do baralho, pode deduzir quais ainda estão por vir nas próximas rodadas. Fanático por jogos de azar, Thorp viu nisso uma oportunidade de decodificar a lógica do blackjack. Ele criou um sistema de probabilidades, que testou num supercomputador da IBM e também na prática, visitando mais de 80 cassinos na região de Las Vegas. Toda essa jogatina levou a uma descoberta crucial: quanto mais cartas altas restam no baralho de blackjack, maior é a chance de o apostador ganhar. Levando isso em conta e apostando na hora certa, seria possível levar uma vantagem de até 3,29% sobre o cassino (que, normalmente, leva aproximadamente 1% de vantagem na mesa de blackjack). Thorp escreveu um livro sobre o assunto, que se tornou um best seller e deu origem a uma verdadeira legião de seguidores – que ficaram conhecidos como “contadores de cartas” ou “matemáticos do blackjack”.

Mas havia um problema. O jogador precisava ficar muito tempo fazendo apostas baixas, esperando o momento certo para colocar bastante dinheiro na mesa. Essa oscilação logo despertou a atenção dos cassinos, que aprenderam a identificar os contadores de cartas. Eles não estavam cometendo nenhum crime. Mas, como ganhavam mais dinheiro que os jogadores comuns, irritaram os cassinos – que, em Las Vegas, podem expulsar os apostadores considerados “inconvenientes”. Por causa dessa repressão, a contagem de cartas saiu de moda. Até que, nos anos 90, um grupo de alunos de matemática do MIT ficou rico com uma nova versão do golpe. Agindo em grupo e usando teorias matemáticas ainda mais sofisticadas, eles criaram um sistema de jogo que permitia levar até 40% de vantagem sobre os cassinos. Um banho.

A história virou livro e filme – Quebrando a Banca, que se baseia nos relatos feitos por um dos integrantes do grupo. Na vida real, ele se chama Jeffrey Ma e teria faturado US$ 5 milhões nas mesas de blackjack. Nada mal para um jovem de 25 anos, que tinha acabado de entrar na faculdade. Para despistar os cassinos, Jeffrey e seus amigos orquestraram uma divisão de tarefas. Eles entravam no cassino disfarçados e separados, como se não se conhecessem. O primeiro integrante do esquema se dirigia à mesa e começava a jogar, apostando baixo e memorizando a seqüência de cartas que apareciam na mesa. Quando o momento era propício para apostar, ele fazia um gesto banal, como coçar a orelha. Era o sinal para chamar um comparsa, cuja função era apostar alto para ganhar o máximo em cima do cassino. Os alunos do MIT também refinaram a matemática envolvida. Como o jogo é rápido, os dealers (funcionários do cassino) nem sempre embaralham as cartas muito bem, o que torna possível fazer estimativas sobre a posição delas dentro do baralho – e também prever o momento em que um ás, melhor carta do blackjack, vai aparecer na mesa. Hoje existe um computador portátil, de US$ 2 600, que faz todas as contas necessárias ao golpe (veja no infográfico). Mas, na época, era tudo calculado de cabeça.

E que cabeça… A turma conseguia lucrar até US$ 400 mil a cada fim de semana, o que acabou despertando a atenção dos cassinos. Após uma lucrativa tarde de apostas na cidadezinha de Shreveport, em Louisiana, Jeffrey viu um grupo de seguranças ao redor de uma máquina de fax. Passou por perto e viu sair várias fotos – entre elas, a sua. Só deu tempo de avisar os comparsas e sair correndo, com os seguranças no encalço. “Chegou um momento em que não podíamos mais sentar numa mesa de blackjack sem que um segurança aparecesse atrás de nós”, diz, no livro que conta sua história. Jeffrey conseguiu se afastar dos cassinos, mas não dos jogos: seu atual negócio é um site de apostas sobre esportes.

Os gênios do MIT não foram os únicos a aplicar estratégias científicas para tentar levar vantagem no jogo. Em alguns casos, as técnicas são tão engenhosas que nem podem ser consideradas trapaça. Como no caso de Dominic LoRiggio, que viria a ser conhecido pelo apelido de Dominador.

Newton na mesa

Dono de uma pequena empresa de softwares, LoRiggio freqüentava cassinos de Atlantic City nos fins de semana para jogar blackjack. Mas, um dia, a mesa de dados chamou sua atenção. Ele percebeu que algumas pessoas não jogavam os dados a esmo; faziam algo com eles antes de atirá-los. LoRiggio ficou curioso, e descobriu que um engenheiro chamado Chris Paulicky havia estudado a física da coisa. E que o tal engenheiro dava aulas ensinando sua técnica. LoRiggio resolveu pagar US$ 500 para assistir ao curso, e se surpreendeu ao descobrir que a coisa funcionava. Depois de alguns meses de treinamento, ele conseguiu aumentar suas chances de vitória a ponto de reverter a vantagem do cassino no jogo de dados. “Ser o Dominador virou uma paixão para mim. E me fez rico. Comprei propriedades e vivo em alto estilo”, diz ele. Essa fama fez o Dominador ser banido da maioria dos cassinos americanos – exceto algumas casas em Las Vegas, onde ainda consegue jogar. “Semana passada, ganhei US$ 50 mil em uma hora”, diz LoRiggio, que explica por que os dados são a melhor maneira de ganhar dinheiro num cassino. “Os dados, e portanto o jogo, estão inteiramente na sua mão. Não é como no vinte-e-um, em que você pode ter uma vantagem matemática, mas ainda depende das cartas.” Nos últimos anos, LoRiggio também entrou no mercado “educativo”. Escreve livros, ministra cursos e vende um dvd duplo – por US$ 300 – sobre sua técnica. Tudo em sociedade com Frank Scoblete, outro jogador com vasta experiência nos dados. “Como em qualquer esporte, controlar os dados é uma combinação de técnica e disciplina mental. Qualquer pessoa pode ficar boa o suficiente”, diz. Tudo consiste em posicionar os dados antes de jogá-los e fazer o arremesso num ângulo definido (veja no infográfico). Para dificultar o truque, os cassinos criaram uma regra: o arremesso sé vale se os dados quicarem na lateral da mesa. Mas Scoblete diz que a técnica funciona mesmo assim, e debocha dos céticos: “Os cassinos precisam continuar tomando o dinheiro dessas pessoas”.

Pode parecer difícil de acreditar, mas não faltam exemplos que comprovam a eficácia da física newtoniana nos cassinos. Inclusive num dos jogos mais imprevisíveis: a roleta. Lembra-se daquelas equações que você aprendeu na escola, que usam a posição, a velocidade e a aceleração de um corpo para calcular onde ele vai estar daqui a um determinado tempo? Pois é. Aplicando uma versão um pouco mais complexa dessa fórmula à roleta, é possível estimar em que número a bolinha vai parar. Ou melhor: existe um computador portátil, que custa cerca de R$ 32 mil, que se encarrega da tarefa (veja no infográfico). Em 2003, uma mulher da Hungria e dois comparsas da Sérvia foram pegos no Cassino do Hotel Ritz, em Londres, usando um computador desse tipo. O equipamento deles era ainda mais sofisticado, pois usava um laser acoplado a um celular para escanear a bola e a roleta e medir a velocidade de ambos com ainda mais precisão. Só na primeira noite, o trio ganhou 100 mil libras (cerca de R$ 320 mil). Na segunda noite, mais confiantes, eles simplesmente arrebentaram – embolsaram nada menos do 1,2 milhão de libras (R$ 3,8 milhões). O grupo só foi pego por causa do ponto fraco de muitos dos ladrões de cassino: a ambição. Eles ganharam tanto, em tão pouco tempo, que os seguranças desconfiaram. Bastou uma revista para encontrarem computador, celular e fones de ouvido escondidos com os trapaceiros. Até no pôquer, que é um jogo extremamente complexo (tem mais de 2,5 milhões de combinações possíveis de cartas e o blefe, um elemento impossível de calcular), os golpistas high tech já descobriram um jeito de levar vantagem. A tática é banal, marcar as cartas. Mas com alta tecnologia. Enquanto os velhos trapaceiros usavam unhas e anéis, hoje em dia a moda é a tinta invisível, que só pode ser vista usando óculos, lentes de contato ou câmeras de vídeo especiais. O kit básico, que inclui tinta suficiente para marcar 40 baralhos e um par de óculos especiais, sai por US$ 300. Um dos sites que oferecem esse produto pertence a Jeff Spiller, ex-contador de cartas de blackjack e bacharel em ciência da computação. Ele diz que a tinta só deve ser usada para “entretenimento”. “Eu não recomendo usar cartas marcadas num cassino. É ilegal, e eles costumam ter uma segurança muito eficiente”, diz Spiller. Segundo ele, os cassinos estão entre os principais compradores de tinta invisível e outros equipamentos de trapaça. “Eles querem saber o que as pessoas vão usar para tentar enganá-los.”

Na era da informática, nem os caça-níqueis estão a salvo. Kevin Mitnick, maior hacker de todos os tempos, conta um caso impressionante em seu livro A Arte de Invadir. Quatro mestres em computação arranjaram uma cópia do software usado nas máquinas de caça-níqueis e descobriram uma brecha: era possível prever em que momentos a máquina daria os prêmios mais altos. Batata: lá se foram os 4, munidos dessa informação e de um cronômetro, fazer um verdadeiro rapa em Las Vegas. O esquema durou 4 anos, e rendeu US$ 1,6 milhão. Até que um dos hackers foi pego pelos seguranças de um cassino. Como não estava fazendo nada ilegal, ele não foi preso. Mas o susto foi suficiente para acabar com a brincadeira.

Olhos no céu

É claro que os cassinos não ficam parados. Muito antes que os circuitos internos de vigilância se tornassem um equipamento comum em empresas e condomínios, a indústria do jogo já tinha as suas – em Las Vegas, cada cassino tem em média 2 mil câmeras, num sistema que é conhecido como eyes in the sky (“olhos no céu”, em inglês, numa referência à localização das câmeras, que geralmente ficam camufladas no teto do cassino). Mas é muito difícil ficar atento a tudo – nos maiores cassinos, chegam a passar mais de 10 mil pessoas por dia. Por isso, as câmeras são conectadas a um sistema de computadores que faz reconhecimento facial. Quando uma mesa apresenta atividade suspeita, ou seja, tem algum jogador que está ganhando demais, basta dar um clique no computador para que ele enquadre o rosto daquela pessoa e verifique se ela está na lista negra dos trapaceiros, que é compartilhada por todos os cassinos. O sistema é capaz de reconhecer as pessoas mesmo que elas estejam usando disfarces.

A última inovação contra a fraude são os chips com a tecnologia RFID (sigla em inglês para Radio Frequency Identification). Alguns cassinos estão começando a instalar esses chips dentro das suas fichas – que são utilizadas como dinheiro nas mesas de jogo. Como eles transmitem sinais de radiofreqüência, tornam possível acompanhar toda a movimentação das fichas, e portanto saber tudo o que cada apostador fez dentro do cassino: em que mesas jogou, por quanto tempo, o que ganhou ou perdeu em cada mesa. Além de permitir um rastreamento muito mais preciso, a RFID inibe a ação dos golpistas, pois dificulta o uso de “laranjas” na hora de trocar as fichas por dinheiro (não adianta colocar outra pessoa para pegar o dinheiro, pois a grana fica associada a você).

Os trapaceiros não desistem, e apostam ainda mais alto: eles estão migrando para a internet, onde os jogos de azar já movimentam US$ 12 bilhões por ano. O golpista instala em seu computador um “bot”, que é um software capaz de jogar pôquer ou outros tipos de carteado. Aí, entra em algum cassino virtual e coloca o bot para apostar contra as pessoas que estão online. Como o computador consegue calcular todas as probabilidades do baralho, leva uma bela vantagem sobre os jogadores de carne e osso – que acabam depenados. Por enquanto, os softwares ainda são relativamente fracos e não conseguem vencer os jogadores mais experientes. Mas pode ser que isso aconteça, e em breve. “Há bons motivos para acreditar que, nos próximos dois anos, os bots dominem o pôquer online”, disse à revista inglesa Focus o cientista e jogador profissional Tom Sambrook. No século 21, os jogos de azar têm cada vez menos cara de jogo; e cada vez mais cheiro de azar.

1. BLACKJACK

Como se joga – O dealer distribui duas cartas para cada um dos jogadores e pega duas para si. Cada pessoa soma os números das cartas que tem nas mãos. Cada jogador pode pedir mais cartas, se quiser. Todo mundo mostra o que tem na mão: quem tiver uma soma mais próxima de 21 ganha.

Como levar vantagem – A idéia é memorizar os números que vão saindo do baralho. Com isso, é possível saber quais cartas ainda vão aparecer durante o jogo. O ideal é apostar quando houver muitas cartas altas – pois isso dá uma vantagem matemática ao apostador.

1. Contagem – Usando um minicomputador, o jogador registra a seqüência de cartas que vão sendo abertas na mesa. Ele digita, num miniteclado de 4 botões que fica escondido sob a sua roupa , um código para representar cada uma das cartas.

2. Estratégia – O computador mede a probabilidade de aparecerem cartas altas na próxima rodada. Quando a situação é favorável, ele avisa: “Aposte alto”. O jogador ouve essa mensagem por um fone de ouvido. E faz um gesto específico, como coçar a cabeça.

3. Aposta – É o sinal para que um comparsa se aproxime. Enquanto seu parceiro continua anotando as cartas da mesa, ele entra no jogo e aposta alto. Se o golpe for perfeitamente sincronizado, é possível conseguir até 40% de vantagem sobre o cassino.

Como se joga – O jogador aposta no número da roleta em que a bolinha vai parar. Também é possível apostar em características do número – como preto ou vermelho, par ou ímpar. Se ele errar a aposta, ou se a bolinha cair no número 0, o cassino embolsa o dinheiro.

Como levar vantagem – Usando conceitos básicos da física e um computador especial. A idéia é calcular as forças envolvidas para adivinhar onde a bolinha vai parar – e usar essa informação para fazer uma aposta certeira enquanto a roleta ainda está girando.

1. Preparação – O jogador tem um minicomputador escondido na manga que é capaz de calcular a trajetória da bolinha em relação à roleta – e, com isso, prever em que casa ela vai parar. É preciso fornecer dois dados à máquina: a velocidade da bola e da roleta.

2. Olho vivo – O jogador utiliza 3 referências: um ponto na mesa, uma casa da roleta (previamente programada no computador) e a bolinha em si. Cada vez que esses elementos se cruzam, ou a bolinha passa por algum deles, ele dá um clique no computador.

3. Aposta – O computador diz onde a bolinha vai parar. Um cúmplice ouve a mensagem por meio de um fone de ouvido e faz sua aposta. Para aumentar as chances, também aposta nas casas vizinhas à indicada pelo computador (35, por exemplo).

Como se joga – O jogador lança os dois dados. Se a soma deles der 7 ou 11, ganha. Se a soma for 2, 3 ou 12, perde. Saindo qualquer outro resultado, o jogador pode repetir a aposta – e ganha se conseguir duas vezes a mesma soma (6 e 6, por exemplo).

Como levar vantagem – Desenvolvendo uma técnica manual para arremessar os dados com alta precisão, o que aumenta a probabilidade de tirar os números necessários.

1. Planejamento – O jogador escolhe a posição dos dados , ou seja, os números que vão ficar para cima, conforme o resultado que deseja. Para conseguir um par de 5, por exemplo, o ideal é posicionar os dados com o número 6 virado para cima.

2. Pegada – O jogador pega os dados com a ponta dos dedos, sem alterar sua posição inicial (os números que estão para cima). Além de facilitar o lançamento dos dados, essa técnica evita que eles rolem dentro da mão do jogador, o que estragaria o arremesso.

3. Arremesso – O lançamento deve ser fraco e num ângulo de 45o. A idéia é fazer com que os dados percorram a mesa com o mínimo de velocidade. Isso minimiza a energia cinética e a rotação deles, aumentando a chance de que caiam na posição desejada.

Como se joga – Cada jogador recebe 5 cartas. As possíveis combinações entre elas formam um ranking. Ganha quem tiver a combinação mais valiosa. Ou fizer os outros jogadores acreditar que têm boas cartas (blefe), estimulando-os a saírem da rodada.

Como levar vantagem – Conhecendo as cartas dos outros. Sabendo o que eles têm na mão, é possível deduzir se você vai ganhar ou não. E tomar a decisão mais adequada para cada situação: aumentar a aposta ou desistir, minimizando os riscos e maximizando os lucros.

1. Marcação – O jogador leva uma tinta especial escondida em um potinho no bolso. Ele suja o dedo de tinta e marca o verso das cartas que recebe, com um padrão que permite reconhecê-las depois (um ás, por exemplo, é identificado por dois pontos).

2. Próxima rodada – Ao término de cada rodada, os apostadores devolvem suas cartas ao dealer. Ele embaralha tudo e as redistribui entre os jogadores. O trapaceiro aproveita para pintar mais cartas. Após algumas rodadas, boa parte do baralho já está marcado.

3. Olho mágico – A tinta usada para marcar as cartas é invisível. Mas o golpista usa uma lente de contato especial , que permite enxergar as marcações. Olhando o verso das cartas dos adversários , ele sabe o que cada um tem na mão. E leva vantagem.

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