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Sites de apostas sao legais no brasil

Enrico NazaréAutor da publicação: Enrico Nazaré

Os registros mostram que o Sky Bet tinha um verdadeiro dossiê de informações sobre Gregg. A empresa, ou um dos provedores de dados contratados para coletar informações sobre os usuários, tinha acesso a registros bancários, detalhes de hipotecas, coordenadas de localização e um retrato íntimo de seus hábitos de apostas em caça-níqueis e partidas de futebol.

Depois que Gregg parou de jogar, o software que fazia o perfil de dados do Sky Bet o rotulou como um cliente a "reconquistar". Recebeu e-mails oferecendo a chance de ganhar mais de US$ 40 mil em máquinas caça-níqueis, depois que o software de marketing percebeu que ele provavelmente os abriria. Um modelo preditivo chegou a estimar quanto ele valeria se começasse a jogar novamente: cerca de US$ 1.500.

Gregg aprendeu sobre os bastidores do rastreamento de dados depois de contratar um advogado e utilizar as leis de proteção de dados do Reino Unido, que exigem que as empresas compartilhem os dados pessoais que mantêm sobre os usuários. Ele queria saber se o Sky Bet havia traçado seu perfil e o tinha como alvo, mesmo enquanto ele tentava parar de fazer apostas.

Gregg compartilhou os documentos com a condição de que seu nome completo não fosse divulgado, por temer que os detalhes prejudicassem sua carreira e atrapalhassem o relacionamento com a família e os amigos. O Sky Bet, que se recusou a fazer comentários para este artigo, não contestou que os registros eram autênticos.

Conforme os aplicativos de jogos de azar explodem em popularidade no mundo todo, os documentos mostram até que ponto um dos aplicativos mais populares do setor de jogos de azar adotou algumas das técnicas de rastreamento e criação de perfil mais invasivas da internet. Segundo críticos do setor, em vez de os dados identificarem jogadores problemáticos como Gregg e ajudá-los, eles são usados para manter os apostadores viciados.

Nos aplicativos de jogos de azar, como o Sky Bet, fazer uma aposta é mais fácil que chamar um Uber. Muitas pessoas os veem como uma diversão inocente, mas, para um grupo de especialistas em vício em jogos de azar, ativistas de privacidade de dados e críticos do setor no Reino Unido – o maior mercado de jogos de azar do mundo –, os documentos são um alerta a apostadores e aos órgãos reguladores de países como os Estados Unidos, onde serviços semelhantes estão crescendo rapidamente. Mais de uma dúzia de estados, incluindo Nova Jersey, Nevada e Virgínia, agora permitem jogos de azar baseados em aplicativos.

Os críticos, que dizem que as empresas por trás dos aplicativos requerem mais supervisão, estão pedindo leis mais duras para identificar apostadores problemáticos e evitar que os dados sejam usados de forma fraudulenta e predatória.

"Onde quer que as empresas de jogos de azar operem, deve haver um entendimento real sobre como os dados são parte integrante do negócio. Quando começamos a olhar para dentro, como nesse caso, vemos como as vulnerabilidades são exploradas pelas plataformas", afirmou Ravi Naik, o advogado londrino responsável por obter os dados de Gregg.

Gregg no Reino Unido (Jaime Molina/The New York Times)

Naik observou que os dados obtidos até agora são apenas uma peça do quebra-cabeça. Ele entrou com ações legais adicionais no Reino Unido para descobrir mais detalhes sobre o que as empresas de apostas fazem com os dados coletados, e se esses dados são usados para personalizar ofertas e criar outros incentivos para atrair clientes, particularmente os apostadores mais vulneráveis. Um relatório da Câmara dos Lordes, publicado no ano passado, revelou que 60 por cento dos lucros do setor viveram dos cinco por cento de clientes considerados "apostadores problemáticos" ou em risco de se tornar. "Estamos tentando ampliar a transparência. Os advogados não deviam ter tanto trabalho para descobrir o que está acontecendo", comentou Naik.

O Sky Bet foi o aplicativo de apostas mais popular do Reino Unido no ano passado, baixado cerca de 140 mil vezes por mês, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Apptopia. Anteriormente controlado pelo Sky, o conglomerado midiático de Rupert Murdoch no Reino Unido, o aplicativo pertence agora à Flutter Entertainment, que possui uma série de aplicativos de cassino e faturou cerca de US$ 7,4 bilhões no ano passado.

A Flutter, assim como o Sky Bet, não quis fazer comentários. Na política de privacidade da Sky Bet, que tem mais de dez mil palavras, a empresa diz que coleta informações pessoais, incluindo histórico de navegação, gastos, dados demográficos e informações comportamentais, como os esportes nos quais uma pessoa gosta de apostar. Os dados, que podem ser compartilhados com pelo menos 12 serviços de jogos de azar que pertencem à Flutter, são usados para marketing e personalização, enquanto as informações financeiras são coletadas para proteção contra lavagem de dinheiro e fraude, de acordo com o documento.

Em pelo menos oito trechos da política de privacidade, a empresa sugere que os usuários que não querem ter todos esses dados coletados "não utilizem nossos serviços e fechem sua conta".

Nigel Eccles, ex-CEO da FanDuel, que pertence atualmente à Flutter e é um dos maiores aplicativos de jogos de azar dos Estados Unidos, disse que as empresas de apostas on-line realizam um extenso trabalho de análise de dados para identificar os melhores clientes. As empresas veem quanto as pessoas estão apostando e tentam prever o que as fará gastar mais. Mas ele disse que as empresas de jogos de azar estão em uma posição delicada, porque seus melhores clientes também podem ter problemas com jogos de azar. "O problema não é o fato de terem acesso a esses dados, mas o que eles fazem com isso. Se você usar esses dados de uma forma prejudicial para os usuários, de maneira consciente ou não, isso se torna um problema sério", apontou Eccles, que agora administra um serviço de bate-papo para fãs de esportes.

Naik, um dos responsáveis por descobrir o uso indevido de dados pela empresa de consultoria política Cambridge Analytica, foi contatado no ano passado por Gregg, que buscava ajuda para obter cópias dos dados armazenados pelo Sky Bet e pelas empresas que fazem o perfil dos usuários.

Os dados a que ele e Naik tiveram acesso incluem 34 páginas que detalham o histórico financeiro de Gregg, obtido por uma empresa chamada CallCredit, que faz análise de fraudes e de identidades para o Sky Bet. O dossiê continha informações sobre suas contas bancárias, dívidas e hipotecas, com detalhes até sobre os pagamentos mensais. Em negrito, estava um empréstimo inadimplente, feito em março de 2019.

Outra empresa usada pelo Sky Bet, a Iovation, forneceu uma planilha com quase 19 mil campos de dados, incluindo números de identificação dos dispositivos usados por Gregg para fazer depósitos em sua conta no aplicativo de apostas e informações de rede sobre onde esses depósitos foram feitos.

A TransUnion, grande agência americana de pontuação de crédito, proprietária da CallCredit, da Signal e da Iovation, divulgou que respeita as leis de proteção de dados e que as plataformas de jogos de azar usam seus serviços de várias maneiras, inclusive para detectar fraude e lavagem de dinheiro.

O Reino Unido está na vanguarda das apostas on-line. Em 2020, o mercado de aplicativos de jogos de azar no Reino Unido chegou a US$ 7,3 bilhões, quase o dobro do segundo maior mercado, o Japão, de acordo com a Global Betting and Gaming Consultants, grupo de pesquisa do setor. Recentemente, quatro dos cinco principais aplicativos de esportes gratuitos da App Store da Apple no Reino Unido estavam relacionados a jogos de azar. As empresas possuem e patrocinam times de futebol e dominam a publicidade durante eventos esportivos televisionados.

O país está no centro do debate global sobre a regulamentação da nova geração de aplicativos de apostas. O governo iniciou uma revisão das leis que regulamentam os jogos de azar para debater novas regras para o uso de dados e para a realização de verificações de acessibilidade, de acordo com a agência responsável pela revisão.

Os legisladores deveriam aprovar novas regulamentações que permitam às empresas usar dados para detectar jogadores problemáticos, mas limitar como esses dados podem ser usados para marketing e outros objetivos comerciais, de acordo com James Noyes, pesquisador sênior da Social Market Foundation, think tank com sede em Londres. "Eles detectam seu padrão de aposta, aquilo de que você gosta e não gosta, suas tendências de gasto e a exposição ao risco. Coletam informações a seu respeito e depois usam isso contra você."

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  • Sabe para onde os bilionários Lemann, Telles e Sicupira estão olhando agora?

    Sabe para onde os bilionários Lemann, Telles e Sicupira estão olhando agora?

    O trio de bilionários da 3G Capital e seus familiares estão aumentando sua aposta em imóveis no Brasil, em um momento em que a economia patina sob efeitos da pandemia do Covid-19.

    Empresas ligadas a Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira aumentam suas apostas em escritórios, centros de conveniência e construção de apartamentos para aluguel de longa duração. O objetivo é aproveitar as oportunidades criadas pela pandemia em um país que lidera o mundo em mortes diárias da doença.

    “Os próximos 18 meses serão muito desafiadores para o setor de imóveis comerciais, e esse é o momento de fazer compras, porque os vendedores tendem a flexibilizar preços”, disse Fabio Itikawa, diretor financeiro da São Carlos Empreendimentos e Participações (SCAR3) , empresa criada pelos fundadores da 3G e que agora é de propriedade de seus herdeiros.

    O Brasil vive sua pior fase da pandemia, com mais de 340.000 mortos pela doença e recordes diários sendo quebrados no número de novos casos. As vacinações estão progredindo lentamente, com apenas 2,9% de seus 212 milhões de habitantes totalmente imunizados, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A economia está passando por dificuldades, com setores de atividade fechados, aumento do desemprego e queda no crescimento.

    Centros comerciais

    Centros comerciais

    A situação, porém, criou possibilidades para a São Carlos, especializada em compra, reforma e revenda de escritórios.

    Em fevereiro, a empresa anunciou a aquisição de três andares do Morumbi Office Tower, no bairro Chácara Santo Antonio de São Paulo, por R$ 44 milhões. O vendedor era uma família rica, que enfrentava problemas de vacância e de inquilinos insatisfeitos pedindo descontos no aluguel, disse Itikawa, sem identificar o proprietário.

    A São Carlos também anunciou um acordo para a compra de um centro comercial na cidade de Cotia por R$ 33 milhões.

    A estratégia deles é renovar centros comerciais de conveniência, atraindo inquilinos como drogarias, bancos, supermercados e outras empresas de serviços essenciais que permanecem abertos durante o pior da pandemia, disse ele. Diferentemente de shoppings centers, que foram fechados nas fases mais agudas da pandemia, centros comerciais têm estruturas a céu aberto e concentram serviços essenciais. Em 2020, os da São Carlos registraram um aumento de 12% nas vendas, disse Itikawa.

    A empresa tem cerca de R$ 700 milhões disponíveis para compras adicionais, incluindo dinheiro e dívida, segundo ele.

    ‘Melhores oportunidades’

    ‘Melhores oportunidades’

    Os preços dos imóveis comerciais em São Paulo subiram 0,65% nos 12 meses encerrados em fevereiro, segundo o Índice FipeZap, ante inflação de 5,2% no mesmo período.

    “Quando o mercado vai mal é que você tem as melhores oportunidades”, disse Itikawa.

    Lemann, Telles e Sicupira detêm uma fortuna combinada de US$ 44 bilhões, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. Eles são mundialmente conhecidos por alguns dos maiores negócios no setor de consumo, e detêm participações na Anheuser-Busch InBev NV, a maior cervejaria do mundo, e na Restaurant Brands International, a empresa por trás do Burger King (BKBR3).

    Ricos do mundo todo têm aproveitado a pandemia para comprar ativos imobiliários com preços mais baixos. Os bilionários irmãos Reuben compraram hotéis recentemente em Nova York e Veneza, enquanto a unidade de negócios imobiliários do homem mais rico da Tailândia, Charoen Sirivadhanabhakdi, disse que também planeja adquirir hotéis com pagamentos de dívida em atraso no país, apostando em um rápido renascimento do turismo conforme o Sudeste Asiático reabrir para visitantes estrangeiros.

    Os ativos imobiliários dos fundadores do 3G vieram em parte das Lojas Americanas (LAME4), a varejista brasileira que eles possuem há mais de quatro décadas. A São Carlos foi originalmente criada para administrar lojas da empresa antes de voltar seu foco para escritórios.

    Apartamentos de aluguel

    Apartamentos de aluguel

    Eles também são compradores em outro canto do mercado imobiliário brasileiro. Telles e um dos seis filhos de Lemann, Jorge Felipe Lemann, mais conhecido como Pipo, são sócios da JFL Holding, especializada na compra de terrenos para construção de prédios de apartamentos para aluguel em bairros nobres de São Paulo.

    “Começamos em 2015 e nosso plano era crescer por meio de projetos greenfield para ter mais controle sobre o preço do condomínio”, disse Carolina Burg, uma das fundadoras e sócias da JFL.

    Mas depois que as recessões de 2015 e 2016 no Brasil criaram oportunidades de compra, a empresa mudou de estratégia e acabou adquirindo alguns edifícios já construídos.

    Os apartamentos alugados da JFL são mobiliados, oferecendo serviços como limpeza, manutenção e até café da manhã com aluguéis que variam de R$ 7.800 reais a R$ 53.000 por mês. Embora a pandemia tenha reduzido a demanda de executivos, que passaram a viajar menos, a empresa conseguiu compensar com contratos mais longos de pessoas que buscavam casas maiores, disse ela.

    A JFL comprou recentemente dois imóveis em São Paulo, um no bairro dos Jardins, onde construirá dois prédios, e outro na rua General Mena Barreto, próximo ao Parque do Ibirapuera. A empresa está negociando outros quatro prédios e tem de R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão para investir neste ano, disse Burg.

    A carteira de imóveis do JFL valerá cerca de R$ 2,5 bilhões quando todos os edifícios estiverem prontos, ela estimou.

    “Há muito espaço para crescer, mas queremos buscar retornos atraentes”, disse Burg. “Precisamos ter cautela, porque com juros baixos há muito mais compradores competindo conosco no mercado imobiliário residencial e algumas coisas estão sendo vendidas a preços absurdos.”

    Apostas Real Madrid – Barcelona: Odds e Prognósticos

    Apostas Real Madrid – Barcelona: Odds e Prognósticos

    E sta é uma das maiores rivalidades da história do futebol mundial. A dicotomia entre Real Madrid e Barcelona transcende os relvados e tem por base forte componente cultural, ideológica, social e até política. Este sábado (dia 10) será jogada mais uma edição do célebre “El Clásico”. O estádio Alfredo Di Stéfano, em Valdebebas, vai acolher um desafio muito importante na luta pelo título, com a liderança (provisória) em discussão. Os primeiros prognósticos para apostas estão lançados…

    1. Vinícius, o “menino” do momento

    O Real Madrid levou o Liverpool “ao tapete” na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões 2020/21, ao vencer por três bolas a uma em Valdebebas, corolário de uma boa exibição da equipa da capital espanhola, que aproveitou em pleno as fragilidades defensivas do opositor. No rescaldo de uma exibição competente do ponto de vista coletivo, no cômputo individual o principal destaque foi para o “menino” Vinícius Júnior. O jovem brasileiro de 20 anos deu um importante contributo para a vitória “merengue” ao apontar o seu primeiro “bis” desde a chegada à capital espanhola, em 2018. É certo que o avançado brasileiro não é um finalizador por excelência e até surge mais vezes no papel de assistente que de marcador, mas depois de marcar dois golos aos “Reds”, Vinícus está altamente motivado, intratável e determinado em continuar a ajudar o Real Madrid, perspetivando-se que assuma a titularidade neste clássico com o intuito de causar estragos na defesa “Culé”.

    Um golo de Vinícius Júnior a qualquer altura do desafio “paga” a 4.20 na Bet.pt.

    2. “Leo nuestro, que estás en los cielos”

    Leo Messi cumpriu 33 anos de idade a 24 de junho de 2020 e Cristóbal Soria, interveniente no painel do programa espanhol “El Chiringuito”, dedicou-lhe toda uma oração na qual constava o trecho “seja feita a Vossa vontade, em Camp Nou como no Bernabéu”. Os adeptos do Barcelona comungam desta fé num jogador que (escusado será dizer) pode alterar o destino de um desafio a qualquer momento. Neste caso, será em Valdebebas e não no Bernabéu, mas os adeptos catalães anseiam por mais um “one man show” neste clássico. As aspirações do Barça nesta visita a Madrid dependem bastante daquilo que Leo Messi conseguir fazer e o astro argentino quer liderar a “rebelião catalã” neste desafio.

    A hipótese de Leo Messi marcar está cotada a 2.00 na Bet.pt.

    3. E se a história (recente) se repetir?

    O Barcelona não vence o Real Madrid há três jogos. Na última época, o Real começou por ir empatar sem golos a Camp Nou, ao passo que o duelo da segunda volta culminou com um triunfo “merengue” por duas bolas a zero, golos da autoria de Vinícius Júnior aos 71 minutos e Mariano Díaz já em tempo de compensação. Já na primeira volta da atual edição da La Liga, Fede Valverde deu vantagem ao Real logo aos cinco minutos, Ansu Fati empatou aos oito e só se verificariam mais golos na segunda parte. Sérgio Ramos desfez a igualdade na conversão de uma grande penalidade e Luka Modric selou as contas ao minuto 90. Uma coisa é certa: dois dos quatro marcadores desse jogo não poderão repetir a façanha neste encontro, dado que tanto Ansu Fati quanto Sérgio Ramos se encontram arredados das contas devido a lesões. E se, após uma igualdade no primeiro tempo, o Real conseguir voltar a selar a vitória na segunda parte?

    A possibilidade de o encontro chegar empatado ao intervalo e de culminar com uma vitória do Real Madrid está cotada a 7.00 na Bet.pt.

    4. Igualdade com golos

    Se algumas das duas equipas vencer em Valdebebas, assumirá a liderança da La Liga, ainda que à condição. Caso o Real leve a melhor, colar-se-á ao Atléti com 66 pontos – os “Colchoneros” só jogam no domingo -, beneficiando de vantagem no confronto direto, ao passo que uma vitória do Barça permitirá à equipa catalã liderar com dois pontos de vantagem. E se o duelo terminar empatado? A probabilidade não é assim tão remota e a hipótese de termos um empate com pelo menos dois golos no encontro parece-nos um cenário plausível, passível de ser explorado nos mercados disponibilizados pelas Casas de Apostas…

    A hipótese de o encontro terminar empatado e com mais de 1.5 golos está cotada a 4.25 na Bet.pt.

    5. Novo início fulgurante?

    Na primeira volta, a 24 de outubro, o “clássico” começou a “todo o gás” com dois golos antes de estarem cumpridos dez minutos. Fede Valverde inaugurou o marcador aos cinco minutos e Ansu Fati igualou a contenda aos oito. Será que, desta feita, alguma das duas equipas se conseguirá adiantar no marcador logo nos primeiros instantes? Marcar primeiro poderá ser muito importante neste duelo de grande importância na corrida pelo título espanhol.

    Jorge Coelho: “Quando era miúdo o meu avô comprava queijos da Serra e depois ia a Lisboa vendê-los”

    Artigo publicado originalmente no caderno Et Cetera do Jornal Económico a 3 de fevereiro de 2017. O JE volta a publicar esta reportagem e entrevista a 7 de abril de 2021, no dia da morte do ex-ministro português.

    Jorge Coelho dispensa apresentações: político, gestor, empresário, nunca se livrou de polémicas, muitas vezes porque os críticos entenderam que todas estas áreas se misturaram demasiado. Desde há uns tempos, insistiu em separar mais as águas. E regressou à terra. À Serra da Estrela, de onde veio. De chefe da máquina partidária do PS a ministro Adjunto, da Presidência do Conselho de Ministros, da Administração Interna, bombeiro sempre de serviço nas equipas de António Guterres, ex-primeiro-ministro, Jorge Coelho é reconhecido, essencialmente, como político.

    Demitiu-se do governo de Guterres a 4 de março de 2001, na sequência da trágica queda da ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios. Mas passou a sentar-se no Conselho de Estado, sempre sob os holofotes. Demitiu-se em abril de 2008, para regressar a outro tipo de ribalta, com o surpreendente cargo de CEO na maior construtora portuguesa, a Mota-Engil. O que lhe mereceu mais fortes críticas na praça pública. No entanto, o seu desempenho sempre foi elogiado na casa de Amarante, de tal forma que ainda se mantém como presidente do conselho consultivo do grupo da família Mota.

    Afastou-se da presidência executiva da construtora quase cinco anos depois de a ter assumido, invocando “razões pessoais”. Na altura, muitos consideraram estranha esta decisão, mas agora percebe-se que Jorge Coelho quis um novo desafio para a sua vida, mais recatado. Mesmo uma espécie de segunda vida.

    Sem abandonar o bulício das cidades e adepto do contacto com os populares, um pouco ‘à la Soares’, Coelho decidiu voltar às raízes, à incontornável Serra da Estrela. E, agora, dois dias por semana, pelo menos, passa-os em Mangualde, logo abaixo de Viseu, na sua última criação: a Queijaria Vale da Estrela, produtora certificada de queijo da Serra da Estrela, a primeira do concelho, integrado na região demarcada deste produto DOP – Denominação de Origem Protegida.

    Não deixa de vir a Lisboa, principalmente para as gravações do programa televisivo da SIC, ‘Quadratura do Círculo’ [mais tarde na TVI, ‘Circulatura do Quadrado’], mas a sua nova paixão está ali, na serra, com um projeto empresarial que arrancou em novembro e ainda está a dar os primeiros passos. E o sentido desta nova vida de Jorge Coelho não é só por questões financeiras – como qualquer empresário, quer ganhar dinheiro com esta iniciativa –, mas por razões sentimentais e familiares.

    “Já tinha uma ideia, há bastante tempo, de desenvolver um projeto aqui na região. Há uns anos estava num evento em Penalva do Castelo, quando várias pessoas me fizeram aperceber que o concelho de Mangualde era o único que estava na região demarcada de produção do queijo da Serra da Estrela que não tinha uma queijaria”, confidencia ao Jornal Económico.

    “Mangualde tem produtores de queijo da Serra, mas ninguém tinha ainda desenvolvido um projeto para produzir queijo certificado aqui em Mangualde. E, depois, tenho aqui fortes razões emocionais. Quando era miúdo e tinha cinco ou seis anos, o meu avô comprava queijos da Serra da Estrela, aqui em Mangualde e na zona à volta, e depois tinha uma queijaria onde os acabava de curar. Depois, ia a Lisboa vendê-los às três ou quatro grandes cadeias de distribuição gourmet da altura, como a Jerónimo Martins e o Martins e Costa, assim como aos hotéis de cinco estrelas”, explica Jorge Coelho.

    O avô, Raul Abrantes Coelho, calcorreava a Serra da Estrela na sua carrinha Bedford, buzinava para visitar pastores e feiras. Comprava os melhores queijos, levava-os para Contenças, onde Jorge Coelho nasceu. Com mão de mestre, alinhava-os nas prateleiras de madeira, para todos os dias serem cuidadosamente lavados e virados à procura da melhor textura, a contento dos clientes mais requintados.

    A isto chama-se um affineur, ou afinador de queijos. O que exigia uma palmada de cada lado do queijo, todos os dias. Jorge Coelho sempre foi um ‘afinador’ nas diversas áreas em que interveio. Embora se duvide que dê palmadas nos queijos que hoje são produzidos na Queijaria Vale da Estrela, quis recuperar a tradição familiar.

    O acionista único da novíssima Queijaria Vale da Estrela sublinha que este projeto é um tributo. “É uma homenagem ao meu avô, é um voltar às raízes, é voltar a fazer uma coisa que já vi fazer quando tinha cinco ou seis anos; e é uma tentativa de ajudar a desenvolver a região de Mangualde”, afirma. Não que o concelho de Mangualde esteja deprimido pela longa recessão económica que atravessou o País. Nas faldas da Serra da Estrela, no Interior, este município pode orgulhar-se, como poucos em Portugal, de ter uma atual taxa de desemprego que se fica apenas pelos 5%, quando a generalidade do resto do país se confronta com uma taxa nos dois dígitos.

    Talvez também por isso, pelo dinamismo económico de uma região que tem na fabricante de automóveis PSA a maior empregadora, Jorge Coelho decidiu avançar para este projeto. “Foi há dois anos, tudo isto era rocha”, orgulha-se, mostrando a nova Queijaria Vale da Estrela ao Jornal Económico.

    No meio do granito e do xisto, há agora cerca de 20 pessoas que antes estavam desempregadas, a maioria mulheres, que se dedicam ao fabrico de requeijão, queijo novo e queijo curado da Serra da Estrela, que só deverá surgir no mercado nacional na Páscoa.

    E o projeto está ali para crescer, garante Coelho. Além de querer duplicar a capacidade de processamento de leite de ovelha certificado, a Vale da Estrela vai entrar em breve na produção de compotas e de mel.

    As instalações já não cheiram a tinta, o aroma do queijo é bem mais intenso e rico, mas vê-se que está tudo como novo. A queijaria arrancou em novembro e já tem vários galhardetes para apresentar na lapela. Por exemplo, o requeijão esgota todos os dias ainda antes de estar produzido e foi impossível prová-lo.

    Apesar de reconhecer que teve muito trabalho para colocar a Queijaria Vale da Estrela em pé em apenas nove meses, superando muita burocracia, exponenciada quando se trata de bens perecíveis, alimentares e de origem certificada, Jorge Coelho é taxativo, como é seu costume: “Não tenho razões de queixa, quer da parte da Administração Central, quer da Administração Local, mas sei que fizemos tudo como devíamos fazer”, diz.

    E além do reforço da produção de queijos e da expansão para a área das compotas, a nova empresa está a atacar forte num novo desafio que é a aposta na internacionalização. E talvez por aí, o ex-governante tenha de voltar aos aeroportos e aos aviões, do Brasil à Arábia Saudita, de Espanha à China.

    Uma intensidade que o levou a travar no seu vaivém global como CEO da Mota-Engil, mas que, neste momento, poderá ser bem mais suportável, porque Jorge Coelho está agora a correr numa pista própria.

    Exportação. Vendas garantidas para o El Corte Inglés e a Arábia Saudita

    Jorge Coelho não está neste projeto para perder dinheiro. E uma das grandes apostas passa pelas exportações. A internacionalização da sua empresa começou há poucas semanas com as primeiras vendas para a cadeia espanhola do El Corte Inglés. A seguir, prevêem-se mercados como a Arábia Saudita, numa parceria interessante com a Confeitaria Nacional. China, Las Vegas, Luxemburgo ou São Paulo são outros destinos na mira.

    Queijaria Vale da Estrela exigiu um investimento inicial de cerca de 1,8 milhões de euros. O único acionista, é o próprio que o garante, é Jorge Coelho. O projeto arrancou em novembro do ano passado, mas exigiu o recurso a financiamento de entidades externas – a banca –, se bem que em menor escala do que é habitual nestes casos.

    “Este projeto tem uma boa saúde financeira. Temos financiamento bancário do Montepio Geral e, desde dezembro de 2015, candidatámo-nos ao quadro de fundos comunitários 2020. Ainda não recebemos qualquer dinheiro daí, mas tenho a certeza de que vamos ser financiados”, explicou Jorge Coelho.

    O dono da Queijaria Vale da Estrela esclarece que, neste tipo de projetos de investimento, o normal é que os fundos próprios sejam na ordem dos 30%, quando os restantes 70% derivam de capitais alheios. No caso da sua empresa, este rácio vai ficar entre 35% e 65%, assegura.

    Para garantir a colocação dos seus produtos no mercado, Jorge Coelho já estabeleceu acordos com algumas das maiores marcas de distribuição em Portugal – Continente, Pingo Doce, Auchan (Pão de Açúcar) e El Corte Inglés. A faturação prevista para este primeiro ano completo de atividade é de cerca de 500 mil euros.

    O ex-governante, agora na pele de um empresário do Interior, avança que os melhores períodos para venda dos queijos da Serra da Estrela são, acima de tudo, o Natal e a Páscoa. A par, também, das feiras de queijos realizadas à razão de duas vezes ao ano em cada uma das grandes superfícies de distribuição a operar em Portugal. Mas o sonho de Jorge Coelho neste novo negócio vai mais além da rotina do mercado: a internacionalização é uma palavra-chave. Há cerca de um mês, quando o Jornal Económico estava presente no local, em Mangualde, a Queijaria Vale da Estrela já estava a expedir os primeiros queijos da Serra da Estrela para o El Corte Inglés, a partir de Madrid, para a Feira Internacional de Produtos Regionais da cadeia de distribuição, em 77 lojas em Espanha. Para começar, são 462 queijos que vão estar nesta montra.

    A seguir, além de Espanha, estão na calha novos mercados para exportação, sejam países ou cidades, como a China, Las Vegas, Londres, Luxemburgo, São Paulo ou a mais exótica Arábia Saudita, numa parceria estimulante com a Confeitaria Nacional. “O mercado da saudade [emigrantes] é um dos nossos objetivos, mas também alguns espaços de distribuição de prestígio, como o Harrod’s, em Londres, com quem estamos a negociar”, adianta Jorge Coelho.

    “Era um objetivo nosso vender 10% dos queijos para o exterior, uma meta que tem de ir subindo de ano para ano”, assume o dono da Queijaria Vale da Estrela.

    E esta é uma meta que deverá ser conseguida se as fasquias de produção da própria queijaria de Jorge Coelho subirem, conforme está orçamentado: “Temos, neste momento, capacidade para processar 600 litros de leite por dia, sete dias por semana, mas o nosso objetivo é chegar ao processamento de 1.500 litros de leite por dia com o atual equipamento”.

    Jorge Coelho adianta, no entanto, que a Queijaria Vale da Estrela pode ir ainda mais além na produção de requeijões e de queijos da Serra da Estrela (novos e curados), assim a procura e o financiamento para a expansão garantam a razoabilidade desses investimentos.

    Duas centenas de queijos por dia e outros 200 requeijões diários: são números para superar de forma rápida na Queijaria Vale da Estrela. Mas, acima disso, Jorge Coelho quer expandir a atividade dos derivados de lacticínios da sua empresa para a produção de compotas de frutos vermelhos (amoras, morangos, mirtilos), abóbora e mel, entre outros. Algo prometido lá mais para o verão deste ano.



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